Confio-vos o meu futuro

Julguei estes memes, conforme os vi, produzidos na boa era do patriarcado, importados dum país lusófono onde a varonia impere, divulgados num recanto obscuro da internet onde a resistência clandestina ao Feminismo consegue, a custo, sobreviver. Mas provindo do epicentro político Estudantil de onde virão os líderes do país futuro, sinto-me, pela primeira vez em vida, seguro – Estamos francamente bem entregues.

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Como é isto possível? Num país onde o Feminismo detém um papel maior em todas as instituições governamentais e as organizações afiliadas ao Bloco de Esquerda policiam as universidades como os gorilas de Veiga Simão, este tipo de ideias – e seus protagonistas – há muito estaria alheada duma Academia tendente à androfobia. Mas o Estatuto, o sigilo e sobretudo o anonimato dos autores, permite-lhes expressar aquilo que pensam sem temer uma penalização política ou jurídica.

Este é um aspecto interessante sobre o funcionamento intemporal do movimento em causa. Desejando consubstanciar outro Maio de ’68, motivados por Professores estacionados nessa época e projectados por jornalistas ambicionando plasmá-lo, uma minoria irrelevante dos Estudantes Universitários, quase sempre gravitando em torno das ciências sociais e com suporte financeiro e logístico do BE, irrompem pelo país mediático, procurando condicionar as vivências proveitosas dos demais interditando as que consideram moralmente inferiores, da praxe às garraiadas. Só  que a democracia transversal às Associações do movimento, dizima estes protocandidatos nas urnas enquanto elege os seus antónimos – tipos com as duas cabeças e respectivos apêndices no lado certo do corpo e do espírito. Dir-me-ão que os primeiros falham na aproximação ao eleitorado cuja pretensão feminista ficou enterrada no pacote da Rosinha, presença assídua numa academia onde as conferências da Raquel Varela não preenchem os anfiteatros. Só que o critério eleitoral maior num meio jovem e dominado numericamente por mulheres só podia ser hipergâmico e os machos beta não vencem eleições.

A hipocrisia reinante, conduz a que a maioria das organizações estudantis- temerosos pelo seu futuro político – repudia-se os memes nos dias que se seguiram ao encontro. Entenda-se terem sido essas mesmas organizações, no entanto, a elaborá-las. Esta é, portanto, a matriz de pensamento dos dirigentes Estudantis, dos vencedores de eleições, dos agitadores massivos das gerações vindouras, os líderes de amanhã. Acredito não será regra, sobretudo nas grandes metrópoles, onde os grupusculos procuram subjugar a incapacidade de mobilizar outros colegas aos seus princípios de materialismo dialético e ocasionalmente, sobretudo com grandes investimentos do BE e do PCP, conseguem conquistar uma academia qual manobram para silenciar opositores políticos. Mas na maioria das escolas, nas grandes escolas, os vitoriosos são anti-feministas acérrimos. São dos nossos.

Quantas vezes não estiveram os Estudantes do lado certo da história, combatendo corajosamente por um futuro menos insano. No Chile os movimentos estudantis foram fundamentais para ultrapassar o Esquerdista Ibáñez e depois o Comunista Allende. No Afeganistão tomaram o poder às forças soviéticas governando por 7 anos um país onde ainda hoje detém influencia. Os homens jovens, brancos, com formação académica, são, como disse o Jack Donovan, os segmento mais relevante e perigoso duma sociedade. Em muitos países parecem estar hipnotizados e subjugados às prerrogativas do sistema. Em Portugal não estão. Contam com o meu apoio.

Discriminação (II)

Encostei-me ao balcão de um bar, pela 1 da manhã, quando duas raparigas estrangeiras se aproximam do mesmo por detrás de mim. Tento chamar o empregado, mas não tenho sucesso. Sai uma torrente de palavras entre as quais só consegui distinguir “yeah” e “party” pela boca de uma das queridas, conseguindo fixar a atenção do funcionário. Acresce que o supracitado é preto.

– We want two mojiiiiiiiiiiiiiitos!
– Desculpe, boa noite. Não me podia servir duas imperais, um sommersby e uma garrafa de água? – pedi

– He’s going to attend us first! – avisa a rapariga
– Desculpa mano – diz-me o “mano” – Não te vi. São dois mojitos, duas imperiais, uma sommersby e uma garrafa de água?
– Não, os mojitos não são para mim. – Estendo-lhe uma nota de 20 €.

Com um ar confuso, o rapaz afasta-se da nossa localização e prepara algumas bebidas. Regressa com dois Mojitos que entrega às raparigas e uma moeda de cinquenta cêntimos que me dá com um sorriso grande.

– Tens aqui mano! E são duas imperais e um sommersby, certo?
– E uma água! Mas onde está o meu troco?
– Então, o teu troco está aqui. Pagaste os Mojitos, e…
– Mas eu não quero os Mojitos!
– Não estás a pagar as bebidas às miúdas?
– Não, não estou!
– Ah, pensei que estivesses com elas – Faz uma cara azuada e dirige-se às raparigas, novamente sorrindo  – Girls, so it’s ten euros for the mojitos – Devolve-me a nota de vinte. Tendo feito o pedido primeiro, continuo a não ser servido. Olhei para o relógio. Estaria há 10 minutos esperando pelas bebidas. Os meus amigos fitam-me da porta, impacientes.

