Confio-vos o meu futuro

Julguei estes memes, conforme os vi, produzidos na boa era do patriarcado, importados dum país lusófono onde a varonia impere, divulgados num recanto obscuro da internet onde a resistência clandestina ao Feminismo consegue, a custo, sobreviver. Mas provindo do epicentro político Estudantil de onde virão os líderes do país futuro, sinto-me, pela primeira vez em vida, seguro – Estamos francamente bem entregues.

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Como é isto possível? Num país onde o Feminismo detém um papel maior em todas as instituições governamentais e as organizações afiliadas ao Bloco de Esquerda policiam as universidades como os gorilas de Veiga Simão, este tipo de ideias – e seus protagonistas – há muito estaria alheada duma Academia tendente à androfobia. Mas o Estatuto, o sigilo e sobretudo o anonimato dos autores, permite-lhes expressar aquilo que pensam sem temer uma penalização política ou jurídica.

Este é um aspecto interessante sobre o funcionamento intemporal do movimento em causa. Desejando consubstanciar outro Maio de ’68, motivados por Professores estacionados nessa época e projectados por jornalistas ambicionando plasmá-lo, uma minoria irrelevante dos Estudantes Universitários, quase sempre gravitando em torno das ciências sociais e com suporte financeiro e logístico do BE, irrompem pelo país mediático, procurando condicionar as vivências proveitosas dos demais interditando as que consideram moralmente inferiores, da praxe às garraiadas. Só  que a democracia transversal às Associações do movimento, dizima estes protocandidatos nas urnas enquanto elege os seus antónimos – tipos com as duas cabeças e respectivos apêndices no lado certo do corpo e do espírito. Dir-me-ão que os primeiros falham na aproximação ao eleitorado cuja pretensão feminista ficou enterrada no pacote da Rosinha, presença assídua numa academia onde as conferências da Raquel Varela não preenchem os anfiteatros. Só que o critério eleitoral maior num meio jovem e dominado numericamente por mulheres só podia ser hipergâmico e os machos beta não vencem eleições.

A hipocrisia reinante, conduz a que a maioria das organizações estudantis- temerosos pelo seu futuro político – repudia-se os memes nos dias que se seguiram ao encontro. Entenda-se terem sido essas mesmas organizações, no entanto, a elaborá-las. Esta é, portanto, a matriz de pensamento dos dirigentes Estudantis, dos vencedores de eleições, dos agitadores massivos das gerações vindouras, os líderes de amanhã. Acredito não será regra, sobretudo nas grandes metrópoles, onde os grupusculos procuram subjugar a incapacidade de mobilizar outros colegas aos seus princípios de materialismo dialético e ocasionalmente, sobretudo com grandes investimentos do BE e do PCP, conseguem conquistar uma academia qual manobram para silenciar opositores políticos. Mas na maioria das escolas, nas grandes escolas, os vitoriosos são anti-feministas acérrimos. São dos nossos.

Quantas vezes não estiveram os Estudantes do lado certo da história, combatendo corajosamente por um futuro menos insano. No Chile os movimentos estudantis foram fundamentais para ultrapassar o Esquerdista Ibáñez e depois o Comunista Allende. No Afeganistão tomaram o poder às forças soviéticas governando por 7 anos um país onde ainda hoje detém influencia. Os homens jovens, brancos, com formação académica, são, como disse o Jack Donovan, os segmento mais relevante e perigoso duma sociedade. Em muitos países parecem estar hipnotizados e subjugados às prerrogativas do sistema. Em Portugal não estão. Contam com o meu apoio.

Feminista Badocha Queixa-se #2

Esta série não é de análises muito profundas. Pretende apenas documentar, para por repetição tornar óbvia a realidade, de que quem mais se queixa de não ter namorado ou da pressão social para o ter são as feministas gordas (e/ou velhas e/ou feias). Chega de enganar as raparigas jovens com a fantasia de que as baleias também encontram facilmente o amor.

Já passei dos trinta e não sou casada. E então?

Em primeiro lugar, antes que alguém se lembre de dizer que a tipa da foto não é gorda: O Patriarca já experimentou encontros online o suficiente para saber que se uma mulher põe uma foto de perfil em que dá ideia que pode eventualmente ter uns gramas a mais… É gorda.

Adiante.

Temos aqui um perfeito exemplo de porque é que uma mulher com uma cara de que só uma mãe pode gostar não se pode dar ao luxo de ser feminista: ou acaba como cat lady ou fica “fã” de viajar sozinha.

paula cosme pinto
Esta fronha precisava de um corpo escultural para arranjar um homem minimamente decente.

Curiosamente, no seu queixume enumera uma série de verdades que prontamente nega:

  • a assunção de que todas nós temos o casamento como uma meta a cumprir.
  • É curioso que um homem que permaneça solteiro tem a aura charmosa do bon vivant. Já uma mulher, é basicamente uma encalhada.
  • a crítica implícita: nós é que não conseguimos ‘arranjar’ ninguém
  • Mas se até aos trintas isto ainda não aconteceu, então algo nitidamente está a falhar.
  • Quando temos vinte e poucos anos, perguntam-nos estas coisas com um sorriso compincha. Passados os trinta, o semblante já carrega alguma preocupação.
  • Muito provavelmente, somos mulheres estranhas, demasiado masculinas, com a “mania da independência”, demasiado mau-feitio, traumas graves ou com um profundo ódio aos homens em geral

Portanto, não é que nunca tenha tido contacto com a realidade, tão-somente faz um esforço activo por negá-la.

