Anúncio aos Betas à espera

Um dos temas mais batidos da Red Pill é a chamada “Parede” e os seus efeitos na vida amorosa das mulheres.

O ninho das harpias teve recentemente a cortesia de partilhar os desvarios de uma mulher agudamente ciente da expiração, à beira dos 40 (pelas fotos podiam ser quase 50), do seu prazo de validade. Vem em código, naturalmente, como tudo o que as mulheres dizem sobre estes temas, mas a mensagem é clara para quem sabe ler as entrelinhas: a autora andou a vida toda no carrossel das piças, a dedicar o “coração” (leia-se, todos os orifícios do corpo) a Alfas com um SMV bem acima do seu, que não conseguiu nunca segurar e que a usaram e deitaram fora. Mas agora sim, já aprendeu a amar e está pronta para encontrar a pessoa certa (ou seja, já se conformou com a inevitabilidade de ter de tolerar um Beta se não quer acabar sozinha).

Serve este post não para humilhar a dita que, coitada, se limitou a seguir os seus instintos e uma narrativa que encoraja este tipo de comportamento – apenas como aviso à navegação para as jovens que pretendam seguir estas opções de vida, e para os Betas que ponderem ficar com estes restos humanos (e sem acesso a todos os orifícios, porque ela “já não faz essas coisas”).

mais um tijolo na parede
Mais um tijolo na parede

AOS (DES)AMORES

Não é fácil chegar à porta dos quarenta anos e ter de admitir – para mim, principalmente – que afinal não sei amar. Mas a realidade é mesmo esta. Eu não sei amar. Não o soube este tempo todo. Caramba. Afinal, eu – eu que sempre me achei a sensibilidade em pessoa – nunca percebi nada sobre o que é amar. Andei este tempo todo a fazer as coisas ao contrário. Eu, que me virava do avesso para que tudo estivesse direito; eu, cuja pele nunca se arrepiava só por fora; eu, que passei noites a fio à espera que chegasse o dia, na verdade, nunca soube amar. E digo isto porque, hoje, possuo o discernimento necessário que me permite perceber que aquilo que eu fazia era idolatrar, não era amar.

Nunca tive aulas sobre o amor, mas posso garantir que, se as houvesse, eu seria, com certeza, aquela aluna que se sentaria na primeira fila e que tinha sempre os cadernos imaculados e um estojo com canetas de todas as cores. Sempre fui atenta ao amor. Como se sentia, como crescia, como se vivia. Tinha sempre a lição estudada – mesmo não existindo aulas sobre o amor. Se era para sentir, eu sentia. Ai, se sentia. Se era para chorar, eu berrava. Se era para rir, eu gargalhava e, se era para gostar, eu amava. Sempre consumi o amor em dobro daquilo que era suposto. Nunca me chegava o normal. Nunca me chegava só gostar. Tinha de amar. Nunca me chegava um amor quente. Tinha de queimar. Nunca me chegava um amor para a vida. Tinha de ser para a vida e tinha de continuar para a morte. Era amor, caramba. E no amor não há medidas. Não há regras. Não há condições. Tão-pouco deve haver restrições. E, se era amor, era assim que se devia amar. Sempre.

Nunca fui de paixões fáceis, nunca me apaixonei facilmente, mas posso garantir que, sempre que me apaixonei, amei. Amei, sofregamente. Amei, a achar que estava a dar o meu melhor – e estava. Amei a acreditar que cada amor era o último. Amei para a vida. E também para a morte. Amei, cegamente. Dormi à pressa para que os dias chegassem mais rápido só para poder ouvir, novamente, «bom dia». E, tantas outras vezes, que me esqueci de dormir. Ficava deitada na cama a viajar nos projetos que íamos fazer a dois e na forma como os íamos tornar exequíveis. Amei, a achar que isso era saber amar. E assim foi com todos os meus amores. Todos, sem exceção. Não posso dizer que gostei mais ou menos, que foram amores mais ou menos ou que os amei mais ou menos. Não. Foram amores inteiros. Sentidos. Vividos. E sofridos. Amei a achar que isso era amar. Amei, a ter a certeza que sabia o que era amar. Mas, hoje, olhando para trás, chego à porta dos quarenta e concluo que, afinal, não soube amar. Sempre soube o que era o amor, sempre soube sentir o amor, mas depois não soube viver o amor. Não soube o que lhe fazer. Não soube consumi-lo. Não soube apreciá-lo.

Porquê? Porque estive sempre demasiado ocupada em tornar as coisas perfeitas. Estive sempre demasiado presente para os outros e demasiado ausente para mim. Esvaziei-me de mim para poder encher a outra parte do que eu achava que era saber amar. A minha vontade de amar era tanta que me esquecia – com muita facilidade – de me amar a mim também. Não achei que isso fosse importante. Nunca achei que fosse o mais importante. Sempre achei que o mais importante era demonstrar o quanto sabia amar. O quanto queria amar. O que podia fazer por saber amar. Andava tão ocupada em ser perfeita a amar que não me apercebia de que não podia amar a outra pessoa mais do que a mim própria. E foi, precisamente, aí que residiu o meu maior erro. Foi, precisamente, aí que deixei de saber amar. Quando deixei de me amar. Quando me esqueci de me amar. Quando achei que amar era só amar uma parte – a outra parte. Quando acreditei que o que importava era só a vontade da outra parte. O sorriso da outra parte. A outra parte.

