Valor sexual de mercado: Por que razão os looks e o dinheiro não são o mais importante?

Ao contrário do que acontece em outros espaços supostamente masculinos como o Men’s Health  ou o Reddit, onde feministas e paladinos da justiça social juntam esforços para obstruir a verdadeira narrativa da redpill, o fórum chupa-mos, onde Henry Chinasky tem passado uns tempos a navegar, poderá ser um dos últimos cantos da internet portuguesa digno do título “a fachoesfera portuguesa”.

O chupa-mos é um espaço onde nacionalistas, misóginos e racistas expressam as suas opiniões livremente, longe da censura que vigora nos media convencional e redes sociais.

O chupa-mos é um fórum bastante esclarecido relativamente à natureza hipergamica das mulheres – mulheres querem sempre homens de maior valor ( sendo as noções de valor mais comummente evocadas: dinheiro e atractividade física), e sabe que nice guys finish last – ser um beta que procura fazer todos os favores para agradar mulheres não traz nenhuma recompensa sexual. No entanto, parece ainda haver uma certa lacuna sobre a estratégia sexual a seguir pelos homens.

O que se nota por estes ares é que tomar a redpill tem um sabor amargo para a maioria dos homens. Ultrapassar esta fase é extremamente difícil, e aceitar o imperativo feminino sem se guardar rancores contra as mulheres é raro. O caminho é ainda mais doloroso quando a maioria dos homens é game denialist e abandona o seu destino no mercado sexual a factores fatalistas como a hereditariedade genética/financeira, ou a factores de muito longo prazo, como: o melhoramento físico através do ginásio, carreira/ negócios…

Henry Chinasky não nega o impacto do SMV( valor sexual de mercado) no processo geral da sedução. Alias, é um grande apologista de que o treino físico/musculação deveria ser obrigatório para todos os homens, assim como, que na missão de vida de cada homem, a perspectiva financeira deverá ter uma relevância muito superior à sexual/amorosa.

Contudo, no que toca a relações com o sexo oposto, uma aposto única nestas áreas pode muitas vezes não resolver e (mesmo) exacerbar os problemas. O não reconhecimento de que a maioria dos problemas advém da falta de comportamentos alfa; da desinformação que existe sobre as relações intersexuais; da inexistência de estratégias para vencer no mercado sexual (Game/PUA); e não de uma suposta falta de looks e dinheiro, cria um choque mental para muitos homens, que se deparam com os mesmos problemas repetidamente e não conseguem dar uma resposta adequada.

Mais tarde, analisaremos uma dessas questões colocada no fórum chupa-mos. Primeiro, comecemos por uma necessária recapitulação sobre o SMV.

*************************************************************************************

O que é o Valor sexual de mercado?

SMV
Evolução média do SMV para homens e mulheres ao longo do tempo

O SMV determina o nosso ponto na escala da hierarquia sexual. O SMV tem essencialmente duas componentes: a pessoal (determinada pela pessoa que somos) e a circunstancial (determinada pelo ambiente em que estamos).

A parte pessoal do nosso SMV resume-se a:

Poder/Recursos: inclui dinheiro, autoridade/poder real, extensão e domínio do círculo social, estatuto que a nossa profissão confere (proxeneta vs. cirurgião plástico), património, competição feminina pela nossa companhia, etc.

Aparência/Atracção Física: inclui nível de beleza natural, forma física, estilo/pinta com que nos vestimos/arranjamos, etc.

-Skills/Conhecimento: mastery de actividades: saber tocar um instrumento (ex:guitarra, piano), saber dançar (ex:salsa, kizomba); saber falar línguas (ex: francês, russo) ser praticante de um desporto (ex: surf, rugby), dominar uma arte de combate (ex: boxe, muay thai), inteligência, cultura geral, etc.

Personalidade/Atitude: inclui carácter, atitude no momento,  sentido de humor,  sociabilidade, estabilidade emocional, linguagem corporal, nível de game/sedução, etc.

A parte circunstancial, ou do ambiente em que nos encontramos:

Rácio homens/mulheres no local: por exemplo, numa festa em que há 100 homens e 10 mulheres qualquer uma delas vai receber toneladas de atenção masculina, além de que são um produto raro naquela festa. Mesmo que elas sejam feias ou banais o SMV delas todas sobe por serem um produto raro e o dos homens desce por estarem em abundância. Qualquer das mulheres vai ter um poder de escolha muito maior, por isso vai ser muitíssimo mais selectiva do que se a situação fosse inversa (10 homens para 100 mulheres).

Nível médio de qualidade das mulheres no local: se estamos numa festa só com modelos da victoria secret (vamos esquecer o rácio), o nosso SMV sobe e permite-nos aceder a mulheres de maior qualidade, pelo simples facto que o nível médio de qualidade das mulheres é muito alto (a pior de todas continuava a ser uma excelente conquista).

Nível médio de qualidade dos homens no local: se estamos numa festa com todos os melhores actores de hollywood e nós somos um homem médio de Lisboa, o nosso SMV desce brutalmente por comparação com eles. Da mesma maneira que se formos um advogado de sucesso, com pinta e em forma, numa festa, em que todos são uns geeks do World of Warcraft, o nosso SMV sobe por comparação com eles. Naquele momento as mulheres olham para nós e colocam-nos com uma melhor ou pior escolha por comparação com os outros homens disponíveis.

Tipo do ambiente do local: O CEO de uma empresa que no mundo empresarial é respeitado por todos e tem gajas à balda interessadas, mas na festa da kizomba de sexta à noite é preterido e ignorado em favor de qualquer azeiteiro musculado. Os estilos são simplesmente diferentes.

 

comer gajas
Podes ser um médico ou engenheiro de sucesso, mas esta gaja  fica é excitada com alfas acabadinhos de sair da prisão

 

************************************************************************************

O user Bimbaum abriu o seguinte tópico intitulado Gajas de 20 e poucos.

“Estou com 26 anos, tenho estudos (sou Engenheiro Mestre), fiz o curso que quis, trabalho na minha área numa das melhores empresas do país, recebo acima da média para alguém com a minha idade/experiência, sou giro, forte, inteligente, reverenciado pela sociedade, etc etc… Mas apesar de bem sucedido não me considero uma pessoa totalmente realizada por causa das gajas, parece que só têm merda na cabeça. Será que são todas assim? Não sei, digam-me vocês nézés?
Sou filho único, o último da linhagem, não posso ser o último ramo da minha árvore genealógica, esse seria definitivamente o maior falhanço da minha vida.
Nos últimos meses tenho procurado uma mulher bonita, sensata, responsável, honesta e inteligente por quem consiga nutrir sentimentos de cumplicidade e intimidade para iniciar um projecto de vida comum, estável e independente com condições para ter filhos, enfim, viver o sonho…

O Bimbaum é um dos muitos homens com um valor sexual de mercado que supostamente não deveria suscitar problemas  (engenheiro numa boa empresa, bem parecido, inteligente e socialmente bem inserido), mas mesmo assim não se sente realizado por causa da sua vida amorosa. Analisemos o porquê de muitos homens com vidas minimamente organizadas não terem os resultados que querem com mulheres:

1. Não tomam acção suficiente / não abordam raparigas

De longe o principal factor para a falta de sucesso com mulheres. Seja porque o círculo social é demasiado pequeno, seja porque nunca tiveram jeito para meter conversa com pessoas desconhecidas, a maioria dos homens deixa-se ficar na área de conforto. As mulheres não caem do céu, elas nem sequer sabem que vocês estão livres para uma possível relação,  a não ser que abram o jogo/abordem. Cabe sempre ao homem tomar a iniciativa.

Hoje em dia, dada a miríade de opções disponíveis para conhecer mulheres, basta meter um pouco de força de vontade para que tal seja um sucesso. Seja através de Daygame (meter conversa na rua, transportes, cafés, supermercados) , de online game ( tinder, badoo), de círculo social ( a escola/faculdade e o trabalho são apenas os círculos obrigatórios da vida de cada um, se queres conhecer mais gente, podes praticar actividades ex: dança, partidos políticos, aulas de teatro, toastmasters, desportos em grupo…) e por último, mas não menos importante, nightgame ( bares, discotecas).

2. Não têm um método para seduzir

Numa sociedade feminista que difunde o “just be yourself” como o conselho padrão de engate para os homens, e que busca assustar os homens que procuram conhecer mulheres com leis anti-piropo e gritando a plenos pulmões uma inexistente cultura de violação, apenas quem teve a sorte de ser um natural alfa e acumular um bom numero de lays na juventude é que tem a mínima noção do que fazer para seduzir.

Para os outros, é maioritariamente ao azar, normalmente em encontros fortuitos durante um período em que os círculos sociais do ensino são propícios a muitas interacções com raparigas, o que algumas vezes leva a sucessos com mulheres.

“O que vou dizer?” “É estranho ir falar com elas” –   pensamentos beta de um amigo do Chinasky quando foi deparado com a possibilidade de conhecer mulheres do sexo oposto

Para não chegarem a esta situação, estejam preparados para qualquer contexto e interacção, leiam, por exemplo, o mystery method, ou outro modelo qualquer de game. Aprendam os conceitos e a terminologia do game, sem porém terem de seguir tudo à risca. Regra geral: ter um modelo mental/racional do que estão a fazer é indispensável.  