O Patriarca apela a que a sociedade continue a fazer chover estas doses de sabedoria ancestral sobre todas as mulheres que dêem sinais de enveredar por esse caminho enfermo. Por cada Paula Cosme Pinto que escolhe ignorá-las e depois ter uma coluna de jornal a queixar-se disso, haverá muitas jovens a ser salvas de um destino infeliz.

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Já passei dos trinta e não sou casada. E então?

Com a chegada do verão, chegam também os convites para casamentos. Há uns tempos estava eu a jantar só com mulheres e percebi que, para quase todas, ir a uma festa do género significava de lidar com um rol de perguntas indiscretas sobre a sua vida privada. Das solteiras às enamoradas, passando, inclusive, pelas divorciadas, eis a principal questão a que nenhuma se escapa, como se disto dependesse o sua realização pessoal neste mundo: “Então e tu, quando é que te casas?”. Melhor que isto só mesmo o eterno ” não consegues arranjar ninguém?”, mas já lá vamos.

Se a partir dos vintes já se ouve a pergunta sobre o casamento, é certo e sabido que passando os trintas a mesma surge quase como uma sentença por incumprimento do ciclo correto da vida: ‘arranjar’ alguém, casar e ter filhos, enquanto ainda se é nova, claro. Porque, pelos vistos, também temos prazo de validade nisto do amor. Há várias coisas que são particularmente desagradáveis nesta pergunta feita com aparente inocência, começando pelo mais óbvio: a assunção de que todas nós temos o casamento como uma meta a cumprir.

É curioso que um homem que permaneça solteiro tem a aura charmosa do bon vivant. Já uma mulher, é basicamente uma encalhada. E se, por acaso, os nossos planos simplesmente não passem pela vontade de casar e ter filhos, algo está nitidamente mal. Há olhos, incrédulos, que se reviram em jeito de julgamento, e, invariavelmente, soltam-se profecias do género: “Dizes isso agora, mas quando arranjares alguém vais querer”. No que toca a estas coisas, a escolha e vontade individual de uma mulher não interessa para nada, porque o seu papel está bem definido desde o dia em que nasceu.

”ENTÃO E TU, NÃO CONSEGUES ARRANJAR NINGUÉM?”

Esta profecia leva-nos diretamente a outra pergunta dispensável, mas também bastante comum, principalmente quando se chega sozinha a um casamento: ”Então e tu, não consegues arranjar ninguém?”. Quem a diz pode até não ter noção, mas a carga recriminatória desta frase é de digestão difícil. Novamente, parte-se do princípio de que temos de partilhar a vida com alguém para sermos felizes. Depois, a crítica implícita: nós é que não conseguimos ‘arranjar’ ninguém, algo que, como todos sabemos, é um objetivo indispensável pelo qual devíamos batalhar todos os dias. Aparentemente tão simples quanto ir ao talho e arranjar um pedaço de carne que nos agrade para levar para casa.

De vez em quando, também surge o famoso “ninguém te pega?”, que, para além de ser um comentário de uma classe extrema, também nos coloca a nós na qualidade de peça de fruta que alguém já deveria ter pegado e metido na cesta. Parece-me relativamente claro que as relações de intimidade, quando as queremos para as nossas vidas, não se arranjam, acontecem. Mas se até aos trintas isto ainda não aconteceu, então algo nitidamente está a falhar. E devemo-nos sentir preocupadas – ou até mesmo culpadas – com isso. E a verdade é que muitas mulheres acabam por se sentir assim.

“QUERES FICAR PARA TIA?”

Quando temos vinte e poucos anos, perguntam-nos estas coisas com um sorriso compincha. Passados os trinta, o semblante já carrega alguma preocupação. Quando nos aproximamos dos quarenta, somos claramente um caso perdido, “deixadas para trás” na linha de montagem da ordem supostamente natural das coisas. Muito provavelmente, somos mulheres estranhas, demasiado masculinas, com a “mania da independência”, demasiado mau-feitio, traumas graves ou com um profundo ódio aos homens em geral (nesta regra de três simples, querermos ter uma relação com alguém do mesmo sexo entra, obviamente, na categoria da “mulher estranha”). Se o nível alcoólico já for elevado aquando desta conversa, talvez ainda se acabe mesmo por ouvir o famoso “mas queres ficar para tia?”. O que é também um comentário deveras simpático de se ouvir em dia de festa.

Contudo, o tal rol de perguntas e comentários, feitos sem pudor, ora por familiares, ora por amigos, ou até mesmo por ilustres desconhecidos que se cruzam connosco pela primeira vez, não se resume a isto. Quanto a isto, falo por mim: partilhar a vida com alguém também não é suficiente para as expectativas da nossa sociedade. “Mas há algum problema para não casarem?”, ouve-se amiúde num sussuro, seguido do mítico “então ele não te pede em casamento?”. Pelos vistos, um casal só parece ser digno desse nome quando há papel assinado ou festa com vestido branco que comprove o seu amor. E, é claro, querer ou não querer casar passa pela vontade do homem, responsável máximo por dar o passo e por decidir o caminho dos dois. A mulher que espere, passiva, pela sua sorte.

Sei que há coisas mais preocupantes no mundo – haverá sempre – mas tal como no caso das perguntas sobre “para quando uma gravidez?”, escrevo este texto como chamada de atenção para a pressão e mal-estar desnecessários que muitas vezes causamos nos demais com comentários do género. Entendam, são perguntas carregadas de julgamento. Sei que muitas vezes surgem como conversa fácil e de circunstância, algo que se faz por hábito e que supostamente ninguém leva a mal. Mas, não só essas perguntas não acrescentam absolutamente nada de bom à vida de quem as ouve (e, já agora, também à de quem as faz), como podem ser catalisadoras de emoções muito amargas.