Mas atenção. Que não se caia na tentação de atribuir culpa à outra parte. Isso seria um erro muito maior do que o de ter a certeza de que se soube amar. «Ele não me soube dar valor.» «Fiz tudo por ele.» «Ele nunca me amou.» É tão fácil cair neste engano. É tão mais confortável acreditar que a culpa foi da outra parte. É tão mais fácil assim. Esvaziamo-nos de culpa para podermos continuar a cometer exatamente os mesmos erros. E, convencidos de que estamos certos, lá continuamos a traçar o nosso caminho. E nunca chegamos a perceber porque é que as coisas continuam a dar errado. Porquê? Se nós amamos tanto porque é que não encontramos ninguém que seja merecedor do nosso amor?

A todos os meus (des)amores – aqueles que eu jurei que soube amar- a todos eles, atualmente, estou grata. Claro que nem sempre foi assim. Aliás, só é assim há pouco tempo. Também eu já incorri no erro de os culpar. Também eu já achei que foram eles que não souberem dar valor ao meu – tanto – amor. Mas, hoje, ironicamente, estou-lhes grata. A todos eles, sem excepção. Todos eles foram uma excelente fonte de aprendizagem. Com eles, vivi, insisti, errei e voltei a errar. Todos eles existiram para que eu pudesse aprender. E para que pudesse errar. Errei com eles, mas foi por causa deles que também aprendi. Fui colmatando falhas, limando arestas, aprendendo por ter errado. E, por isso, estou-lhes grata.

Há uns dias, uma grande amiga minha dizia-me que a vida é como a faculdade. Chumbamos tantas vezes quantas as necessárias até aprendermos a matéria. Até a sabermos na ponta da língua. E também aí, tantas vezes, achámos que estávamos a fazer tudo bem. O professor é que era injusto. Até que, um dia, surpreendentemente, voltamos a ir a exame e passamos. E aquela matéria, de tantas vezes a estudarmos, de tantas vezes errarmos, um dia percebemos que já a sabemos de cor. E, a partir desse momento, sabemos que não a voltamos a esquecer. Que não voltamos a errar. Assim é o saber amar. Primeiro, temos de errar. E vamos errar tantas quantas as vezes necessárias até aprendermos. Para nunca mais esquecermos. Assim é também o saber amar. Quando encontrarmos a pessoa certa; quando estivermos prontos para saber realmente amar, vamos perceber, finalmente, porque é que antes nunca tinha dado certo com mais ninguém. Mas isso só vai acontecer quando aprendermos que saber amar começa por nós. E eu já errei tantas vezes que arrisco dizer que, se existissem aulas sobre o amor, eu já estaria pronta para ir a exame.

Provocação Constante #2

Provocação Constante é uma série em que O Patriarca partilha algumas das pequenas provocações que vai fazendo à sua namorada. Estudiosos de Game e Red Pill sabem que o teasing (provocação) é essencial tanto para o jogo do engate como para a manutenção da tensão sexual dentro de uma relação. Os betas pensam erradamente que arreliar as miúdas lhes pode trazer problemas, quando é precisamente o contrário. Esta série pretende dar exemplos práticos disso mesmo. Always Be Teasing!

Contexto: O Patriarca tem um date com a namorada. Está a aperaltar-se todo, e decide pôr uma das suas camisas de manga curta favoritas, que tem um excelente fit especialmente nos braços.

Ela: Não gosto nada dessa camisa, veste outra…

SHIT TEST ALERT!!!

OP (exibindo os biceps): Tu não queres é que as outras olhem para isto!

Nessa noite houve forrobodó ao ar livre.

Feminista Badocha Queixa-se #2

Esta série não é de análises muito profundas. Pretende apenas documentar, para por repetição tornar óbvia a realidade, de que quem mais se queixa de não ter namorado ou da pressão social para o ter são as feministas gordas (e/ou velhas e/ou feias). Chega de enganar as raparigas jovens com a fantasia de que as baleias também encontram facilmente o amor.

Já passei dos trinta e não sou casada. E então?

Em primeiro lugar, antes que alguém se lembre de dizer que a tipa da foto não é gorda: O Patriarca já experimentou encontros online o suficiente para saber que se uma mulher põe uma foto de perfil em que dá ideia que pode eventualmente ter uns gramas a mais… É gorda.

Adiante.

Temos aqui um perfeito exemplo de porque é que uma mulher com uma cara de que só uma mãe pode gostar não se pode dar ao luxo de ser feminista: ou acaba como cat lady ou fica “fã” de viajar sozinha.

paula cosme pinto
Esta fronha precisava de um corpo escultural para arranjar um homem minimamente decente.