3. Vivem nos filmes de contos de fada disney em vez da redpill

O clássico filme de adolescentes onde o rapaz beta, nerd e estranho ( mas com bom coração) acaba, sem saber bem como, com a rapariga bonita do prom que sempre desejou, é incontestavelmente ficção.

No mundo real, 99% das vezes, a rapariga vai escolher o alfa, convencido, outcome independent (possui uma mentalidade de abundância tal que não se deixa afectar por desfechos negativos), que com uma frame forte e dominante, ultrapassa todos os shit tests.

A redpill cultiva a excelência nos homens e maximizar o SMV vai claramente nesse sentido. Embora não ter um valor sexual de mercado muito elevado quase nunca seja uma razão justificava para o insucesso sexual de um homem, quanto mais alto for o nosso SMV melhores mulheres obtemos, além de que o investimento que fazemos em todo o processo é cada vez menor. De modo que, tanto o ponto 1 – conhecer mulheres/abordagem – vai ser mais fácil, como no 2,  erros no game ou comportamentos beta  vão ser mais facilmente perdoados.

Atenção: Para quem gostaria de aprender o que é a redpill, façam um favor a vocês mesmos e fiquem um par de dias a absorver os resumos anuais do Rationalmale, ouro puro.

Tenho-me deparado com vários tipos de gajas:

1 – Aquelas que trabalham em empresas de merda e ganham muito menos do que eu. Algumas ainda nem acabaram os estudos mas estão sempre a fazer viagens para o estrangeiro (em lazer) e a postar fotos no facebook. Como é possível? Chapa ganha, chapa gasta? Não pensam no futuro? Não sou pai delas para as sustentar, puta que as pariu… O máximo a que podem almejar é uma vida razoável porém parasitária. Não servem para mim.

2 – As putas assumidas ou mulheres modernas e emancipadas das relações abertas ou namoros de curta duração, ainda não lhes chegou uma década ou mais de javardice… Mas o plano delas vai sair mais furado do que aquelas conas, daqui a 5 aninhos já estarão acabadas e ninguém as vai levar a sério.

Elas podem ter trabalhos mal pagos, não ter estudos, gastar todo o dinheiro, etc… mas não deixam de estar bem na vida e em capacidade de encontrar o melhor dos parceiros, o SMV feminino ( ao contrário do masculino) é quase exclusivamente baseado na beleza física.

Analisando o gráfico do SMV, verificam que as mulheres entre os 16-29 estão nos anos dourados do mercado sexual. Têm muito mais valor do que os homens da mesma faixa etária. Muitas aproveitam para satisfazer a hipergamia ao máximo, viajam pelo mundo, postam todas as fotos possíveis no facebook/insta para ostentar os seus status de SMV. E claro, fodem com o maior número de alfas possível. Quando chegam aos 30,  nota-se a tendência a mudar, a busca pelo beta provider ganha primazia ( a chamada vida parasitária que o Binbaum bem sublinhou).

3 – As mães solteiras, algumas desesperadas, outras sem noção. Em princípio não conseguirão parasitar ninguém em particular, apenas o estado que somos todos nós. São as mães guerreiras, coragem etc.

Por outras palavras, engravidaram de um alfa que não quis saber delas. Agora estão em busca de um provider que sustente o filho bastardo.

4 – Aquelas gajas que em 3 anos tiveram 6 cornos mas passam a vida a publicar artigos do jafoste no facebook e a pregar aos sete ventos que os homens são todos uma merda e não as valorizam. Passado um mês já estão com outro igual aos últimos 6, um merdas feio, desempregado e azeiteiro a viver do RSI.

Clássico Beta bait. Elas adoram tudo nos alfas que lhes meteram os cornos, o único problema foi que não os conseguiram manter. Respondam a esses pedidos de atenção beta com consideração por elas e ficarão para sempre catalogados como os gajos que não lhes despertam desejo sexual. Como é óbvio, um tempo depois estão de volta a um novo alfa (ou ao que lhes meteu os cornos n vezes)  não reactivo que não se deixa influenciar pelos caprichos da menina.

Estarei condenado a ter um filho por inseminação artificial como o cronaldo? Será que me vão obrigar a tratá-las como objetos descartáveis, como o pedaço de lixo que até agora têm demonstrado ser? Uma pastilha elástica que depois de mastigada se deita fora? Uma folha de papel higiénico a que se limpa o cu e se manda pela sanita abaixo? Será que este tipo de mulheres serve algum propósito para além de serem receptáculos de esperma? Será que hoje em dia há outro tipo de mulheres?- Bimbaum

Todas as mulheres devem ser tratadas como objectos descartáveis, essa é a mentalidade alfa. Quanto mais cedo perceberem que não existem gajas especiais/unicórnios mais rapidamente vão ser bem sucedido na vida amorosa.

Isto não significa que nunca possam ter relações de longo prazo bem sucedidas, mas que o idealismo blue pill da “nice girl” é um mito. No ambiente certo, com o alfa certo, a mais pura das raparigas vira uma slut completa.

alfa come qualquer gaja

“Good girls are just bad girls who never got caught.”

Vlad: O maior Sedutor Português [Entrevista]

seduçãoMuitos terão ouvido falar de Casanova, Zezé Camarinha, Capitão Roby, figuras incontornáveis do panorama da sedução nacional e internacional, mas estes ícones da sedução encontram no presente um igual, Vlad Teach. Após o artigo 5 Factos sobre o Daygame em Portugal, a Távola Redonda decidiu entrar em contacto com o Life Coach que dormiu com mais de 100 mulheres em menos de um ano e acordou uma entrevista exclusiva.

*************************************************************************************

Apresentação

Olá Vlad, em primeiro lugar, uma pequena apresentação, podias dizer-nos como te chamas? quantos anos tens? o que fazes na vida?

-Vlad Teach, o meu nome verdadeiro permanece privado . Tenho 23 anos e estou a formar-me em Psicologia e Personal Training. Dou formações nesta área e tenho clientes de PT.

Como era a tua vida amorosa antes do PUA?

-Era inexistente, nem consigo conceber o passado antes de aprender sobre Auto-Ajuda e Ciências Sociais.

Conta-nos uma pequena história do teu percurso, da tua evolução?

-Em tenra idade deparei-me com um website onde referiam PUA, na altura só existia Mystery Method e pouco mais. Li bastante sobre o assunto mas não tinha sequer possibilidades de praticar (escola privada, zero popularidade etc).

Quando saí da escola comecei a praticar Daygame por mim mesmo, tentativa e erro, e só me deparei com produtos sobre o tema quando entrei para a Comunidade Portuguesa, onde vários membros, simpaticamente, me providenciaram produtos online de já reconhecidos Gurus. Aí dei um salto grande no meu Game, ainda que já tivesse dormido com umas valentes dezenas de mulheres em daygame. Mas de salientar que nessa altura era mais fácil, não havia tanta competição, especialmente com o enxame de RSD Inner Circle. Agora é quase impossível abordar uma mulher com algum sentimento de espanto e novidade para ela.

A partir daí entrei numa espiral positiva, à medida que a quantidade e qualidade das mulheres aumentava, proporcionalmente a minha confiança aumentava , ad infinitum.

Agora estou numa relação séria. Tenho objectivos diferentes. Mas a grande diferença é que antes usava muito a decepção e a mentira, pois achava, e achava bem, que quem eu era verdadeiramente não era suficiente. Mas tanto por ter investido em mim mesmo (intelectualmente e recentemente fisicamente) e por certas mulheres de abismal beleza me terem demonstrado que me amavam por quem eu era realmente, não pela máscara que usava, mudei nesse sentido e agora aceito-me a 100% e acredito piamente em honestidade brutal.

Como conheceste a comunidade de sedução portuguesa? Qual é a opinião que tens sobre ela?

-Um amigo da minha irmã estava presente na comunidade e inseriu-me na mesma. Tenho opiniões individuais e opiniões generalizadas. Existem membros muitíssimo fracos e outros muito fortes. Mas todos me pareceram excelentes pessoas e com boas intenções. Muitos ajudaram-me e acreditaram em mim, com especial referência ao Francis Dias.

A comunidade em geral é uma força positiva onde não existem julgamentos e todos se ajudam. O único problema que aponto é a aparente obsessão com novas técnicas e produtos, e contra mim falo, mas já não há segredos no Game.  Em vez de praticarem e se desenvolverem, passam (alguns membros suspeito) horas a ver vídeos e a sacar produtos dos RSD.

A culpa não é deles, pois é-lhes vendida a ilusão que podem ter resultados em Portugal iguais aos que se tem em cidades como Las Vegas  e LA, e que enquanto não se tiver, há que comprar o ultimo programa que vai finalmente mudar tudo. Tanto em termos de cultura e Sheer Number [n.d.e. números brutos] de mulheres atraentes e disponíveis… Não tem nada a ver.

Sedução

sacar gajas

Como é que costumas meter conversas? E onde?

-Sou sempre directo, mas deixo claro que aparência física não é suficiente para me seduzir. Qualquer lado onde veja uma mulher que me deixe nervoso pela sua beleza.

Quão importantes são os primeiros segundos de uma abordagem? Já deste a volta depois de uma reacção que ao início correu mal ( a rapariga reagir de maneira desagradável)?