Falando concretamente no impacto que têm nas mulheres, são perguntas que, demasiadas vezes, têm o condão de magoar, desrespeitar, menosprezar, fomentar inseguranças e criar frustrações, porque quer queiram, quer não, nós crescemos a ouvir que aquele é o caminho certo a seguir e se não o fizermos a tempo a nossa vida roça o falhanço. Mas, acima de tudo, estas são perguntas invasivas, e a vida privada de cada um de nós – homens e mulheres – só a nós diz respeito. Não custa nada manter isto em mente e usar antes o empecilho Trump, por exemplo, quando for preciso fazer conversa de circunstância.

 

 

 

 

 

Capazes defendem suspensão do voto do homem branco

O ninho das harpias continua cuspir pérolas com uma regularidade impressionante.

Agora assumiram-se finalmente como supremacistas femininas. Ainda tentaram dar o dito por não dito, mas na internet nada desaparece.

Segue-se uma transcrição integral do artigo, sem comentários porque crê O Patriarca serem desnecessários. No entanto, se é para ir pelo caminho da abolição do sufrágio universal, O Patriarca tem umas ideias sobre o assunto que serão abordadas num post futuro.

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FEMINISMO É OUTRA PALAVRA PARA JUSTIÇA

Em sua famosa obra de 1950, Pela Supressão dos Partidos Políticos, Simone Weil fazia essa proposta radical, que desafiava os fundamentos da ordem política moderna. Lhe chamaram de louca. Porém, examinando as dinâmicas do poder e da propaganda geradas pelo “espírito de partido”, o crescente desprezo pela verdade em favor da opinião, e a resultante degradação da educação, do jornalismo e da arte, Weil defendia que a verdadeira política começa apenas quando o “espírito de partido” se extingue. O feminismo moderno, a que também chamam de louco, é herdeiro da lucidez de Simone Weil. Identificando a existência dos micromachismos, que são culturalmente aceitos e incentivados, e por isso não são menos nocivos e agressivos, da cultura de estupro, da freqüência assustadora da violência de gênero, da permanente exploração do corpo da mulher, as mulheres livres de hoje apontam suas armas ao sistema heteropatriarcal e seus mecanismos sutis, e não tão sutis assim, de perpetuação. Por debaixo de uma capa retórica de igualdade, todos os poderes são ainda dominados por homens. Na política, nas empresas, nas estruturas sociais, na mídia, o poder é deles, exercido por eles e prosseguindo os objetivos deles. Quem se surpreende que todas as estatísticas demonstrem que as mulheres estão ainda social, econômica e politicamente em clara desvantagem? Ao invés, o que nos dizem é o contrário. Hoje, dizem, existe verdadeira igualdade, por muito que todos os fatos desmintam essa idéia.
Que pode ser feito, então? Dois caminhos se oferecem às mulheres de hoje. Aceitar essa fábula que nos vendem, pactuar com ela e fingir que ela corresponde à verdade, ou efetivar realmente uma verdadeira mudança transformadora. Pra feminista conseqüente, a escolha é óbvia. Ela só pode reconhecer que um sistema erigido por homens, organizado por homens e dominado por homens, com leis concebidas por homens, eternizará o domínio dos homens, e dos homens brancos, pois é deles que se fala. O momento atual deixa tudo isso bem claro. Todos os estudos sociodemográficos demonstram que, sem o voto dos homens brancos, a eleição do machista xenófobo Trump não teria acontecido. O Brexit, que logo depois de aprovado originou imediatamente ataques racistas a mulheres imigrantes, sempre o elo mais fraco, também nunca teria passado. Tentem imaginar esse cenário absurdo de realidade alternativa: a escravatura não teria sido abolida, mas sim submetida a sufrágio universal. Os esclavagistas, em maior número, e com o controle das instituições e da mídia, teriam direito de voto na matéria. Quando acreditam que a escravatura teria sido abolida? O voto dos homens brancos reforça o sistema que confere todos os privilégios aos homens brancos. Quem se surpreende que isso aconteça? E quem considera isso “justo”? O melhor jornal do mundo, o Washington Post, publicou três meses atrás essa matéria:
Nada de novo, tanto nos fatos relatados como na reação a eles. Sim, nem as netas das netas das nossas netas terão salário igual ao dos homens. Quem se importou? Quem tomou medidas? Quem disse “essa injustiça simplesmente não é aceitável em nosso mundo”? Ninguém. Uma prova tão clara como essa de uma desigualdade tão flagrante como essa seria motivo pra ação imediata se as vítimas pertencessem a qualquer outro grupo. Infelizmente, são mulheres. Agora, chega. Esse é o momento de ser conseqüente. E de exigir o equilíbrio imediato da balança dos poderes. Agora, e não dentro de 170 anos. É tempo de retirar aos opressores o poder de oprimir. E, na democracia, o poder se exerce pelo voto. A suspensão temporária do poder do voto dos homens brancos é a única chance de produzir uma real alteração no mundo no espaço de apenas uma geração. Todos os dados demonstram que apenas 20 anos seria o suficiente, e os benefícios seriam universais, e não apenas para mulheres.
Essa alteração não se faria pela força, mas dentro do próprio processo democrático. Não seria uma proibição, como a que as mulheres suportaram durante séculos e séculos, mas uma simples suspensão, um retardo bem delimitado no tempo. Seria a chance de, pela primeira vez na História, celebrar um contrato social de partilha de privilégio, sem derramamento de sangue, com o objetivo de realizar a justiça social. Esse período de redistribuição do poder produziria forçosamente uma alteração profunda no sistema educacional, na estrutura das instituições e no próprio tecido social, criando finalmente o mundo igualitário com que todas vimos sonhando. Depois de esmagado o patriarcalismo, quando a sociedade fosse pela primeira vez verdadeiramente paritária, seriam restituídos todos os direitos, que então seriam já legítimos, e não um veículo da perpetuação da desigualdade. Aí, sim, o sonho deixaria de ser sonho, e seria realidade.