Curiosamente, no seu queixume enumera uma série de verdades que prontamente nega:

  • a assunção de que todas nós temos o casamento como uma meta a cumprir.
  • É curioso que um homem que permaneça solteiro tem a aura charmosa do bon vivant. Já uma mulher, é basicamente uma encalhada.
  • a crítica implícita: nós é que não conseguimos ‘arranjar’ ninguém
  • Mas se até aos trintas isto ainda não aconteceu, então algo nitidamente está a falhar.
  • Quando temos vinte e poucos anos, perguntam-nos estas coisas com um sorriso compincha. Passados os trinta, o semblante já carrega alguma preocupação.
  • Muito provavelmente, somos mulheres estranhas, demasiado masculinas, com a “mania da independência”, demasiado mau-feitio, traumas graves ou com um profundo ódio aos homens em geral

Portanto, não é que nunca tenha tido contacto com a realidade, tão-somente faz um esforço activo por negá-la.

O Patriarca apela a que a sociedade continue a fazer chover estas doses de sabedoria ancestral sobre todas as mulheres que dêem sinais de enveredar por esse caminho enfermo. Por cada Paula Cosme Pinto que escolhe ignorá-las e depois ter uma coluna de jornal a queixar-se disso, haverá muitas jovens a ser salvas de um destino infeliz.

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Já passei dos trinta e não sou casada. E então?

Com a chegada do verão, chegam também os convites para casamentos. Há uns tempos estava eu a jantar só com mulheres e percebi que, para quase todas, ir a uma festa do género significava de lidar com um rol de perguntas indiscretas sobre a sua vida privada. Das solteiras às enamoradas, passando, inclusive, pelas divorciadas, eis a principal questão a que nenhuma se escapa, como se disto dependesse o sua realização pessoal neste mundo: “Então e tu, quando é que te casas?”. Melhor que isto só mesmo o eterno ” não consegues arranjar ninguém?”, mas já lá vamos.

Se a partir dos vintes já se ouve a pergunta sobre o casamento, é certo e sabido que passando os trintas a mesma surge quase como uma sentença por incumprimento do ciclo correto da vida: ‘arranjar’ alguém, casar e ter filhos, enquanto ainda se é nova, claro. Porque, pelos vistos, também temos prazo de validade nisto do amor. Há várias coisas que são particularmente desagradáveis nesta pergunta feita com aparente inocência, começando pelo mais óbvio: a assunção de que todas nós temos o casamento como uma meta a cumprir.

É curioso que um homem que permaneça solteiro tem a aura charmosa do bon vivant. Já uma mulher, é basicamente uma encalhada. E se, por acaso, os nossos planos simplesmente não passem pela vontade de casar e ter filhos, algo está nitidamente mal. Há olhos, incrédulos, que se reviram em jeito de julgamento, e, invariavelmente, soltam-se profecias do género: “Dizes isso agora, mas quando arranjares alguém vais querer”. No que toca a estas coisas, a escolha e vontade individual de uma mulher não interessa para nada, porque o seu papel está bem definido desde o dia em que nasceu.

”ENTÃO E TU, NÃO CONSEGUES ARRANJAR NINGUÉM?”

Esta profecia leva-nos diretamente a outra pergunta dispensável, mas também bastante comum, principalmente quando se chega sozinha a um casamento: ”Então e tu, não consegues arranjar ninguém?”. Quem a diz pode até não ter noção, mas a carga recriminatória desta frase é de digestão difícil. Novamente, parte-se do princípio de que temos de partilhar a vida com alguém para sermos felizes. Depois, a crítica implícita: nós é que não conseguimos ‘arranjar’ ninguém, algo que, como todos sabemos, é um objetivo indispensável pelo qual devíamos batalhar todos os dias. Aparentemente tão simples quanto ir ao talho e arranjar um pedaço de carne que nos agrade para levar para casa.

De vez em quando, também surge o famoso “ninguém te pega?”, que, para além de ser um comentário de uma classe extrema, também nos coloca a nós na qualidade de peça de fruta que alguém já deveria ter pegado e metido na cesta. Parece-me relativamente claro que as relações de intimidade, quando as queremos para as nossas vidas, não se arranjam, acontecem. Mas se até aos trintas isto ainda não aconteceu, então algo nitidamente está a falhar. E devemo-nos sentir preocupadas – ou até mesmo culpadas – com isso. E a verdade é que muitas mulheres acabam por se sentir assim.

“QUERES FICAR PARA TIA?”

Quando temos vinte e poucos anos, perguntam-nos estas coisas com um sorriso compincha. Passados os trinta, o semblante já carrega alguma preocupação. Quando nos aproximamos dos quarenta, somos claramente um caso perdido, “deixadas para trás” na linha de montagem da ordem supostamente natural das coisas. Muito provavelmente, somos mulheres estranhas, demasiado masculinas, com a “mania da independência”, demasiado mau-feitio, traumas graves ou com um profundo ódio aos homens em geral (nesta regra de três simples, querermos ter uma relação com alguém do mesmo sexo entra, obviamente, na categoria da “mulher estranha”). Se o nível alcoólico já for elevado aquando desta conversa, talvez ainda se acabe mesmo por ouvir o famoso “mas queres ficar para tia?”. O que é também um comentário deveras simpático de se ouvir em dia de festa.