-São depressivamente importantes. Evoluímos para categorizarmos as pessoas em meros segundos. Dito isto, a reacção inicial dela não fala necessariamente do que se passa realmente no cérebro dela. Ou seja, reacções negativas podem facilmente tornar-se em noites agradáveis ou relações duradouras.

Qual é o teu maior segredo de sedução?

-Ter uma causa (direitos animais) e estar disposto a dar tudo por ela. As mulheres querem um homem com um grande coração e querem fazer parte de algo maior que elas mesmas. Ter uma missão, deixar uma marca positiva no mundo. Mas como a maior parte das pessoas não está disposta  ao sacrifício e responsabilidade de ser um “exemplo” resta-lhes escolher entre a mediocridade ou seguir alguém.

Achas que o game é difícil em Portugal? O que podia melhorar? Se pudesses fazê-lo noutro país, onde o farias e porquê?

-Sim, acho com toda a franqueza. Existem poucas mulheres atraentes em relação a muitos outros países.  Consequentemente, as que são, têm um Ego gigante e muito mais pretendentes a lutar por elas. Mais, a cultura repressiva não ajuda. Nos Estados Unidos, tenho mulheres consideradas lindas a mandarem-me Nudes (com contexto) às dezenas, só porque aparento ter no facebook meio palmo de cara, enquanto que aqui nem sequer olham para mim. Isto para dar um exemplo.  Qualquer país de Leste e do Norte. Apreciam um homem masculino e são mais desinibidas, respectivamente.

pick-up-artist

Muitos homens queixam-se de não terem sucesso com mulheres porque não têm dinheiro. Soubemos que quando começaste sobrevivias o teu dia-a-dia só com uma pequena mesada e vivias em casa dos teus pais. Mesmo assim, conseguias dormir com dezenas de mulheres em intervalos de poucos meses, como é que conseguias? Que mensagem é que queres deixar para estes homens?

-Substituiria mesada por caridade de alimentação. Tive de arranjar maneira de as convencer a dormir com elas nas suas casas/hotéis/quartos. Excepcionalmente em Motéis. Podem ver o meu vídeo sobre este tema. Mas deixo esta mensagem: Para casarem quando já passam dos trinta, o dinheiro interessa.

Para dormirem com um homem, as mulheres querem prazer e emoções poderosas. Finalmente, hoje em dia, qualquer mulher tem condições para se sustentar, especialmente se for muito atraente. Foquem-se em tornarem-se boas pessoas e em seguirem os vossos sonhos e elas virão atrás.

És um dos percursos da profissionalização do PUA em Portugal: com um canal de youtube, uma página no facebook e uma escola de sedução. Achas que Portugal tem mercado para coaches de sedução? Quais são os tipos de homens que procuram os teus bootcamps?

-Não tem, mesmo os meus preços simpáticos são altos para a maior parte dos jovens. A maior parte dos meus clientes são homens mais velhos com certas posses, que me consultam em regime de absoluta discrição. Disto isto, se todos os homens que vão sair à noite na vã esperança de terem sexo viessem ter comigo, já seria milionário. Mas o Ego não permite. Todos os homens querem acreditar que sabem seduzir uma mulher ou andar à porrada, até serem rejeitados sóbrios ou levarem um murro nos dentes.

Para os leitores da Távola Redonda que procuram melhorar os seus resultados com mulheres, ou mesmo ultrapassar crenças limitantes, que pequeno conselho é que lhes dás?

-Conhecimento, através de mim ou das centenas de Coaches da Internet, e prática. Sair à noite e durante o dia e abordar mulheres. Independentemente dos objectivos, só através de abundância podemos exercer escolha. Existem muitas mulheres lindas cuja fantasia são tipos exactamente como vocês, quem quer que esteja a ler, têm é de as procurar.

Feminismo & RedPill

Não sei se te encontras ao corrente de tudo o que se passa em Portugal relativamente ao movimento feminista. Nos últimos dias, a deputada Mariana Mortágua levantou o tema de uma “suposta” cultura de violação existente em Portugal, outra feminista chamada Maria Pessoa lançou um artigo onde fazia a equivalência entre violação e sexo assim-assim. O que pensas sobre o assunto?

-As mulheres foram oprimidas durante toda a história da humanidade, assim dou-lhes um desconto moral pelas absurdidades actuais. (…) A frustração que provoca nos homens ver uma mulher atraente com os seus atributos a pavonear-se é indescritível (testosterona, etc) e se elas pudessem sequer concebê-lo pensariam duas vezes antes de acusarem os homens de certos nomes e de falta de respeito. É literalmente o nosso ímpeto mais primordial, o de cortejarmos uma fêmea atraente.  Finalmente, aponto, a medo, um certo cinismo por parte das mulheres, pois creio que a maior parte são francamente demasiado feias para convidarem qualquer tipo de assédio, e portanto expressam-se mais no sentido de massajarem o seu ego ferido do que de uma realidade.

MRA/RedPill/Neomasculinity foram adoptados por muitos antigos PUA’s, vês-te a prosseguir esse caminho?

-Não. (…) Não esquecer que ser mulher está intimamente ligado a ser atraente. As mulheres que não o são sofrem a vida toda, as que são sofrem ainda mais quando envelhecem. Imaginemos que o nosso valor aos olhos da sociedade é se somos desejáveis ou não… É uma realidade cruel. Dito isto, há uma falta de compaixão pelos desafios de ser homem no mercado sexual, concordamos que as mulheres têm-no muito mais fácil mas lembrem-se… Só as desejáveis, e mesmo essas vão levar com o camião da velhice mais cedo ou mais tarde.

Portanto defendo os direitos dos dois, cada sexo com os seus problemas e as suas bênçãos.

Perguntas Rápidas

Com quantas mulheres já dormiste na vida?

-Número exacto já perdi a conta, mas é superior a 200.

Um guru de Pua que tenha influenciado a tua vida?

-A minha maior influência é o James Bond, não é exactamente um Guru hehe.

Um livro?

-O homem que procurava o sentido da vida- Ramirro Calle

Mulheres: técnica ou talento (inato)?

-Técnica.

Atracção ou Sedução?

-Sedução.

Um elemento indispensável no teu game, sem o qual não consegues fazer close?

-Absoluta Vulnerabilidade.

*************************************************************************************

Obrigado pelo disponibilidade para esta entrevista, Vlad. Antes de nos despedirmos, como é que leitores da Távola podem acompanhar o teu trabalho, ou mesmo inscrever-se para os teus bootcamps?

-Podem acompanhar o meu Canal Youtube- Vlad Teach – que se encontra num lamentável Hiatus devido a obrigações laborais/académicas. A minha página de facebook do mesmo nome. Podem enviar-me mensagem privada ou para o email: teachvlad@gmail.com

Círculo Social: verdadeira liderança

Uma coisa que vocês não sabem sobre mim é o meu vício incontornável pelo Youtube. Provavelmente não serei o único, não me sinto especial por isso, mas esta foi a estrada que me levou até ao tema do texto que escrevo hoje. Uma rubrica que recentemente me conquistou o sorriso na cara foi o Conta-me Tudo, que o Canal Q partilha no seu canal da plataforma. Conta-me Tudo é uma mistura de story telling com stand up comedy; cada programa tem um convidado e as histórias contadas são sempre reais (assim, teoricamente, ditam as regras do programa) e por norma envolvem sempre algum sentido de humor.

Hoje estava a ver o episódio em que o próprio apresentador é o convidado especial e a história que decide contar é referente ao período em que estudou no Colégio Universitário Pio, onde um dos seus melhores amigos era o Chibato. E foi a história deste rapaz que me trouxe ao blog. O Chibato era o tipo fixe do grupo. Parafraseando o David – apresentador e convidado deste episódio -, ele era um tipo inteligente, engraçado e de alguma forma toda a gente gostava dele. Funcionava no grupo como uma peça de união entre as pessoas, porque era um tipo magnetizante. Tanto que quando o seu amigo David, campeão das partidas, lhe quis pregar uma e sabendo que era quase impossível que alguma vez ele caísse, pois não tinha acontecido até à data, uma imensidão de gente se juntou para conseguir entrar numa história épica. E o Chibato era sempre o ponto de partida de todos os encontros e de todas as conversas, desde o primeiro ano de faculdade em que havia paragem assídua no seu quarto antes do jantar, aos anos seguintes com cafés e visitas a sua casa, à altura em que foi para Nova Yorque, que sempre que voltava aproveitava para um convívio. Até ao dia do seu funeral antecipado, onde apareceu toda a gente, de novo.

david cristina

Não consigo desprender-me da ideia de quem é este tipo. Um gajo que consegue unir em torno de si uma cintura de gente que o adora e o idolatra ao ponto de tornarem o seu dormitório um ponto de encontro entre o pessoal. Este é o sonho de vida social de qualquer pessoa que não a tem. E aparentemente, pela história narrada, algo que é notado pelos seus amigos. Toda a capacidade de manobrar círculos sociais desta forma, de deixar multidões dependentes da tua companhia para se sentirem divertidos é espantosa e artística, no mínimo.