Feminista Badocha Queixa-se #1

Esta série não será de análises muito profundas. Pretende apenas documentar, para por repetição tornar óbvia a realidade, de que quem mais se queixa de não ter namorado ou da pressão social para o ter são as feministas gordas (e/ou velhas e/ou feias). Chega de enganar as raparigas jovens com a fantasia de que as baleias também encontram facilmente o amor.

ENTÃO E NAMORADOS?

O problema destas gordas é que as convenceram que os atributos físicos não são importantes para arranjar um “homem moderno” (se por “homem moderno” se entender “feminista mariconço” até nem está assim tão errada). Este engano leva-as a ignorar totalmente todos os homens de menor valor sexual que seriam os seus potenciais pretendentes, à espera do Alfa que nunca vai chegar porque está ocupado a comer gajas de jeito. Como é óbvio, a natural pergunta “Então e namorados?” fá-las pensar nesta dura realidade despertando estas diatribes ressabiadas.

Se alguém conhecer uma Cristiana Antunes desta vida, convença-a a trocar o feminismo pelo ginásio.

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ENTÃO E NAMORADOS?

A partir de uma determinada idade, as perguntares dos familiares mais distantes tornam-se algo repetitivas, “então e namorados?”. Mas porquê? Porque raio é que há-de ser essa a primeira pergunta que me fazem? Ter um namorado melhora-me? Torna-me uma interlocutora mais interessante?

Nem todos os jovens escolhem passar a adolescência agarrados aos livros” – premissa verdadeira e de conhecimento público.

“Nem todas as jovens desejam uma relação amorosa e duradoura” – inconcebível! Um escândalo!

Vamos apenas salientar a mudança do género entre estas duas premissas. Rapazes e raparigas têm a oportunidade de escolher o seu percurso académico, não sendo condenados pelas suas escolhas. Os rapazes podem escolher não ter uma relação amorosa porque são jovens e, passo a expressão, o importante é comer as gajas todas que aparecem na noite. Mas aí de alguma rapariga que ouse beijar um rapaz numa discoteca que não seja o namorado! Já capa de jornal e saltamos para os noticiários nacionais para debatermos e punirmos esta rapariga que não se dá ao respeito e, mais, queixa-se de ser assediada! É preciso não ter vergonha nenhuma na cara! Veste uns trapinhos e quer ser respeitada.

Nojo! É o que sinto sempre que me deparo com estas situações, porque razão não há de a rapariga vestir aquilo com que se sente confortável? Mas voltando ao tema dos namoros – porque é que é uma adolescente que não namora é estranha? Sim, estranha. Aos olhos de todos. Uma alegria para uns e uma preocupação para outros, já que estes nos veem como se fossemos um iogurte numa prateleira de supermercado, prestes a passar a data de validade, e sem ninguém a mostrar interesse em levar-nos para casa.

Não faz mal sermos jovens e não namorarmos, sejamos rapazes ou raparigas. Não faz mal termos outras prioridades diferentes de alguns dos nossos amigos. Não faz mal. Não faz mal, porque somos felizes.

A meu ver, namorar é um investimento, um investimento que não quero fazer agora, mas nem por sombras isso me torna uma pessoa estranha ou alterada ou com problemas. Não me torna absolutamente nada, deixa-me apenas ser eu própria. Não sou melhor ou pior pessoa por não ter namorado. Não sou mais ou menos problemática por não ter namorado. Sou apenas eu, porque eu tenho liberdade para escolher quem sou, quem quero ser e o que quero fazer. São as minhas escolhas.

Mesmo que inocentemente, estas perguntas são feitas. A minha vida amorosa é um dos fatores analisados na avaliação da minha pessoa, esta pergunta é uma sexualização do meu ser. Sexualizam-me até dizer chega, a mim e a mais umas quantas desgraçadas que por qualquer motivo não namorem. Que raio, chega!

Men’s Health e a infiltração feminina

Todos os blogs precisam de publicidade para não se reduzirem a umas palavras perdidas num canto recôndito da internet. A Távola Redonda não é excepção. Dado que a maioria das redes sociais são avessas ao anonimato, o que é problemático para um blog de crimethink como este, O Patriarca decidiu tentar a sorte no fórum Men’s Health.

Admitidamente não estava à espera de grandes resultados, mas sendo um fórum relativamente popular valia a pena ver o que dava. Aquilo com que se deparou foi um interessante exemplo de como as mulheres se infiltram em tudo e corrompem toda a actividade masculina se lhes for dada a oportunidade.

O Patriarca começou por visitar a parte das regras, e vendo um post antigo pedindo para publicitar um blog, decidiu fazer o mesmo. Mais tarde, depois de ler melhor as regras, seguiu o indicado e pediu autorização por mensagem privada para os moderadores, para pôr links nos comentários e na assinatura.

Depois de duas semanas sem resposta borrifou-se, meteu o link na assinatura e começou a mandar postas de pescada em tópicos relevantes.