Contudo, o tal rol de perguntas e comentários, feitos sem pudor, ora por familiares, ora por amigos, ou até mesmo por ilustres desconhecidos que se cruzam connosco pela primeira vez, não se resume a isto. Quanto a isto, falo por mim: partilhar a vida com alguém também não é suficiente para as expectativas da nossa sociedade. “Mas há algum problema para não casarem?”, ouve-se amiúde num sussuro, seguido do mítico “então ele não te pede em casamento?”. Pelos vistos, um casal só parece ser digno desse nome quando há papel assinado ou festa com vestido branco que comprove o seu amor. E, é claro, querer ou não querer casar passa pela vontade do homem, responsável máximo por dar o passo e por decidir o caminho dos dois. A mulher que espere, passiva, pela sua sorte.

Sei que há coisas mais preocupantes no mundo – haverá sempre – mas tal como no caso das perguntas sobre “para quando uma gravidez?”, escrevo este texto como chamada de atenção para a pressão e mal-estar desnecessários que muitas vezes causamos nos demais com comentários do género. Entendam, são perguntas carregadas de julgamento. Sei que muitas vezes surgem como conversa fácil e de circunstância, algo que se faz por hábito e que supostamente ninguém leva a mal. Mas, não só essas perguntas não acrescentam absolutamente nada de bom à vida de quem as ouve (e, já agora, também à de quem as faz), como podem ser catalisadoras de emoções muito amargas.

Falando concretamente no impacto que têm nas mulheres, são perguntas que, demasiadas vezes, têm o condão de magoar, desrespeitar, menosprezar, fomentar inseguranças e criar frustrações, porque quer queiram, quer não, nós crescemos a ouvir que aquele é o caminho certo a seguir e se não o fizermos a tempo a nossa vida roça o falhanço. Mas, acima de tudo, estas são perguntas invasivas, e a vida privada de cada um de nós – homens e mulheres – só a nós diz respeito. Não custa nada manter isto em mente e usar antes o empecilho Trump, por exemplo, quando for preciso fazer conversa de circunstância.

 

 

 

 

 

Capazes defendem suspensão do voto do homem branco

O ninho das harpias continua cuspir pérolas com uma regularidade impressionante.

Agora assumiram-se finalmente como supremacistas femininas. Ainda tentaram dar o dito por não dito, mas na internet nada desaparece.

Segue-se uma transcrição integral do artigo, sem comentários porque crê O Patriarca serem desnecessários. No entanto, se é para ir pelo caminho da abolição do sufrágio universal, O Patriarca tem umas ideias sobre o assunto que serão abordadas num post futuro.

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FEMINISMO É OUTRA PALAVRA PARA JUSTIÇA