Assim que terminei de ver o vídeo comecei imediatamente a pensar em que características teria este rei das dinâmicas sociais e que outros homens vi ao longo da minha vida merecedores do mesmo título. E seria inevitável observar-me a mim também, ponderando se alguma vez assumi este posto. E a resposta foi estudada antes de assumir arrogantemente que sim. Há grupos onde sentes que tens este poder magnético em que as coisas parecem girar à tua volta e outros onde és tu atraído para alguém. Quase instintivamente percebi algumas coisas, mas as mais profundas fui descobrindo à medida que escrevia e trabalhava este texto.
A primeira coisa de que me apercebi que justificava toda a magia do Chibato foram as qualidades que o David mencionou: era esperto e engraçado. Qualidades que sempre atraíram centenas de pessoas. Analisando a um nível mais profundo o que ele continha era valor e entregava esse valor ao grupo. Quem é que não quer estar na presença de alguém com quem pode aprender alguma coisa, seja essa aprendizagem vinda na forma de um conselho amoroso, dicas de melhorar a performance no local de emprego, ou dicas para melhorar a nossa saúde. E a satisfação de conhecer alguém divertido e engraçado, que torne os encontros leves e nos faça soltar aquele som que nos embaraça sempre de uma gargalhada forte e descontrolada, causada pela tensão de uma história ou de um acto que não podia ser, quem é que se nega a esse prazer?
É isto que é entregar valor, é trazer ao grupo algo que possa melhorar a conversa, a noite e possivelmente a vida dos membros.
Outra coisa que reparei vê-se na história das partidas. O propósito de uma partida é deixar a vítima confusa, embaraçada, furiosa, no fundo despertar-lhe alguma emoção negativa que a mande para fora dos eixos. Se isso não se suceder, a partida não teve efeito e por isso considera-se como não conseguida. Se era impossível pregar partidas ao Chibato, só me leva a crer que este era um gajo altamente não reactivo, que é uma qualidade de extrema empatia e de extremo respeito. É o tipo de atitude que pode decidir o rumo de uma discussão. Estas qualidades juntas são o suficiente para que as pessoas se atraiam por outra, respeitando-a e admirando-a, dando assim como conseguida a parte da atracção.

Mas a atracção só por si não é o comprimido mágico e não vai fazer com que as pessoasr960-c1ee6c0d597fb68c680122e5261acdf3 venham bater à tua porta todos os dias para entrarem e passarem tempo contigo, ou a procurarem por sms, chamadas ou redes sociais mais e mais do teu tempo, da tua atenção e do valor que tens para lhes dar.
Lembro-me do meu décimo ano. Haviam três grupos que se formaram depressa, por se conhecerem já há alguns anos, onde entravam depois membros novos por semelhanças e haviam mais alguns alunos que caíram na turma sem mais ninguém e teriam de construir tudo do zero. E houve um rapaz que conseguiu isso. No primeiro dia que o vejo nas aulas consegue rapidamente chamar a atenção numa aula por ler livros que uma grande parte da turma não lia, mas que chamou a atenção ao grupo de alunos mais inteligentes (e porreiros) da turma. Ao fim de um ou dois meses de aulas, já se faziam meetings na sua casa e já ele tinha roubado a miúda mais carismática de outro grupo da turma para este. Ele era o Chibato do grupo, era o ponto de ligação entre ela e eles. Efectivamente ele trouxe valor ao grupo por ser um inovador: um tipo inteligente, com bom gosto, sabia tocar guitarra, com grande sentido de humor; mas também fez outras coisas que foram fundamentais para o sucesso dele no circulo e na vida em geral: ele criou condições para que todos se sentissem confortáveis com ele. O que difere o gajo fixe do gajo de quem somos amigos? É o quão confortáveis estamos com eles. Com o primeiro não sabemos nada de pessoal, parece uma pessoa com um valor até inalcançável, já o segundo é alguém que apesar do valor soberbo que possa ter, é alguém em quem confiamos, porque o sentimos como humano e como alguém com quem temos proximidade. Isso é atingível através da partilha de informação. Se depois de mostrar que sou um homem com capacidades acima da média e em cima disso mostrar que também tenho pontos fracos, gostos, vontades, desejos, estou a mostrar que tenho emoções e logo aí, sou humano, porque os humanos são vulneráveis, não são criaturas perfeitas. Se conseguirmos encontrar alguma coisa em comum temos tema para dezenas de conversas e motivo para dezenas de encontros. Se partilhar algo só meu com alguém essa pessoa sente que pode depositar em mim a mesma confiança que pus em si.

A cereja em cima do bolo e a razão que fará com que os círculos socias se formem à tua volta está numa frase do filme Casanova, com Heath Ledger no papel principal, dita pela personagem principal como um conselho a um rapaz que procura conquistar o coração de uma bela donzela: “be the flame, not the maude”; a mesma verdade é conhecida também pelo poeta brasileiro Mário Quintana e espelhada quando diz que “o segredo é não correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim para que elas venham até você”. E a verdade é que sempre que descubro um novo Chibato esta é a atitude que ele tem. Eles nunca fazem nada para conseguirem ser recompensados pelo seu esforço, eles fazem tudo a pensar apenas na sua evolução pessoal. O centro de motivação nunca é exterior, é sempre dentro de si, é o próprio. Por isso é que aquele colega conseguiu unir os grupos, porque pensou a vida toda em melhorar as suas capacidades e aprender mais. Por isso é que o Chibato foi tirar o doutoramento em Nova Yorque, para evoluir. E enquanto trabalhares para que sejas o melhor que podes ser, as pessoas vão admirar-te e vão querer estar perto de ti e vão fazer por estarem, porque há qualquer coisa na imagem de tu lutares pelo que queres que seja o teu futuro e o medo de te perder que é mais forte que a imagem de esperarem que tu venhas lutar por eles.

As pessoas têm medo de conversar umas com as outras, têm medo de sair da sua zona de conforto. Se tu souberes como, tu podes ser o elo de ligação entre as pessoas. Existe um Chibato na Távola, mas não vos vou dizer quem é.

O que é que vais fazer para te tornares o Chibato?

Violem-me esta gaja

Rogo encarecidamente aos leitores que violem a discriminadora, androfóbica e muito provavelmente feminista, Maria Pessoa. Não se trata de violência, satisfação sexual ou um misto dos dois, trata-se de serviço público.

É assustador acordar num mundo onde alguém que julga “a diferença entre violação e sexo assim-assim” ser “pouca e muitas vezes nenhuma” está em liberdade, viva e pode publicar num jornal. Se penso que devia ser presa, assassinada ou silenciada? Imagine-se que a autora se dava ao trabalho de aferir como a maioria absoluta das vítimas de violação são homens forçados por homossexuais; Muito provavelmente o seu contracto cessaria sob pressão dos LGBT e os demais pasquins manginas jornais culturais fechar-lhe-iam as portas. Se a autora fosse um gajo, o supracitado lobby garantiria sua detenção, agressão, violação, morte.

Mera androfobia ou desejo de levantar movimentos radicais persecutórios? Falta de picha honestidade intelectual ou parte de uma conspiração internacional votada a garantir a extinção do Ocidente? A preconceituosa autora julga ainda que as mulheres  “não (têm) os mecanismos biológicos para (se) protegere(m) de uma agressão”. É discriminatório: metade da população nacional não consegue fisionómicamente evitar o abuso do seu próprio corpo e por essa razão deve ser alvo de diferentes e especiais cuidados. Insinua que a prevaricada pode-o ter sido sem saber – é preciso que esta Pessoa e respectiva vanguarda esclarecida determinem, em lugar da própria, da ocorrência de violação. Sozinha, uma mulher “acha que não é uma vítima”, mas de facto, “não o quer ser”, não consegue determinar um consentimento antecedente; Pode ter pensado que sim, mas na verdade não o fez. É que sabem, as mulheres são  muito estúpidas.

Feminismo: Há 30 anos a procurar decidir no lugar das mulheres

Um organismo estatal encabeçado por Maria devia aferir se a coitada (vítima de coito), “queria mesmo ter feito” e, à resposta negativa, providenciar “os meios” para sentenciar os parceiros da arrependida/abusada. A culpa de uma má decisão só pode ser masculina, já que consabidamente, as mulheres não conseguem tomar decisões; Deviam ser, segundo Maria, excluídas de responsabilidades profissionais e políticas.

Segui o conselho da putéfia cronista e recordei a última mulher com quem me deitei. As últimas cinquenta e seis e cada uma individualmente convidadas a apresentarem queixa nos órgãos judiciais apropriados. Se todas as partes estavam entusiasmadas? É nessas condições que o acto se desenrola. Participativas? Infelizmente nem tanto, mas culpo o clorofórmio. Se alguém teve de ser convencido ou foi ocultada informação relevante? Perguntas retóricas. De que forma a ocultação informativa altera o contexto do consentimento? E o que determina uma informação como relevante?

O melhor instrumento de engate

Sobreleva por fim o significado de ser violado quando tantas vítimas lhe sobreviveram. Talvez em risco de forçamento – como estive na adolescência – compreenda a sua insignificância, dedicando a escrita a outros temas. Por essa razão, desejo que seja violada. Ou, em alternativa, que sofra uma sessão de “sexo assim-assim” já que são equiparáveis – quanto respeito pelas mártires.