Até que alguém (aparentemente brasileiro, e O Patriarca jura que não foi o próprio com uma conta alternativa a tentar sacar polémica) “amanda” esta pedra para o charco:

Sinceramente gente, pra mim existe um sério preconceito com relação a este assunto, como acho errado tanto para homens quanto para mulheres esta história de sexo casual…

Não sou religioso, estou falando de princípios, para mim, de caráter, como eu sendo homem e mesmo tendo passado a pouco tempo um período solteiro, não sai por ai fazendo sexo por diversão, acredito em sexo com sentimentos, em sexo com amor e carinho, isto não quer dizer que na cama temos que ser apenas carinhosos, claro, entre quatro paredes com a mulher certa a coisa muda, mas com a mulher certa.

Esta é a minha forma de pensar, apenas a minha forma de pensar, muito difícil se relacionar com uma mulher que você tenha vergonha de sair na rua porque ela já fez sexo casual e foi usada por um monte de caras que apenas a usaram…

Para mim mulheres assim tem algum problema com autoestima e para se sentirem melhores “no momento” fazem isto, mas nodia seguinte se envergonham, ficam mal faladas, mal faladas pelos homens quebuscam um relacionamento estável, não pelos que querem apenas sexo claro.

Sem contar que quanto mais intimidade melhor na cama,sempre inovando, sempre fazendo melhor, olho no olho…

Liberdade da forma que alguns pensam para mim é promiscuidade.

Claro muitas mulheres irão querer me esculachar por pensarem diferente, mas deixo bem claro que é apenas a minha forma de viver.

Na vida temos LIBERDADE para fazer escolhas e cada um”VIVE” como acha correto, mas ao meu ver muitas mulheres que hoje estão por ai “perdidas”, principalmente na faixa de 35+, estão principalmente por fazerem esta escola de “LIBERDADE” pois para mim HOMEM de caráter não quer levar para casa mulheres “LIVRES” que”VIVERAM” desta forma, isto provavelmente será um inferno na vida dele para o resto da vida.

Talvez algumas não entendam que na cabeça de Homens que pensam da minha forma…é vergonhoso estar do lado de mulheres que”VIVERAM” de forma livre, sendo usadas e esculachadas, mulheres que fazem sexo casual, com gente que nem conhecem…

Volto a dizer apenas a minha forma de pensar!

Se tem uma forma diferente de pensar responda ai nos comentários, pode ser que um dia eu mude a minha forma de ser…

O Patriarca decidiu mandar gasolina para a fogueira com a velha frase “Chave que abre todas as portas é uma chave mestra, fechadura que é aberta por todas as chaves é uma fechadura de merda.”

O subsequente desfile de clichés debitado por gajas e cavaleiros brancos que se seguiu não é importante (estamos no ano actual, não é justo que os homens não sejam iguais às mulheres, vocês têm medo é de mulheres fortes, etc). O que é relevante é que a ADMINISTRADORA (sim, leram bem, um fórum “masculino” administrado por uma mulher), que dá pelo nick de Alessandra, entrou na discussão. Após algumas trocas de mensagens, O Patriarca decidiu fazer estalar o verniz e meteu um “querida” pelo meio, com a resposta esperada: não te admito, blábláblá etc.

como engatilhar feministas

Curiosamente, no dia a seguir o pedido para publicitar o blog recebeu finalmente a atenção da administração: o fórum não se revê num blog com este tipo de conteúdos!

liberdade de expressaoO Patriarca pensou que a coisa ficava por aqui, mas 2 dias depois voltou a espreitar o fórum e depara-se com esta pérola.

as regras sao para os outros

Começa com a admissão descarada de que as regras são para os outros, e segue com um muro de lamentações dos cavaleiros brancos da thread anterior, com a ocasional queixa de que o fórum já não tem o movimento que teve outrora.

É um desfecho tão perfeito, e tão exemplificativo das consequências da permissividade dos homens à infiltração feminina de espaços masculinos, que O Patriarca não pôde deixar de publicar. Senão vejamos:

  • Miúda badocha entra num fórum masculino a pedir ajuda para perder peso.
  • Alegadamente consegue perder 30kgs (a ser verdade, O Patriarca tira-lhe o chapéu).
  • 4 anos depois, é ADMINISTRADORA do dito fórum MASCULINO.
  • Pelo meio, mais de 7000 posts, ao ritmo de mais de 5 por dia – O Patriarca assume que nem metade sejam sobre o peso, ou seja, viciou-se na validação de ser uma mulher rodeada de homens sedentos.
  • O Patriarca assume também que outras vozes dissidentes foram presenteadas com semelhante censura.
  • Durante esse tempo o fórum entra em declínio. Obviamente isto não pode ser dissociado da ascensão das redes sociais e o seu estrangulamento dos fóruns, mas hoje em dia um fórum só pode sobreviver se oferecer anonimato e liberdade de expressão (ausentes nas redes sociais). Cortando qualquer uma destas, está condenado à extinção.
  • Após uma altercação com um porco chauvinista, decide quebrar as regras do fórum, que proíbem despedidas, para anunciar a sua.
  • Aguarda-se o inevitável post futuro, após o síndrome de abstinência de validação, a anunciar a revogação da decisão a pedido de várias famílias.

Assim como o antiquíssimo Clube de Golf de Muirfield claudicou na sua política de não admitir mulheres (COMO MEMBROS – a sua presença era permitida), perante a perseguição de que foi alvo, menos de 1 ano depois de ter sido excluído de receber o Open, também o Men’s Health caiu perante uma roliça com ligação à internet e demasiado tempo livre. Os espaços de homens são para caçar até à extinção, e os raros homens orgulhosamente chauvinistas que têm tomates para abrir um são agressivamente acossados pela “brigada da igualdade”, sem qualquer tipo de intervenção por parte das autoridades.