Em sua famosa obra de 1950, Pela Supressão dos Partidos Políticos, Simone Weil fazia essa proposta radical, que desafiava os fundamentos da ordem política moderna. Lhe chamaram de louca. Porém, examinando as dinâmicas do poder e da propaganda geradas pelo “espírito de partido”, o crescente desprezo pela verdade em favor da opinião, e a resultante degradação da educação, do jornalismo e da arte, Weil defendia que a verdadeira política começa apenas quando o “espírito de partido” se extingue. O feminismo moderno, a que também chamam de louco, é herdeiro da lucidez de Simone Weil. Identificando a existência dos micromachismos, que são culturalmente aceitos e incentivados, e por isso não são menos nocivos e agressivos, da cultura de estupro, da freqüência assustadora da violência de gênero, da permanente exploração do corpo da mulher, as mulheres livres de hoje apontam suas armas ao sistema heteropatriarcal e seus mecanismos sutis, e não tão sutis assim, de perpetuação. Por debaixo de uma capa retórica de igualdade, todos os poderes são ainda dominados por homens. Na política, nas empresas, nas estruturas sociais, na mídia, o poder é deles, exercido por eles e prosseguindo os objetivos deles. Quem se surpreende que todas as estatísticas demonstrem que as mulheres estão ainda social, econômica e politicamente em clara desvantagem? Ao invés, o que nos dizem é o contrário. Hoje, dizem, existe verdadeira igualdade, por muito que todos os fatos desmintam essa idéia.
Que pode ser feito, então? Dois caminhos se oferecem às mulheres de hoje. Aceitar essa fábula que nos vendem, pactuar com ela e fingir que ela corresponde à verdade, ou efetivar realmente uma verdadeira mudança transformadora. Pra feminista conseqüente, a escolha é óbvia. Ela só pode reconhecer que um sistema erigido por homens, organizado por homens e dominado por homens, com leis concebidas por homens, eternizará o domínio dos homens, e dos homens brancos, pois é deles que se fala. O momento atual deixa tudo isso bem claro. Todos os estudos sociodemográficos demonstram que, sem o voto dos homens brancos, a eleição do machista xenófobo Trump não teria acontecido. O Brexit, que logo depois de aprovado originou imediatamente ataques racistas a mulheres imigrantes, sempre o elo mais fraco, também nunca teria passado. Tentem imaginar esse cenário absurdo de realidade alternativa: a escravatura não teria sido abolida, mas sim submetida a sufrágio universal. Os esclavagistas, em maior número, e com o controle das instituições e da mídia, teriam direito de voto na matéria. Quando acreditam que a escravatura teria sido abolida? O voto dos homens brancos reforça o sistema que confere todos os privilégios aos homens brancos. Quem se surpreende que isso aconteça? E quem considera isso “justo”? O melhor jornal do mundo, o Washington Post, publicou três meses atrás essa matéria:
Nada de novo, tanto nos fatos relatados como na reação a eles. Sim, nem as netas das netas das nossas netas terão salário igual ao dos homens. Quem se importou? Quem tomou medidas? Quem disse “essa injustiça simplesmente não é aceitável em nosso mundo”? Ninguém. Uma prova tão clara como essa de uma desigualdade tão flagrante como essa seria motivo pra ação imediata se as vítimas pertencessem a qualquer outro grupo. Infelizmente, são mulheres. Agora, chega. Esse é o momento de ser conseqüente. E de exigir o equilíbrio imediato da balança dos poderes. Agora, e não dentro de 170 anos. É tempo de retirar aos opressores o poder de oprimir. E, na democracia, o poder se exerce pelo voto. A suspensão temporária do poder do voto dos homens brancos é a única chance de produzir uma real alteração no mundo no espaço de apenas uma geração. Todos os dados demonstram que apenas 20 anos seria o suficiente, e os benefícios seriam universais, e não apenas para mulheres.
Essa alteração não se faria pela força, mas dentro do próprio processo democrático. Não seria uma proibição, como a que as mulheres suportaram durante séculos e séculos, mas uma simples suspensão, um retardo bem delimitado no tempo. Seria a chance de, pela primeira vez na História, celebrar um contrato social de partilha de privilégio, sem derramamento de sangue, com o objetivo de realizar a justiça social. Esse período de redistribuição do poder produziria forçosamente uma alteração profunda no sistema educacional, na estrutura das instituições e no próprio tecido social, criando finalmente o mundo igualitário com que todas vimos sonhando. Depois de esmagado o patriarcalismo, quando a sociedade fosse pela primeira vez verdadeiramente paritária, seriam restituídos todos os direitos, que então seriam já legítimos, e não um veículo da perpetuação da desigualdade. Aí, sim, o sonho deixaria de ser sonho, e seria realidade.

Feminista Badocha Queixa-se #1

Esta série não será de análises muito profundas. Pretende apenas documentar, para por repetição tornar óbvia a realidade, de que quem mais se queixa de não ter namorado ou da pressão social para o ter são as feministas gordas (e/ou velhas e/ou feias). Chega de enganar as raparigas jovens com a fantasia de que as baleias também encontram facilmente o amor.

ENTÃO E NAMORADOS?

O problema destas gordas é que as convenceram que os atributos físicos não são importantes para arranjar um “homem moderno” (se por “homem moderno” se entender “feminista mariconço” até nem está assim tão errada). Este engano leva-as a ignorar totalmente todos os homens de menor valor sexual que seriam os seus potenciais pretendentes, à espera do Alfa que nunca vai chegar porque está ocupado a comer gajas de jeito. Como é óbvio, a natural pergunta “Então e namorados?” fá-las pensar nesta dura realidade despertando estas diatribes ressabiadas.

Se alguém conhecer uma Cristiana Antunes desta vida, convença-a a trocar o feminismo pelo ginásio.

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ENTÃO E NAMORADOS?

A partir de uma determinada idade, as perguntares dos familiares mais distantes tornam-se algo repetitivas, “então e namorados?”. Mas porquê? Porque raio é que há-de ser essa a primeira pergunta que me fazem? Ter um namorado melhora-me? Torna-me uma interlocutora mais interessante?

Nem todos os jovens escolhem passar a adolescência agarrados aos livros” – premissa verdadeira e de conhecimento público.

“Nem todas as jovens desejam uma relação amorosa e duradoura” – inconcebível! Um escândalo!

Vamos apenas salientar a mudança do género entre estas duas premissas. Rapazes e raparigas têm a oportunidade de escolher o seu percurso académico, não sendo condenados pelas suas escolhas. Os rapazes podem escolher não ter uma relação amorosa porque são jovens e, passo a expressão, o importante é comer as gajas todas que aparecem na noite. Mas aí de alguma rapariga que ouse beijar um rapaz numa discoteca que não seja o namorado! Já capa de jornal e saltamos para os noticiários nacionais para debatermos e punirmos esta rapariga que não se dá ao respeito e, mais, queixa-se de ser assediada! É preciso não ter vergonha nenhuma na cara! Veste uns trapinhos e quer ser respeitada.

Nojo! É o que sinto sempre que me deparo com estas situações, porque razão não há de a rapariga vestir aquilo com que se sente confortável? Mas voltando ao tema dos namoros – porque é que é uma adolescente que não namora é estranha? Sim, estranha. Aos olhos de todos. Uma alegria para uns e uma preocupação para outros, já que estes nos veem como se fossemos um iogurte numa prateleira de supermercado, prestes a passar a data de validade, e sem ninguém a mostrar interesse em levar-nos para casa.