Os conhecedores recomendam que na senda pelo Amor à próxima deva tomar iniciativa, insinuar-me, marcar o ritmo de penetração na intimidade absorta, a transição entre cada estágio, cada peça de roupa. Respeitoso mas assertivo. Cordial mas determinado. É uma reacção às regras das raparigas que mexem no cabelo quando querem beijar na boca. Penso em todas as noites e todas as Amantes com quem procedi segundo este ideário e pergunto-me quanto se perderia, quando perderíamos, se em cada momento me levantasse as perguntas da Maria Pessoa. Tal como as prostitutas francesas o foram para François Hollande, as protegidas de Maria serão sempre as maiores prejudicadas.

File:Rapes per 1000 people 1973-2003.jpg

Este escarro alfabetizado é a tradução Portuguesa disto, tardio e a desproposito, considerando que o número de violações per capita foi reduzido em quase 6 vezes nos últimos 38 anos. A insinuação sub-reptícia é a de que a maioria dos actos sexuais acontece com pouco consentimento, com consentimento parcial, entusiasmo do homem e permissão (discutível) da mulher. Algures entre JoséMaria Escrivá e Muhammad ibn Abd al-Wahhab, a ultramontana Maria revela tremendo preconceito para com o desejo sexual feminino, recusando reconhecê-lo, validá-lo. Só pode ser fruto de um excesso persuasivo, de um convencimento, de uma pressão, do envenenamento com substâncias psicoactivas ou, em alternativa, de um logro, um desacato. Justifica-se assim a pretensão de reconhecer juridicamente a anulação do consentimento subsequente à prática dos actos, a pretensão de permitir que se uma mulher se arrepender do sexo, possa acusar (e condenar) o parceiro por violação. Por fim, explana a personagem omnipresente na cultura latina, o pulha trapaceiro mas sedutor, que conhece “a cantiga do bandido” e desencaminha a inocência (?) das jovens circundantes. Parece em desuso nos dias da pílula e do Tinder, mas não por acaso, o hit da época, trauteia sobre uma intrujice em castelhano. Nunca deixámos de ser países da contra-reforma.

Escrivá.png
As referências ideológicas de Maria Pessoa

O final, “façamos amor com quem o quer loucamente fazer connosco também”, é o substituto moderno (?) do matrimónio, um imperativo que extravasa o intento e minora a sexualidade alheia. Dada a ausência dum gérmen extraordinário fomentador à fornicação, o “sexo assim-assim” equipara-se à violação, punível, condenável; Na melhor das hipóteses, será como comer um pastel de Nata. Imagino-a numa secretária, recebendo jovens vitimadas, esmiuçando tortuosamente as experiências em relato, com a sua coroa de flores e um sorriso solidário. “Pecaste, minha filha”, prescrevendo orações marianas. O seu céu também sabe perdoar, contudo, episodicamente. Não nos deixais cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Avé Maria.

A tradição judaico-cristã (aristotélica, dizem-me) estabeleceu exigências intransponíveis para o livre usufruto do prazer. Porque não cabe a vontade Nietchziana nas páginas do P3? Manifesta intenção, desejo, fulgor, ambição, apetite de proceder e consumir, é enclaustrado 2000 anos depois pela mesma paralisia, o mesmo receio de ver consubstanciado, o poder da vontade humana. Por isso se arroga a decidir, a julgar e a condenar o funcionamento dos corpos alheios, preenchida de pressupostos mesquinhos e desdenhosos. Não será também uma forma de violação, a imposição de uma constrição corpórea contra o impulso individual?

Avisam-me que esta é uma das faces do feminismo, a intenção de constranger a sexualidade masculina outorgando à sexualidade feminina o exclusivo selectivo, retirar o poder de escolha ao homem e entregá-lo por inteiro à mulher. Agradeço a honestidade de não afirmar (em algum momento) que deseja gerar uma sociedade igualitária e ainda de desmistificar a autoria do slut shaming, uma estratégia ancestral de emparelhamento feminino através da difamação da libertinagem alheia (ocultando a própria) para excluir a concorrência do mercado. Pergunto-me todavia como se viveria a sexualidade numa sociedade ideada por Maria, onde as mulheres são pressionadas a não outorgar o seu consentimento ou a renegar ao consentimento previamente atribuído para lesar os parceiros sexuais, enquanto se premem os homens a evitar avanços sexuais. O mundo à sua semelhança é desconfiado, descrente, moralista, atomisado, é o mundo onde os sexos se evitam ou degladeiam  em lutas inglórias. Um mundo assexuado, imberbe, murcho, pequeno. Um mundo onde os adultos evitam o contacto e a reprodução.

Não estaríamos mais satisfeitos nem tampouco mais felizes. Mas sobretudo, não seríamos mais livres. Vede em ti, oh Maria, os inimigos da sociedade aberta.

Sexo com o período

Para os homens com uma libido baixa, isto será um não-problema. Para os que vivem num “quarto morto” (dead bedroom – relação em que o sexo deixou de fazer parte do cardápio), é mais uma semana num deserto de meses ou anos. Para os que se contentam com uma vida sexual sub-óptima, é uma chatice inevitável.

O Patriarca não se contenta com pouco, e acha que um homem que se presta a uma relação monogâmica deve ter acesso ao corpo da sua mulher quando bem lhe apetecer. Isso inclui não andar a esgalhar o pessegueiro durante uma semana por mês só porque o Benfica joga em casa.

Pressupõe-se, claro, que o homem em questão não tem aversão a sangue. Dado que este blog não é dirigido a mariconços, não deverá ser um obstáculo. [Nota: O Patriarca não está a fazer pouco do respeito que se deve ter ao sangue como potencial veículo de doenças infecto-contagiosas, mas sim de reacções abichanadas à presença do mesmo] 

Supõe também este artigo que não estamos perante uma mulher com períodos complicados, com dores abdominais intensas, irritabilidade, sintomas depressivos, etc. [Nota: Foge. Arranja outra. Sexo com o período é o menor dos teus problemas. Queres mesmo aturar essa merda até à menopausa?]

Resta-nos então o maior e mais comum obstáculo: a moça não quer foder quando está com o período, porque tem vergonha / tem nojo / suja tudo / outra desculpa qualquer. Para desmontar isto, é preciso em primeiro lugar constatar o óbvio, que por alguma razão escapa à maioria dos homens.

A mulher que andas a foder sangra mensalmente da cona há qualquer coisa entre 4 e 40 anos. Para ela é algo absolutamente normal. O nojo do período já lhe passou há muito tempo. Ela quanto muito tem medo que tu tenhas nojo, ou que a vejas como uma badalhoca. O que nos leva ao sumo deste post.

O verdadeiro motivo para o tabu do sexo com o período

blood-stop-band-adulto-amp-cx-c500und

Na verdade, estamos perante um gigantesco híbrido de ASD e shit test.

Por um lado ela quer mostrar que não é uma rameira que gosta tanto de levar no pito que o faz mesmo que este esteja a jorrar sangue.

Por outro, e mais importante: ela está a indagar que tipo de homem és tu? És um mariquinhas que se impressiona com sangue e concorda que o sexo com o período é um nojo? És um quase-virgem com tão pouca experiência com mulheres que a menstruação te parece biologia extraterrestre? És um Beta que está tão grato por ter um buraco onde molhar a piça que se presta a suprimir os seus desejos durante 20% do mês, só para não melindrar a porteira?

Ou és um Homem, com uma dose saudável de testosterona a circular nas veias, que se aceitou dar a exclusividade do seu membro viril a uma moça, se sente no direito de ter acesso não restrito ao corpo da mesma, e não é uma objecção mal parida e pouco convicta que o vai convencer do contrário?

É isto, na realidade, que está em jogo quando surge a questão do sexo durante o período. E só se manifesta numa relação já estabelecida, porque numa fase mais casual elas pura e simplesmente não deixam que se proporcione. Aqueles dias em que ela está muito atarefada e só tem tempo de tomar um café? Ou aquele fim-de-semana em que há uma desculpa esfarrapada para não se encontrarem, ou um programa que não deixa o mínimo espaço para intimidade? Provavelmente há tons de vermelho na sua origem.

Claramente, então, o sexo com o período é desejável numa relação, tanto pelo bem estar do homem como pela dinâmica do casal.

Como ultrapassar os bloqueios?

É preciso ter bem presente que todas as mulheres vão pôr entraves. A relação vai muito bem, fodem que nem coelhos quando estão juntos, começam a fazer planos mais alargados… E há um dia em que um fim-de-semana fora já há muito planeado a apanha com o período.

Este primeiro impacto frontal com o tabu é muito importante. Não é depois de meses ou anos a respeitar a “semana proibida” que se vai reverter a frame. Esta tem de ser imposta bem cedo.

Em primeiro lugar, há que deixar bem claro que o problema só existe na cabeça dela. Não pode haver qualquer dúvida de que és um homem a quem o sangue não impressiona. Idealmente já é essa a frame que passaste desde o início da relação. Ser uma espécie de “troglodita refinado” ajuda (ou simplesmente troglodita – a falta de educação só não é perdoada aos betas).

Em segundo lugar, embora o cerne da questão seja emocional e subconsciente, ela vai ter argumentos racionais para não o fazer. Esses sim têm de ser desmontados racionalmente.