Já quando um grupo de homens (Movimento Roosh V) se tenta juntar para beber um copo e falar da vida, são apelidados de violadores e a PSP fica em alerta. Extrapolar que se os ditos “violadores” decidissem invadir um VivaFit (franchising ubíqua de ginásios feminino, para quem não sabe) seriam presenteados com bastonadas da polícia de choque parece ser a única conclusão lógica.

É importante que todos os homens entendam esta dinâmica de perseguição, infiltração e destruição a partir de dentro, para que os poucos bastiães de masculinidade que restam possam resistir aos tempos negros que se avizinham.

Discriminação (II)

Encostei-me ao balcão de um bar, pela 1 da manhã, quando duas raparigas estrangeiras se aproximam do mesmo por detrás de mim. Tento chamar o empregado, mas não tenho sucesso. Sai uma torrente de palavras entre as quais só consegui distinguir “yeah” e “party” pela boca de uma das queridas, conseguindo fixar a atenção do funcionário. Acresce que o supracitado é preto.

– We want two mojiiiiiiiiiiiiiitos!
– Desculpe, boa noite. Não me podia servir duas imperais, um sommersby e uma garrafa de água? – pedi

– He’s going to attend us first! – avisa a rapariga
– Desculpa mano – diz-me o “mano” – Não te vi. São dois mojitos, duas imperiais, uma sommersby e uma garrafa de água?
– Não, os mojitos não são para mim. – Estendo-lhe uma nota de 20 €.

Com um ar confuso, o rapaz afasta-se da nossa localização e prepara algumas bebidas. Regressa com dois Mojitos que entrega às raparigas e uma moeda de cinquenta cêntimos que me dá com um sorriso grande.

– Tens aqui mano! E são duas imperais e um sommersby, certo?
– E uma água! Mas onde está o meu troco?
– Então, o teu troco está aqui. Pagaste os Mojitos, e…
– Mas eu não quero os Mojitos!
– Não estás a pagar as bebidas às miúdas?
– Não, não estou!
– Ah, pensei que estivesses com elas – Faz uma cara azuada e dirige-se às raparigas, novamente sorrindo  – Girls, so it’s ten euros for the mojitos – Devolve-me a nota de vinte. Tendo feito o pedido primeiro, continuo a não ser servido. Olhei para o relógio. Estaria há 10 minutos esperando pelas bebidas. Os meus amigos fitam-me da porta, impacientes.

– Desculpa lá – diz-me quando elas se afastam do bar – eu por acaso até tenho namorada, mas sabes como é isto. Gajas! Diz-me lá então, o que é que queres?

– Imagina que estaria eu trabalhando por detrás desse bar e eras tu o meu cliente. Imagina que te ignorava enquanto dois brancos se aproximavam à posteriori e lhes dava a atenção que te recusei. Imagina que os servia compulsivamente com precedência, ou assumia ab initio que o teu dinheiro serviria para pagar as bebidas deles, como se fosses seu servente. Imagina que justificava a prioridade e te fazia perder dez minutos, pedindo a tua compreensão porque, “sabes como é, brancos”.  O que me chamavas?
Quero, por favor, o livro de reclamações.

Ainda existe muita discriminação em Portugal

Violação e cultura

Equiparável ao Big Foot, ao Monsto do Loch Ness, à longevidade do Conde Vlad, ao transgenderismo e ao feminismo igualitarista, a cultura da violação não existe. Evite-se protelar o imaginário infantil como no Natal: Quanto mais depressa as crianças conhecerem a verdade, melhor desfrutarão da quadra. 

Contagiado pelo horror nacional da semana, também eu me choquei com o vídeo Nortenho, onde um rapaz abusa sexualmente de uma rapariga inconsciente e legitimada a está-lo em segurança. São várias as fases de choque. Começa com a cumplicidade da turba assistente (maioritariamente feminina) e acaba com a das acompanhantes da rapariga quem presenciam a cena impávidas, imóveis. Dizem-me que são namorados e essa premissa encaixava nos factos observáveis, não obstante o mau-gosto. Se não forem, sem histerias, o sucedido representa uma forma de abuso sexual qual deva ser condenado e punido.

Mas se forem – se continuarem a ser – tornar-se-á difícil se não mesmo impossível, demonstrar o abuso. Não por acaso se trata de um crime semi-público, dependente da apresentação de queixa por parte da vítima para originar acusação. Todos os que acusaram o rapaz, os amigos, o grupo #Iamasoldier de terem feito mal à moçoila, incorreram nesta oligofrenia: a arrogância de se julgar poder denunciar melhor uma violação do que, cof, o violado.

A caça às bruxas

Ainda a poeira não havia assentado nem a identidade dos intervenientes era descortinada, já as histéricas de serviço preparavam uma tropelia. Retomemos a dicotomia anterior para exacerbar o ridículo desta pandilha: Se os moços namorarem ou tiverem uma relação de intimidade antecedente então a masturbação pública integrará o role de actividades a dois pertencentes ao quotidiano do casal – quem nunca?! – transmitindo o ónus da culpa para as câmaras quais, enquanto terceiro elemento, consubstanciavam uma multidão; Se se trata dum abuso, então as cabras do Bloco de Esquerda camufladas em movimentos extrapartidários, aproveitaram-se de um estupro público, exploraram exaustivamente uma humilhação traumatizante e eternizada na internet, para promoverem as suas causas políticas. Quem será o verdadeiro violador?