Não faz mal sermos jovens e não namorarmos, sejamos rapazes ou raparigas. Não faz mal termos outras prioridades diferentes de alguns dos nossos amigos. Não faz mal. Não faz mal, porque somos felizes.

A meu ver, namorar é um investimento, um investimento que não quero fazer agora, mas nem por sombras isso me torna uma pessoa estranha ou alterada ou com problemas. Não me torna absolutamente nada, deixa-me apenas ser eu própria. Não sou melhor ou pior pessoa por não ter namorado. Não sou mais ou menos problemática por não ter namorado. Sou apenas eu, porque eu tenho liberdade para escolher quem sou, quem quero ser e o que quero fazer. São as minhas escolhas.

Mesmo que inocentemente, estas perguntas são feitas. A minha vida amorosa é um dos fatores analisados na avaliação da minha pessoa, esta pergunta é uma sexualização do meu ser. Sexualizam-me até dizer chega, a mim e a mais umas quantas desgraçadas que por qualquer motivo não namorem. Que raio, chega!

Chauvinista do Mês #1: Prof. Dr. José Luís Pio Abreu

Nota prévia: relembrando que O Patriarca considera o feminismo o maior flagelo que assola a sociedade actual, é importante realçar que não há nada de pejorativo neste prémio. O Chauvinista do Mês é um galardão de honra que O Patriarca (e outros membros da Távola que assim o entendam) atribui a quem vê a realidade em geral e as dinâmicas intersexuais tal como elas são, e tem os tomates de ferro necessários para, por palavras ou acções, apregoá-lo em público.

Esta entrevista já tem alguns meses, precedendo mesmo a estreia deste blog. No entanto chegou recentemente via Facebook aos olhos d’O Patriarca, que ficou espantado com a quantidade de verdade por parágrafo debitada pelo senhor.

“Elas não encontram homens que lhes despertem a líbido”

                                                                                                Prof. J.L. Pio Abreu

72 anos de vida, grande parte dos quais a ouvir pessoas desvendar os seus sentimentos mais íntimos darão certamente uma visão sobre o lado oculto do ser humano que poucos terão. Apesar dos paninhos quentes com que fala (uma necessidade para quem não quer ser publicamente linchado ao tocar nestes assuntos), é notório que o senhor engoliu a pílula vermelha.

afirma que não promove o machismo – que, aliás, passou a ser uma “palavra proibida” – mas acha que vivemos tempos de um feminismo exacerbado, em que a tendência de acabar com os géneros é absurda

Garantimos que o prof. não é um dos autores da Távola Redonda!

Porque é que decidiu escrever este livro assim, em cartas às suas amigas?
Foi talvez a forma mais directa de escrever e também para amenizar um pouco as constatações que faço. Amenizar no sentido de não dizer mal do feminismo. Este é o modo como eu me dirijo às mulheres e tem a ver com o facto de muitas vezes ter de lhes dizer “cuidado com os homens” porque elas não os entendem, não os conhecem e não os tratam bem.

Depois de amenizar a questão, começa a disparar – as mulheres não tratam bem os homens!

As mulheres não tratam bem os homens?

Terá a entrevistadora molhado um pouco a cueca?

Em geral, não. Há uma grande diferença de entendimento – é muito difícil para uma mulher compreender um homem, tal como para um homem compreender uma mulher. É um facto antigo. As relações humanas são muito paradoxais, não são simples e muito menos naturais. E posso dizer que quem está em maiores dificuldades são as gerações mais novas.

 As gerações mais novas estão a ser cada vez mais bombardeadas com a negação daquilo que se sabe desde a antiguidade. As dificuldades são propositadas.

Porquê?
Por causa das dificuldades de relacionamento. E porquê? Porque os homens desistem de estudar, da leitura, de se cultivar. Isso acontece logo na escola. Repare que são elas que entram nas universidades.

E porque é que eles desistem?
Porque o ensino secundário não está preparado para eles. Por exemplo, os homens que chegam a Medicina passam o tempo todo a estudar e conhecem muito pouco da vida. Já as mulheres aprendem muito facilmente. O ensino está feito para elas.

Já se vai tocando no tema de forma tímida, mas indo contra a agenda instituída dificilmente o assunto tem muita visibilidade. Com as Catarinas e Mortáguas desta vida à frente dos destinos do país, o que interessa é perceber se os transgénicos estão satisfeitos com as casas de banho.

E acha que isso é mau?

Como se atreve, seu chauvinista??? IGUALDADE É AS MULHERES PASSAREM À FRENTE PORQUE RAZÕES!!!!!

É. Porque devia haver uma paridade como noutras áreas, como na política. O ensino secundário deveria ser preparado adequadamente para os homens, sem ser este ensino massificado de papel e lápis. No meu tempo existia actividade, trabalhos manuais, desporto, música. A falta de investimento no ensino reduziu-o ao papel e lápis e para isso as raparigas estão muito mais bem preparadas. Estamos numa época em que ninguém raciocina profundamente porque só lêem no Facebook, apanham tudo de ouvido. Raciocínio, escrita, pensamento crítico, isso não há.