  • Suja tudo – põe-se uma toalha por baixo, que depois vai para lavar
  • Tem nojo – bullshit, andas a sangrar daí há x anos, achas mesmo que eu acredito nisso? Não te preocupes, eu não julgo
  • O que é que o pessoal do hotel vai pensar? – acredita que já viram bem pior que umas manchinhas de sangue
  • DSTs – para uma relação esporádica… sim, aumenta um bocadinho o risco de transmissão de coisas. Para uma relação continuada, o aumento de risco é irrisório – e além disso já se testaram certo?
  • Perigoso para a saúde – absolutamente falso.

Antes que os betas na audiência vão a correr buscar o portátil para fazer um Powerpoint… Calma! Isto tudo é, naturalmente, feito num clima de sedução, de preferência com uma garrafinha de vinho ou champanhe, e a escalar fisicamente ignorando completamente as objecções dela como se de um novo engate se tratasse. A mulher deve ser seduzida como se nunca lhe tivéssemos desbravado as partes pudendas, e estivéssemos a enfrentar LMR. Se tudo correr bem, atingirão um tal estado de tensão sexual que ela vai mandar os obstáculos às urtigas e talvez até implorar-te que metas de vez o tarolo!

Colhendo os benefícios

conan2-1490820679003

Parabéns! Desbloqueaste um dos grandes entraves a uma vida sexual masculina plena. Já não há cá aquelas semanas a tocar ao bicho ou a pensar que aquela gorda da contabilidade até se fazia. Mas há outras vantagens secundárias.

  • Aferição de status – se a tua fêmea não te deixa fodê-la sem restrições… cuidado, podes ser um beta! Trabalha nessa frame.
  • Contraste – é muito improvável que sejas o seu primeiro homem, mas é muito provável que sejas o primeiro a fazer isto. Distinção automática de todos os betas com quem ela andou, e talvez comparação positiva com outros alfas.
  • Banhar a espada em sangue – Nem todos os homens conhecem o sublime prazer de olhar para baixo e ver a sua espada de carne pintada com sangue de fêmea.

Boas estocadas!

Portugal

Num país profundamente ignorante, elitista e de baixas expectativas, o feminismo encontra um solo adequado

Sempre acreditei que o feminismo consistia numa luta igualitária até ter recebido provas do contrário. Hoje vejo-o como uma acossa feroz, voraz e sanguinária ao segmento social dos homens, brancos, cisgeneros, heterossexuais da classe média ao qual – para grande infelicidade minha – me calhou pertencer.

Ao contrário da maioria dos frequentadores deste espaço não sou acérrimo do patriarcado. Prefiro ultrapassar as discrepâncias de género cultivando uma sociedade na qual as mesmas se tornam irrelevantes face aos valores prioritários de labor, meritocracia e capacidade de auto-superação. Podem-me fazer duas críticas: de que estes valores são antropologicamente os valores da varonia e terão toda a razão, mas seria injusto criticar uma mulher que lhes responda positivamente e consequentemente produza benefícios com utilidade significativa para a comunidade em seu torno – embora os seus feitos jamais devam ser sobrevalorizados, nesse exercício de desonestidade intelectual que é o “ainda por cima é mulher” (tal como 50 % da população), minorando consecutivamente as das contrapartes masculinas, ou apreciados sob um qualquer critério de bitola rasteira, tendenciosa. A segunda é que existem objetivamente diferenças entre os géneros respeitando mormente a sexualidade e de que um dos erros dos dias presentes é tender a ignorá-las ou desacreditá-las; Novamente aceito a crítica, mas acredito concordarmos quanto à chamada sociedade progressista que enfoca anomalamente o quadro onde as incontornáveis diferenças entre géneros se evidenciam, a sexualidade, ser improdutiva, degenerativa, decadente.

Ouvi dezenas de feministas garantirem buscarem a igualdade. Com o tempo, os seus julgamentos acerca da sociedade patriarcal se converteram em condenações. Os avisos em ameaças. O ativismo em terrorismo. Comecei a encontrar páginas de facebook declaradamente andrófobicas e heterofobicas, onde polvilhavam milhares de comentários insultando indiscriminada e discriminatoriamente as pessoas como eu ou com a minha orientação sexual. Comecei a ser ofendido e, depois, perseguido em espaços culturais dominados pelo lobby LGBT(QIAXPTO). E eu imaginava o que aconteceria, se um grão daqueles impropérios, fossem dirigidos a mulheres ou a homens gay.

Vivo num país onde uma mãe revanchista e depois dum divórcio tumultuoso, assassinou as duas filhas colocando o ónus da culpa no carácter violento e sexualmente abusivo do marido, sobre quem nas redes sociais choveram ameaças de morte mesmo depois das acusações a ele lançadas haverem sido integralmente refutadas. No meu país a disputa pós-matrimonial entre um ex-ministro e uma apresentadora de televisão alcoólica, levou a um envolvimento mássico em prol da conjugue até depois do filho de ambos fugir da sua casa por querer viver com o Pai; levou a que o também Professor Universitário e autor de uma obra extensa, levasse pancada em espaços públicos dos admiradores da ex-mulher. No meu país, o evento organizado pelo Roosh em Fevereiro foi noticiado por um tabloide local como “Reunião de violadores”.

Tudo isto é injustiça, tudo isto é preconceito. E tudo isto é feminismo.

roosh.png
As mentiras contadas sobre o Movimento Roosh V no Correio da Manhã

O polémico texto do Roosh fala da falsa acusação. E, ao contrário do que Zerlina Maxwell escreveu, a falsa acusação é muito pior do que a violação. É pior porque, enquanto a violação tem apenas um autor – o violador – alguém a quem foi colado o rótulo oneroso de violador pode ser assassinado por um milhão de justiceiros anónimos, sendo garantidamente violado caso uma justiça perniciosa e sexista o prenda num sistema prisional onde mais de 90 % dos reclusos são homens e ocorrem dezenas de milhar de violações por ano, só nos USA. Todavia, apenas dificilmente uma mulher estará presa por ter abusado sexualmente e ainda mais se o mote para a formalização da acusação for um testemunho dúbio. E também porque o derradeiro custo de desacreditar alguém que efetivamente mentiu é necessariamente menor do que apelidar alguém de violador visto, quer de um ponto de vista justicialista, quer atendendo ao propósito da prisão, dedicada segundo o Ben Shapiro, a evitar a reincidência e a proteger o criminoso da justiça popular; Não existindo crime e sem desconsiderar o desacerto, a última executará o inculpado.

Mesmo um verdadeiro violador que apenas violou uma vez ou que aceitou ter relações cujo consentimento pode ser contestado, pode nunca mais o fazer e se assim for não representará perigo nenhum para a sociedade; Alguém todavia que manipulou a justiça a prejudicar outrem através de uma história aldrabada que a sociedade está disposta outorgar seu beneplácito, detém o poder para continuar a fazê-lo enquanto não se priorizar a verdade mas um estereotipo de género que acusa os homens da maioria dos crimes de violação, mesmo quando os números de vítimas de violação por género nos Estados Unidos estejam balançados. Não exactamente: Na verdade, a percentagem de homens abusados é ligeiramente superior, mas as feministas apropriaram-se desse crime tenebroso como se o combate à violação fosse uma bandeira da sua propriedade – uma ofensa a todos os homens quem, como eu, sofreram uma tentativa de violação durante a adolescência. A acusação de violação não é mais do que uma arma de opressão feminista contra os homens.

crime tuga
Estatísticas criminais Portuguesas

No meu país há 8 vezes menos violações per capita do que nos Estados Unidos e menos 15 vezes do que na Suécia, capital Europeia do fenómeno pela leviandade com que se grita “violação” cuja definição é tão lata que em breve incluirá os homens que metem conversa com mulheres na rua, mas ainda assim suscitou perseguição policial à possibilidade do evento. No meu país, um homem quem abusou três dezenas de jovens adolescentes e pertencentes à classe média alta foi condenado com a pena máxima, mas um outro que estuprou continuamente mais de duas centenas de rapazes numa instituição de acolhimento com menos 12 doze anos, recebeu ¾ dessa pena. Quais vítimas ficariam mais lesadas e prejudicadas para o resto da sua vida após ser brutalmente violado, as raparigas adolescentes que talvez até já tenham iniciado a sua vida sexual à altura, ou um menino pré-púbere?

Estará Portugal a dizer-nos que considera menos condenável violar alguém se esse alguém for órfão ou um rapaz?

violadores.png
Todas as penas dos culpados da Casa Pia são substancialmente inferiores à de Henrique Sotero, o violador das filhas da classe alta

Eu condeno veemente – por razões óbvias – a violação como um crime horrendo qual deve ser punido severamente, mas o próprio crime deve ser friamente apreciado. Ao invés da histeria que acompanha qualquer tentativa de racionalização e debate sobre o tema, uma sequenciação e exploração dos factos eliminaria os falsos depoimentos.