Sabem quem é que não aparecerá neste protesto? A tipa do vídeo

Como sempre, a última das preocupações das Mortáguas – uma das quais quem, consabidamente avessa a pénis, se cinge provavelmente à dedilhação – É o bem estar da miúda. Procuram apenas criar factos políticos, lançar soundbyte, expandir influência, aumentar o capital de votos e mediatismo escarafunchando na sarjeta da desgraça humana – chamem-lhe “pré-campanha autárquica”.  São o Correio da Manhã da política – Os tipos para quem vale tudo desde que possam aparecer. E virão com justificações para a sua barbaridade: Se a rapariga permanecer oculta dirão que a sociedade heteropatriarcal a inibe de se defender; Se vier a público, afirmarão ter sido graças à sua iniciativa que esta se pode expor. Tenho alguma pena de não participar porque sei quais estereótipos encontraria no protesto: a obesa quem nenhum homem por menos de um bilião de euros violaria, o panasca ressabiado que desdenha dos homens viris mas adorava ser enrabado por um, o SJW que aspira a dormir com todas as manifestantes (mas uma bastava-lhe) como recompensa por participar e está condenado a terminar o dia masturbando-se sozinho em casa, a activista que por saber comer à mesa (de restaurantes curiosamente muito caros) lidera a acção com palavras de ordem e entrevistas apesar de todos saberem que é especialmente submissa no leito e até tem conta no Tinder para que alfas anónimos a possam sodomizar selvaticamente nos intervalos entre locuções feministas. Todos estarão no combate das suas vidas. Todos estão condenados à derrota.

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A estratégia de cavalgar a onda mediática para a importação dum produto marketeiro estrangeiro, além de absurda, exploratória cobarde e desrespeitadora, é também repetitiva. Infelizmente, a força do lobby feminista em Portugal pode levar a que a sua mensagem ecoe e passemos os próximos meses ou anos a discutir inexistências como a da Rape Culture. Mas afinal, o que é a Rape Culture?

À semelhança de outras loucuras norte-americanas, a Rape culture foi uma invenção feminista devotada a impor a androfobia no campo das relações interpessoais. O objectivo de longo prazo – a exclusão social do homem cisgénero heterossexual – já foi assumido pelo movimento com alguma honestidade. No curto basta-lhes constranger a sexualidade masculina, isto é, o poder de seleccionar uma parceira na medida do seu critério pessoal. Por alternativa, pretendem sobrepor o seu próprio critério e não são poucas aquelas quem declara que serem rejeitadas por um homem é uma forma de violação.

A produção legislativa condenatória aos sucedâneos da violação demonstra a tendência persecutória sobredita. Quem julga que, hoje, violação significa penetrar uma mulher à força encontra-se extremamente desactualizado visto que, em países como a Suécia, inclui dormir com mulheres doentes, alcoolizadas, drogadas, mentalmente perturbadas, inconscientes e outras. Há quem acredite que a procura de satisfação sexual dos capacetes azuis junto das populações a quem estão a salvar a vida enquanto arriscam a sua, é violação. Em 2008, o supremo Sueco determinou que a penetração digital é equiparável à violação  pelo que o sucedido Portuense na pátria de Carl Lineus,  seria um crime. Julgo ser essa regulamentação discriminatória e castradora (e não a importação governamental de bárbaros) que justifica as taxas de violação suecas, capital mundial do forçamento. Em 2005 uma reforma legal açambarcou um alargamento da definição de violação (com efeitos retroactivos para os 3 anos antecedentes) que substitui a definição de violação como o uso de  “violência ou ameaça grave” afim de obter consentimento por “utilização de coacção alheia à lei”, criminalizando ainda antíteses conceptuais (violação no casamento), arbitrariedades perceptivas (assédio) e obrigando a polícia a registar todos os hipotéticos queixumes sem verificar da sua veracidade enquanto instigavam as mulheres Suecas a reportar compulsivamente; Em 2011 criminalizaram ainda o stalking (qualquer utilizador recorrente do facebook et al corre um risco preocupante; é desta que ilegalizam a profissão de detective privado?), com mais de 30 % das mulheres usufruindo dum pussy pass para restringir indiscriminadamente o acesso dos homens à via pública, enquanto recebem apoio financeiro estatal para lidar com o trauma de ser stalkado. Vale a pena recordar que desde  2005, a Suécia possui um Partido feminista. As instituições Europeias determinaram contudo que é preocupante o rácio de condenações por caso apresentado, na medida em que os tribunais nacionais eram demasiado morosos ou condescendentes na maior parte dos casos. Significa a magistratura escandinava, ao contrário da sua contra-parte política, ainda não ensandeceu.

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Quando a definição legal abrange qualquer coisa, os números disparam

O desejo feminista é que a tipificação de violações se desmultiplique, albergando definições como “violação emocional”, “violação por decepção“, “violação visual“. Parece tolo mas a situação Sueca pode vir a chegar a Portugal com a criminalização do Piropo e de todas as formas de expressão ou insinuação masculina que visem toldar ou transmutar o discernimento da fêmea em torno do actuante. Entenda-se: se o homem se converter no sujeito passivo da interacção, o seu valor pessoal e a habilidade em exibi-lo serão interditadas. Vai muito além da Jante Law dinamarquesa – o condicionamento social que interdita os individuos a jactarem-se em público – trata-se de garantir que, excepto por intermédio de uma escolha prévia feminina, homem algum pode copular. É a imposição do Tinder de Isabel Moreira à população geral: ser condenado ao Swipe Left antes sequer de abrir a boca.