Este homem precisa de um guarda-costas. Uma das capazes ainda lhe crava uma faca ferrugenta entre as omoplatas.

O que é que as mulheres têm dificuldade em digerir, como diz?

COMO DIZ????

O facto de os homens às vezes olharem para outras mulheres ou até se envolverem. As mais inteligentes percebem que eles precisam disso. Todos os dias vemos dramas de homens que matam mulheres, mas não se sabe o que é que aconteceu antes disso. Normalmente, o homem está controlado, depois bebe e explode porque não aguenta mais. É extremamente difícil para eles quando elas os mandam embora e lhes ficam com os filhos. Isso é trágico.

E em Portugal ainda não é assim tão mau, mas se continuamos a importar feminismo do estrangeiro, vai piorar.

Em que é que o papel homem-mulher precisa de ser alterado?
Começa logo pelo facto de as mulheres serem muito mais resistentes, perfeitas e durarem muito mais tempo do que os homens. Antigamente, eles tinham um papel importante – guardavam o território e as mulheres tomavam conta das crianças. O homem é uma versão incompleta da mulher por causa do cromossoma Y, elas têm dois cromossomas X e eles têm XY, ou seja têm um cromossoma atrofiado, o que lhes provoca alterações anatómicas. A vantagem é que eles têm mais força e estão mais preparados para a luta. Mas o trabalho pela força está a ser substituído por máquinas e o que é que resta aos homens?

O Patriarca já não se lembra muito bem desta parte das aulas de biologia e não tem paciência para investigar. Fica-se pelo contentamento de alguém ter massa testicular suficiente para afirmar publicamente que os homens e as mulheres têm tendencialmente papéis distintos.

As mulheres hoje são menos felizes?
A felicidade é uma coisa que não se mede. O que eu sei é que as minhas amigas, que são da geração da emancipação das mulheres, hoje têm filhos e netos e estão na melhor fase das suas vidas, sobretudo se não tiverem homens. Se falarmos em termos de desejo sexual, antes as mulheres eram muito inibidas, mas actualmente também não estão satisfeitas nessa matéria, na maior parte dos casos. Acho até que existe pouco desejo sexual.

Sim, todos os dados apontam nesse sentido!

Porquê?
Porque as mulheres são todas notáveis, inteligentes, têm cursos superiores e não encontram homens à altura, capazes de lhes despertarem a líbido. Podem até ter relações efémeras, que não passam disso. A não ser que eles comecem a acompanhá-las, estudando.

Hipergamia, já dizia O Patriarca.

Qual é o principal problema dos homens?
Talvez seja o álcool. O álcool é a pior droga actualmente e está a destruir os homens, sobretudo os que têm problemas com as mulheres. E são muitos.

Aqui tenho de discordar do professor. Como psiquiatra, é natural que pense isso, dado que trabalha certamente com alcoólicos. No entanto, O Patriarca apontaria a desadequação que sentem muitos homens, provocada pela obliteração dos papéis de género, como um estímulo importante para a busca da fuga nessas substâncias.

Diz que os avanços da Medicina aumentaram a esperança de vida, o que leva a que as pessoas tenham relacionamentos depois dos 50 anos.
Sim, e isso é óptimo! As pessoas depois dos 50 já não têm filhos pequenos e têm disponibilidade para se relacionarem sentimentalmente. Antes eram poucos os que chegavam a velhos e agora, como existe mais tempo de vida, têm de se entender com outras pessoas que não sejam os filhos. Até nos lares há histórias de amor muito engraçadas aos 80, 90 anos. As mulheres então têm muita necessidade de conversar, já os homens falam muito pouco, não contam a sua vida, não abrem a sua privacidade.

O que não foi dito: Os homens depois dos 50 continuam a ter mercado entre as mulheres abaixo dos 40 (e dos 30!), embora muitos não o saibam. O que deixa as mulheres não emparelhadas acima dos 50 numa situação complicada.

Não será uma questão cultural?
Não é só uma questão cultural. Há diferenças cerebrais, não são só físicas, anatómicas. É aí que as feministas me atacam. Dizem que é igual. Não é! Por exemplo, a linguagem nos homens está muito dependente do hemisfério esquerdo, se tiverem uma lesão não conseguem falar. Já as mulheres se tiverem o hemisfério esquerdo afectado continuam a conseguir falar. O modo de conversar também é diferente. Eles são mais teóricos, falam de futebol e automóveis, e elas atiram-se mais à vida privada, aos filhos, à casa, apesar da emancipação. Claro que a cultura evoluiu muito, mais do que a cultura as tecnologias de comunicação, com a qual não sabemos lidar. Só que os nossos genes não mudaram nada, são os mesmos que adquirimos há milhares de anos.