Esta minha exigência – de insensibilidade perante o horror da violação – surgiu-me quando a minha ex-namorada me contou que um rapaz abusara dela. Fiquei chocado. Que dois meses depois de viver na cidade Inglesa para onde, com apenas 19 anos, fora morar sozinha, saiu com um DJ conterrâneo para a discoteca universitária onde ele trabalhava. Que se tratava dum rapaz bem-parecido, pertencente a uma família aristocrática (com vivenda de quatro andares na Lapa + piscina) e cujo pai é um politólogo de renome. Ela contou-me que ele lhe dera bebidas toda a noite, provavelmente até drogando-a, e que saiu do bar cambaleante querendo ir para casa. Contou-me que ele a beijou sem ela querer e que insistiu para irem para o seu apartamento e que ela, não conhecendo o caminho para a residência, cedeu. Que ele foi demasiado insistente e tentou penetrá-la à força inclusive com objectos e a trancou no seu quarto. Contou-me que chorou e deixou de ir às aulas e de sair com os colegas porque eles iam sempre para aquele clube. Contou que quisera voltar para Lisboa desistindo do curso pelo qual já contraíra um empréstimo de 35.000 £. E que não quisera dar a sua virgindade a uma pessoa que não a respeitava.

Por essa altura já eu cerrava os punhos e me preparava para ensinar uma lição ao pequeno abusador, quando surgiu uma versão diferente da história anterior. Afinal fora ela quem o beijara e não bebera assim tanto. Afinal ela optou por ir para o seu apartamento deliberadamente. Afinal, o rapaz não insistiu assim tanto e jamais existiram drogas estupradoras ou objectos. Afinal ela até lhe fez sexo oral de livre e espontânea vontade porque queria que ele a integrasse na vida noctívaga da vila. Que a acompanhasse até à residência no fim da sessão. Quando ele se desinteressou e declinou a gentileza, obrigando-a ao walk of shame no shire britânico, quando ele nunca mais lhe respondeu às inúmeras mensagens que ela enviou nos dias seguintes, nasceu a fábula do António Violador.

A minha ex-namorada é, hoje, uma ativista feminista.

feminismo
Capa do facebook da mocinha

Por essa altura, também eu fui acusado de ser um violador. Depois de um jantar Universitário e bastante bebido, aproximei-me de uma rapariga que pertencia ao grupo com quem saíra e tentei despreocupadamente beijá-la. Ela disse que não queria, eu ri-me e pedi-lhe desculpa. Nessa noite, apanhámos um táxi juntos (com outro colega dela) e de tão envergonhado que estava, até paguei o táxi sozinho. O episódio caiu no esquecimento

Só mais tarde soube que essa rapariga era lésbica. A namorada dela ameaçou-me de morte e chegou a insultar-me na rua à tarde, diante da minha própria mãe. Os amigos dela – na altura, meus – deixaram de falar comigo. O colega que nos acompanhava no táxi, também ele homossexual e que me devia 10.000 € por um patrocínio para um projecto jornalístico, também deixou de me falar. Em muitos sítios de uma cidade pequena, fui acusado de ser um violador porque, meio por engano e sem qualquer insistência, tentei dar um beijo a uma rapariga gay. Não percais tempo debatendo sobre se uma tentativa de beijo pode ser razão para uma falsa acusação de violação porque esta ocorrência é independente das minhas ações. Depende apenas da percepção. A verdadeira razão para esta acusação foi escrita há algum tempo pelo Rollo Tomassi. Disse-o ele “a atual atmosfera cultural de suspeição masculina e avaliação dos homens enquanto ameaças de violação é apenas outra variação desta dinâmica coletiva de crenças percetuais, histéricas. As mulheres querem acreditar na presunção de que todos os homens fora do seu pré-selecionado, coletivamente aprovado, hipergâmico ideal, é uma potencial ameaça de violação. Noutras palavras, um homem quem pode, por força ou coação, assumir controlo da sua hipergâmica seleção sexual. A narrativa, a perceção, é tudo quanto importa.”

Perdi um dos meus melhores amigos nesse processo, quem me acusou com todas as letras de procurar violar a jovem fufa. Por algum tempo pensei que as suas críticas adviessem duma educação religiosa que condenava veemente qualquer intenção sexual – afinal todos os seus familiares próximos integram o Opus Dei Ibérico. Mas na verdade, ele é um feminista. No seu grupo de amigos, nenhum dos pertencentes me voltou a dirigir a palavra. Nesse grupo de amigos, todas as raparigas são gay, bissexuais ou mulheres sexualmente emancipadas a quem outrora chamaríamos de rameiras. Todos os rapazes são gay. Todos os pertencentes integram a alta burguesia e todos frequentam cursos de ciência política, relações internacionais, filosofia ou sociologia onde se repudia agressivamente a objetividade e desdenham a matemática. Todos vivem num mundo não profissional onde a percepção é mais relevante do que a objetividade. Todos estudam em universidades privadas onde os títulos de doutor ou Professor são atribuídos sem mérito para prorrogar a superioridade classista da prole dos filhos da fidalguia – diplomatas, altos funcionários de estado, empresários, jornalistas e gestores – permitindo-lhes sob o argumento do feminismo, despejar violência sobre as classes menos abonadas. Todos os antigos amigos que não cumpriam estas exigências – por serem homens, heterossexuais, pobres, trabalhadores – foram sendo gradualmente achincalhados de forma belicosa.

Este é um grupo feminista.

Instituto de Estudos políticos, onde os ricos compram cursos aos filhos

A violência do movimento feminista tem por origem um pensamento monarquista. Como a elite de outrora se julgava merecedora de alvíssaras em torno dos títulos herdados, também as feministas se crêem herdeiras das suffragettes. Das escravas prevaricadas do passado. Das donas de casa cujo ímpeto laboral estava vedado pelo género. A agressividade do movimento LGBT espelhada na prática dum coletivo gay – os panteras rosa – que, no meu país, viola homens na via pública caso se atrevam a pronunciar a palavra “paneleiro” (mesmo que se estejam a referir a um artesão), nasce do sofrimento a que, ao longo da história os gay foram submetidos sem que nenhum homem gay jovem alguma vez a tenha atravessado. Sentem que têm o direito. A geração moderna dos homens gay, que jamais foi agredida, que pode – ao contrário dos seus antecedentes – casar e adoptar filhos e declarar publicamente a sua sexualidade, agridem heterossexuais com o fulgor dos velhos combates. De uma vingança sem sentido. Se um heterossexual que preza a liberdade do seu próximo e tem amigos gay e nunca exerceu homofobia for maltratado em torno do tema, estamos ou não estamos perante um caso de discriminação?

Como o Richard Spencer do antigo (e assustadoramente encerrado) altright o escreveu, “Os jovens brancos são culpados por tudo mas eles próprios não têm culpa de nada. Estão a perceber que independentemente do que façam para se absolverem da sua culpa, nunca será suficiente. Serão sempre “shitlords” cis-géneros. Estão a começar a perceber que o jogo está defraudado. É um movimento de poder – não é sobre rectidão ou justiça ou equidade. Provavelmente nunca foi. Portanto quando percebes que está defraudado, paras de pensar sobre o que é justo“.

Image result for panteras rosas feminista
Logo de um grupo conhecido por agredir e violar homens heterossexuais quem demonstrem qualquer forma de desconsideração pelo todo poderoso movimento LGBT

Atrás dum teclado, com influência na comunicação social, com figuras cuja visibilidade está frequentemente assente posições sociais privilegiadíssimas – Num jornal agressivamente feminista que frequentemente retrata os homens como agressores sexuais pontifica a esposa de um secretário-de-estado, a filha do Presidente da Assembleia da República, uma parlamentar habitué de Tinder e escândalos sexuais descendente de uma família nobre cujo Pai é conselheiro de Estado e foi ministro da ditadura, ou a namorada do ex-primeiro ministro socialista – Este movimento possui uma força numérica, uma capacidade de mobilização, assustadora. Os seus aderentes não são muitos mas são muito ruidosos. A sua tolerância é vestigial. Frequentemente vemo-los a boicotar as páginas de humoristas, de escritores, de pensadores. Um escritor conservador foi ameaçado de morte e o lançamento do seu livro teve de ser adiado. A página de um humorista conhecido foi vilipendiada por ter feito umas piadas sobre violação. O Lobby gay é tão poderoso em Portugal que, depois de uma entrevista na qual o director do Colégio Militar declarou que os estudantes homossexuais são geralmente afastados pelos colegas (mas nunca expulsos pela administração colegial), o governo pequeno-burguês demitiu o chefe do Estado-Maior do exército, o general Carlos Jerónimo. Valores Europeus como a liberdade de expressão, foram subordinados ao imperativo feminista. E os silenciados nunca são as ideias, são as personas non gratas. Como o Roosh a cujo evento quis comparecer – exatamente por discordar dele em tentas matérias fundamentais – e que recebeu um tratamento de tal ordem persecutório que me convenceu da sua verdade, a de que a condição de que padeço, ser Homem, é marginalizada no século XXI.

Image result for capazes
Capazes é uma associação feminista composta de mulheres elitistas que gerem o jornal online “Maria Capaz” qual frequentemente ilustra os homens como violadores

No meu País uma ditadura vedou, por quatro séculos, os direitos de expressão e de associação – três pessoas encontradas na rua a trocar ideias seriam mandadas dispersar ou prender pela policia politica. Durante toda a minha vida acreditei que a revolução os havia restabelecido e que podiam ser publicadas ideias quais contrariassem o senso comum, que se poderiam agregar e associar cidadãos em qualquer que fosse o âmbito. Agora, já não acredito. Enquanto Feministas, gay, minorias étnicas ou religiosas se podem organizar e manifestar-se, grupos de homens brancos e heterossexuais nem se podem encontrar sem serem perseguidos. Somos nós os desfavorecidos.