A liberdade aos olhos de Isabel Moreira só pode ser usufruída atrás de um smartphone

Posso explicar a Rape Culture na minha própria experiência: Cresci entre dois bairros ciganos e frequentemente sofri assaltos praticados pelos meus
próprios vizinhos. Ter sofrido 10 assaltos no decorrer de um ano (e presenciar/ser informado da sua ocorrência em muito maior dimensão numérica) é uma medida adequada à realidade da altura. Partindo do pressuposto que todos os gatunos actuavam singularmente e que nenhum repetira a ofensiva (sinceramente, não me recordo), afirmar que a maioria da ciganada rouba apesar de apenas 10 indivíduos duma população nacional de 60.000 romani Portugueses e 15.000.000 no mundo,  é racismo. Afirmar que a maioria dos 3.000.000.000 homens viola é a, rape culture. É uma forma de discriminação.

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É interessante perceber como estas informações, estes números, reflectem apenas a tendência analítica política vigente. El Rei D.Afonso IV, profundo conhecedor da natureza feminina (e humana) determinou através da lei 128 (dos sinais da violação) que o crime de violação só seria reconhecido caso cinco condições se verificassem: 1) A mulher necessitava de avisar publicamente ter-se apercebido de estar a pronto de ser penetrada à força (gritando “Vede que me faz sujeito”), 2) Durante o acto, a mulher deveria carpir (mostrando não retirar qualquer prazer da interacção a fim de evitar duplicidades), 3) a mulher deveria gritar pelas ruas “vede que me fez sujeito” para que a população fosse notificada imediatamente após a ocorrência e não às poteriori como fruto de uma racionalização ou de uma mera estratégia de difamação interpessoal, 4) A mulher deveria recusar-se a entrar em qualquer edifício depois do acto qual não fosse uma instalação  oficial de justiça; 5) O crime de violação apenas seria consubstanciado quando acontecesse dentro de um espaço edificado. O que diria sua majestade se soubesse estarmos a caminho de consubstanciar uma justiça que encarcera homens que abordam mulheres?

O despacho real precede o texto de Roosh V. em  seiscentos e noventa anos.

Mandou assassinar a amante dum filho libertino a quem repudiou por ser bissexual; Alfa male

A rape culture é bicho papão que justifica a existência de um movimento feminista apesar deste se haver esgotado há mais de 30 anos. Parte do pressuposto profundamente errado da 2ª vaga feminista de que um combate por direitos (laborais, salariais, sociais) equivalentes sem distinção entre os dois únicos sexos/géneros existentes, possui um componente sexual. Ao contrário da primeira vaga onde se combate uma discriminação efectiva exigindo maior justiça, durante a segunda vaga e ao longo de toda a terceira aporcalha-se um combate que começou por ser meritório. Assim, as sex-positive feminists não só se dispersam entre todas as incongruências paradoxais próprias de quem, apesar de todo o fulgor, não sabe o que quer, como focam uma quantidade absurda de intentos numa questiúncula – a sexualidade – que a maior parte das pessoas tem muito bem resolvida depois dos 20. Por essa razão existem cada vez mais mulheres a abandonar o feminismo não se reconhecendo na sua luta e as que se ficam são precisamente as mal resolvidas: Genderqueer, assexuadas, transgénicas e outras invenções semelhantes. É gente depravada que fala de sexo a toda a hora e escreve com x.

Como os senhores do ancién regime tinham direito a não ser fitados pela plebe ou os brancos, durante o Apartheid, tinham direito a não ser interpelados pelos pretos, a Mortágua que há uns meses queria “perder a vergonha (e) ir buscar dinheiro a quem o está a acumular” julga que tem o direito a dizer que não.  Querida, não tens. Da mesma forma como um professor, um polícia, um cobrador de impostos, tem direito ao meu tempo, qualquer homem tem direito ao teu. Falta saber se alguém – tirando o Louçã que te deu o tacho – o quer. Duvido.

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Quem é que metia conversa com esta tipa?

Lendo o artigo da sapatona Mariana, uma rapariga que efectivamente tenha sido abordada na rua vai tornar-se temerosa e assustadiça, introvertida e comedida, evitando os rapazes que metam conversa doravante porque – segundo a douta deputada – eles integram uma cultura de violação (sendo, pois, violadores). A Mortágua favorece a proliferação de Bitch Shields. Para os rapazes será pior, dividindo-se entre os que nunca tiveram coragem para abordar e que encontram fundamentação para a sua falta de ousadia, e os que deixarão de abordar ou porque se tornou demasiado difícil, ou porque não se querem meter em problemas. São estas as causas fracturantes: Só servem para nos dividir.

No passado dia 28 de Dezembro a megera jornalista Fernanda Câncio noticiou uma alteração legislativa que a silly season não acompanhou. Um aditamento do artigo 170 º do Código Penal já penaliza o assédio e todas as aproximações não-desejadas de teor sexual. Foi, segundo escreveu a cabra repórter, a importação das conclusões da convenção de Istambul – Turquia – esse país tão igualitarista. A proposta não veio da Esquerda caviar mas sim do PSD. Não há ninguém que nos proteja.

Carla Rodrigues (PSD). Se no âmbito da vossa salutar liberdade de expressão e interpelação forem parar à choldra, a responsabilidade é desta gaja

Meus Senhores, as Arpias estão aí. Aproxima-se o derradeiro combate pelos direitos do Homem. Preparem as armas. A luta será renhida