Quando as fantasias feministas chocam com os factos, nascem os trigger warnings, as acusações de misoginia, e a cultura de couve-nabiça.

rape culture is real
O Patriarca não garante que A Távola Redonda alguma vez se canse desta chalaça

Numa das cartas, refere que os telemóveis e as redes sociais nos trazem graves problemas. Que problemas são esses?
Isso é uma desgraça. O problema é os homens e as mulheres descobrirem que são traídos, ou pelo menos interpretarem assim as mensagens que o outro tem no telemóvel ou no Facebook, que por vezes são inócuas. Se lerem uma coisa do género: ‘Olá como estás, tenho tantas saudades tuas. Se estiver desconfiado é certo que vai pensar que está a ser traído. As mulheres se forem aos telemóveis dos homens, encontram sempre um motivo para os mandar embora. E eles a mesma coisa. Só que eles entram em desespero porque fere a sua condição masculina. Sempre foi assim.

Claro. Um par de cornos num homem é um golpe no âmago da condição masculina – a confiança de que os seus filhos são seus (O Patriarca defende que todos os homens deviam fazer testes de paternidade aos seus filhos, independentemente do grau de confiança que tenham na mulher). Já numa mulher, um par de cornos é também um golpe duro, mas brutalmente mitigado por carregar fortemente num dos maiores mecanismos de atracção feminina – a pré-selecção.

Eles traem mais do que elas?
Os homens até não se importam que as mulheres tenham admiração por outros desde que não vão para a cama com eles. Só que elas quando se envolvem, apaixonam-se. Já os homens aproveitam as oportunidades, mas fazem o possível para não se apaixonarem. Aí elas também não se importam que eles tenham relações ocasionais. Só se chateiam se eles se apaixonarem. E isto é uma coisa muito paradoxal. Cada um impede o outro de fazer aquilo que mais faz.

Boa fuga, professor. Evita responder a uma pergunta sobre a qual não há dados fiáveis, e desvia a conversa para outro motivo pelo qual a traição feminina é muito mais grave – uma mulher quando trai é porque tem sentimentos por outro homem, ou então já não sente nada pelo seu. Um homem trai porque havia um buraco novo e excitante onde ele queria experimentar meter a picha.

Então considera que o regresso de uma pequena dose de machismo não seria mau?
Machismo? Essa é uma palavra proibida. Já viu que toda a gente pode falar em feminismo, mas em machismo, não? Há 50 anos, mesmo os homens mais progressistas não deixavam as mulheres estudar, metiam-nas em casa a aprender lavores, o máximo que elas podiam chegar era a assistentes sociais. Eles tinham medo delas e metiam-nas em casa, mas eles podiam andar com todas. Era uma sociedade extremamente machista, em que as esposas, puras, eram para ficar em casa a tratar dos filhos. Claro que hoje este machismo não está adequado. Mas o que eu acho é que vivemos uma fase de feminismo exacerbado, estas novas tendências de acabar com o género são absurdas. O individualismo não existe.

O Professor poderá ser uma alma gémea d’O Patriarca.

Ou seja, os homens precisam das mulheres e as mulheres dos homens?
Sem dúvida. Claro que as mulheres fizeram muito bem em emancipar-se. Encheram as universidades, mas têm um ressentimento, mesmo sem o assumir, contra os homens que não olham para elas. Eles muitas vezes têm medo de uma mulher muito inteligente.

O Professor sabe que as mulheres odeiam o facto de os homens não quererem enfiar o pénis no canudo delas. Coitado, tem de meter aqui um pouco de politicamente correcto. Mas não é medo. É simplesmente porque ninguém as atura se não forem boas, e a conjugação é rara.

cindy crawford IQ 154
Era o QI de 154 da Cindy que nos punha loucos

O que acha da exibição nas redes sociais, das selfies e de publicações desenfreadas?
No Facebook passam-se grandes coisas. As pessoas escrevem demais e lêem de menos. Estamos numa época de narcisismo, como se nos estivéssemos permanentemente a ver ao espelho, homens e mulheres, então elas se forem bonitas… as redes sociais servem para isso. Contam os gostos, as pessoas que concordam com eles, é como se se estivessem a ver ao espelho. Todos temos o direito
de nos sentirmos grandes nalguma coisa, mas isto é tudo muito exagerado.

As redes sociais são um amplificador da natural propensão das mulheres para tentar ser o centro das atenções. E uma lembrança constante (ainda que geralmente ilusória) de que se largarem o seu Beta há 30 Alfas ao virar da esquina com quem se poderiam envolver.

Esta obsessão com as redes sociais é outro factor que prejudica a relação homem/mulher?
Sim, a relação virtual prejudica muito, sobretudo a quem vive só disso. Mais vale ir apanhar pokémons. Há uma outra coisa importante: as redes sociais substituíram a imprensa, que acaba por seguir aquilo que é discutido no Facebook.

Fun fact: o Pokemon Go é uma boa desculpa para engatar mulheres.


Muitos parabéns ao Prof. José Luís Pio Fernandes pela primeira distinção “Chauvinista do Mês” na Távola Redonda. Esperamos que se mantenha uma voz da verdade por muitos anos, e que haja outras vozes a juntar-se à sua na cruzada pela sanidade.