Gradualmente, esta situação vai-se agravar. O meu país está beneficiado em comparação com outros, onde o poder do feminismo manda Pais para a prisão por recusarem a submeter os filhos a um sistema de ensino ensandecedor. Nos confins da internet, encontrei a expressão PIV – Penis in Vagina – para descrever o coito, ou sexo, que as feministas julgam ser sempre uma situação de violação, mesmo quando desejado por ambos as partes. Lamento a confissão, mas se fazer sexo com mulheres resulta sempre de uma situação de violação, então já violei mais de cinquenta mulheres e não me arrependo. Todavia, julgo que nenhuma das mencionadas apresentará queixa.

Derradeiramente, isto conduzirá às conclusões brilhantemente descritas pelo Roosh, de divisão e desconfiança social, situações quais não permitirão à minha geração formar famílias quais contradigam a tendência demográfica, neste momento a mais baixa da Europa. Num fórum PUA Português, todos os homens sem excepção, se escusam das raparigas locais porque se sentem subvalorizados e e desconsiderados contra elas; Mais uma vez, enquanto as classes altas – quem frequentemente beneficiam do status-quo feminista – podem viajar, os mal-remunerados (5º mais baixo da europa), ultra-taxados (8º mais alto em impostos individuais, 2º na incidência empresarial) trabalhadores Portugueses, que são envergonhados e zangados e temerosos e tímidos no confronto com as raparigas Portuguesas, não se conseguirão reproduzir.

natalidade.png
Taxas de Natalidade Europeias

Todos aqueles que conseguirem, eventualmente abandonarão o Oeste. Os homens estereotipados por Michel Houellebecq – intelectuais, dotados, com extensa preparação académica que financeiramente integram uma amorfa classe média mas são socialmente desprezados – emigrarão para o médio Oriente que distingue o empenho profissional, uma América do sul repleta de bem remuneradas oportunidades,  ou um extremo Oriente onde a condição de homem branco é suficiente para granjear um estatuto privilegiado. Vi um amigo quem é um dos melhores ortopedistas Portugueses ser destratado numa viela nocturna por duas raparigas de aparência mediana (“shoo sai daqui, sua… pessoa!”) quem as abordou; Já que as suas competências técnicas o fariam ser venerado fora da bolha ocidental feminista e o salário não excede a média local, o que o mantém cá? As taxas recordistas taxas de emigração Portuguesas já o comprovam.

Mas quem protegerá a cultura ocidental se toda a gente de valor a abandonar?

7 Razões porque deves juntar-te a um PUA Lair

rsd lisboa
Um dos vários Lairs presentes em Portugal.

Se vives numa grande cidade europeia, ou do ocidente em geral, provavelmente existe um PUA Lair activo nas proximidades.

Nunca ouviste falar de um PUA Lair?

Não és o único. Os lair de pua funcionam numa espécie de semi-secretismo. Apesar disso, na realidade são apenas grupos de pessoas que se reúnem com o intuito de aumentar as suas capacidades sociais (principalmente viradas para a sedução). Por norma, saem à noite (ou mesmo de dia), trocam ideias sobre game e vão meter conversa com mulheres.

1 Malta fixe para sair à noite

Quantas vezes quiseste sair com o propósito de engatar e não tinhas com quem ir, ou se tinhas, eles simplesmente não eram capazes de meter conversa e acabavam por ser uns espanta conas.

Muita gente, ao encontrar este obstáculo, acaba por desistir e opta por deixar a vida amorosa ao Deus dará. Logo, a necessidade de se encontrar um grupo de wings é importante para quem se quer meter nestas andanças, como podemos ver também num comentário em 5 Factos sobre o Daygame em Portugal.

Anonymous: March 30, 2017  “eu queria ir fazer daygame e preciso de um wingman pq tenho muitas dificuldades”

Uma boa solução para este problema é fazer parte da comunidade local de sedução. Após uma procura na internet pelo tema, rapidamente se encontram os lairs existentes. Frequentemente os membros reunem-se semanalmente ou mesmo diáriamente para fazerem o chamado “sarge”.

Verb; to Sarge.
The act of engaging conversational rapport with a complete stranger.
Though tied to the seduction community as the official name for being “on the hunt,” – Urban dictionary

Na pior das hipóteses, vais encontrar alguns elementos algo estranhos, malta com pouco à vontade social e algo “descalibrada”. No entanto, a norma vão ser pessoas boa onda e cheias de afinco na arte de abordar mulheres. Um ponto muito positivo, é que como todos estão lá com o mesmo objectivo, a ansiedade de ser julgado socialmente nas abordagens (medo de ser rejeitado) é muito menor, comparativamente às saídas com amigos da faculdade ou do trabalho.

2 Um fórum de partilha de ideias

Assim como um dos âmbitos deste blog foi disseminar a redpill, a verdade sobre  as dinámicas intersexuais, as comunidades de PUA têm os seus próprios fóruns ou grupos de facebook onde são contadas histórias (Field Reports), trocadas dicas de sedução e testadas ideias sobre os melhores métodos para conhecer, atrair, beijar e dormir com gajas.  Embora a maioria do material sobre engate se possa encontrar livremente na internet, ou mesmo na Távola Redonda, o factor de participação e análise das situações com malta que vive na tua cidade é sempre uma ajuda preciosa.

3 Sair da tua zona de conforto

daniel torres
Daniel Torres, PUA Português que desistiu do seu trabalho para viajar pelo mundo a fazer game

A velocidade com que podes evoluir nas artes venusianas é muito maior do que se o fizeres sozinho. O factor chave aqui é ter o incentivo extra para sair da zona de conforto.

Num dia vais sair com um grupo que deambula as ruas do bairro alto incessantemente em busca de presas . No seguinte, com um rapaz que passa as tardes no starbuck da Baixa, com o seu portátil, fato e gravata e aborda turistas com histórias treinadas (as chamadas rotinas). Noutro, conheces quem tenha entrado em associações de Erasmus (ou em aulas de dança, por exemplo), porque se apercebeu que desta maneira eram as raparigas que andavam à volta dele, e não ele delas.

4 Oportunidade para conhecer gurus nacionais/internacionais

Com alguma frequência, as comunidades locais organizam eventos onde os melhores sedutores são convidados a dar workshops/palestras. São chances únicas para ter uma perspectiva do que melhor se faz na área.

Nos últimos anos, tivemos em Portugal o mais famoso guru da comunidade PUA, Mystery aka Erik Von Markovik, autor do The Mystery Method, considerada por muitos como um dos  percursores da teorização da sedução. O seu livro, aclamado como uma bíblia da sedução, é essencial para quem conhecer todo o lingo dos Pick-up-Artist, tendo o mesmo , por exemplo, criado conceitos como LMR (resistência de último minuto), DHV (Demonstração de valor) e IOI (Indicador de interesse). Não menos importante, é o incontornável modelo Atracção-Conforto-Sedução. Base da maioria das vertentes de sedução posteriores.

Também passaram por cá outras figuras conhecidas como: Zan Perrion (The Alabaster Girl), Mark Manson (Models: Attract Women Through Honesty) e Tom Torero.

5 Ter colegas onde quer que viajes

Um dos aspectos mais positivos é o espírito de “irmandade” que reina nestes Lairs. Não raras foram as vezes em que viajei por Portugal e tive a sorte de ser recebido por outros elementos nas suas cidades natais. Assim como, retribui o favor, e acabei por conhecer também estrangeiros que viajavam por terras Lusas e tinham estabelecido contacto connosco.

6 Criar amizades e contactos

Tal como os clubes desportivos, o toastmasters ou associações de estudantes aumentam a tua rede de amizades, os lairs de pua são uma oportunidade de conhecer gente de todos os espectros da sociedade, que muito dificilmente entraria em contacto noutra situação. Ainda hoje mantenho o contacto com vários elementos que são das pessoas mais dinâmicas e com pensamentos fora da caixa que tive o prazer de conhecer.

7 Torna-te um sedutor para a vida

Num mundo cada vez mais competitivo, e com uma  liberalização extrema do mercado sexual, cujas consequências podemos ver de maneira eximia nas obras de Houellebecq. Ter um conhecimento sólido de game (assim como da redpill) e uma experiência prática alargada são activos essenciais para navegar com sucesso o mercado sexual  e atingir a posição de homem Alfa.

“It’s a fact…that in societies like ours sex truly represents a second system of differentiation, completely independent of money; and as a system of differentiation it functions just as mercilessly. The effects of these two systems are, furthermore, strictly equivalent. Just like unrestrained economic liberalism, and for similar reasons, sexual liberalism produces phenomena of absolute pauperization . Some men make love every day; others five or six times in their life, or never. Some make love with dozens of women; others with none. It’s what’s known as ‘the law of the market’…Economic liberalism is an extension of the domain of the struggle, its extension to all ages and all classes of society. Sexual liberalism is likewise an extension of the domain of the struggle, its extension to all ages and all classes of society.”
― Michel Houellebecq, Whatever