– Desculpa lá – diz-me quando elas se afastam do bar – eu por acaso até tenho namorada, mas sabes como é isto. Gajas! Diz-me lá então, o que é que queres?

– Imagina que estaria eu trabalhando por detrás desse bar e eras tu o meu cliente. Imagina que te ignorava enquanto dois brancos se aproximavam à posteriori e lhes dava a atenção que te recusei. Imagina que os servia compulsivamente com precedência, ou assumia ab initio que o teu dinheiro serviria para pagar as bebidas deles, como se fosses seu servente. Imagina que justificava a prioridade e te fazia perder dez minutos, pedindo a tua compreensão porque, “sabes como é, brancos”.  O que me chamavas?
Quero, por favor, o livro de reclamações.

Ainda existe muita discriminação em Portugal

Violação e cultura

Equiparável ao Big Foot, ao Monsto do Loch Ness, à longevidade do Conde Vlad, ao transgenderismo e ao feminismo igualitarista, a cultura da violação não existe. Evite-se protelar o imaginário infantil como no Natal: Quanto mais depressa as crianças conhecerem a verdade, melhor desfrutarão da quadra. 

Contagiado pelo horror nacional da semana, também eu me choquei com o vídeo Nortenho, onde um rapaz abusa sexualmente de uma rapariga inconsciente e legitimada a está-lo em segurança. São várias as fases de choque. Começa com a cumplicidade da turba assistente (maioritariamente feminina) e acaba com a das acompanhantes da rapariga quem presenciam a cena impávidas, imóveis. Dizem-me que são namorados e essa premissa encaixava nos factos observáveis, não obstante o mau-gosto. Se não forem, sem histerias, o sucedido representa uma forma de abuso sexual qual deva ser condenado e punido.

Mas se forem – se continuarem a ser – tornar-se-á difícil se não mesmo impossível, demonstrar o abuso. Não por acaso se trata de um crime semi-público, dependente da apresentação de queixa por parte da vítima para originar acusação. Todos os que acusaram o rapaz, os amigos, o grupo #Iamasoldier de terem feito mal à moçoila, incorreram nesta oligofrenia: a arrogância de se julgar poder denunciar melhor uma violação do que, cof, o violado.

A caça às bruxas

Ainda a poeira não havia assentado nem a identidade dos intervenientes era descortinada, já as histéricas de serviço preparavam uma tropelia. Retomemos a dicotomia anterior para exacerbar o ridículo desta pandilha: Se os moços namorarem ou tiverem uma relação de intimidade antecedente então a masturbação pública integrará o role de actividades a dois pertencentes ao quotidiano do casal – quem nunca?! – transmitindo o ónus da culpa para as câmaras quais, enquanto terceiro elemento, consubstanciavam uma multidão; Se se trata dum abuso, então as cabras do Bloco de Esquerda camufladas em movimentos extrapartidários, aproveitaram-se de um estupro público, exploraram exaustivamente uma humilhação traumatizante e eternizada na internet, para promoverem as suas causas políticas. Quem será o verdadeiro violador?

Sabem quem é que não aparecerá neste protesto? A tipa do vídeo

Como sempre, a última das preocupações das Mortáguas – uma das quais quem, consabidamente avessa a pénis, se cinge provavelmente à dedilhação – É o bem estar da miúda. Procuram apenas criar factos políticos, lançar soundbyte, expandir influência, aumentar o capital de votos e mediatismo escarafunchando na sarjeta da desgraça humana – chamem-lhe “pré-campanha autárquica”.  São o Correio da Manhã da política – Os tipos para quem vale tudo desde que possam aparecer. E virão com justificações para a sua barbaridade: Se a rapariga permanecer oculta dirão que a sociedade heteropatriarcal a inibe de se defender; Se vier a público, afirmarão ter sido graças à sua iniciativa que esta se pode expor. Tenho alguma pena de não participar porque sei quais estereótipos encontraria no protesto: a obesa quem nenhum homem por menos de um bilião de euros violaria, o panasca ressabiado que desdenha dos homens viris mas adorava ser enrabado por um, o SJW que aspira a dormir com todas as manifestantes (mas uma bastava-lhe) como recompensa por participar e está condenado a terminar o dia masturbando-se sozinho em casa, a activista que por saber comer à mesa (de restaurantes curiosamente muito caros) lidera a acção com palavras de ordem e entrevistas apesar de todos saberem que é especialmente submissa no leito e até tem conta no Tinder para que alfas anónimos a possam sodomizar selvaticamente nos intervalos entre locuções feministas. Todos estarão no combate das suas vidas. Todos estão condenados à derrota.

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A estratégia de cavalgar a onda mediática para a importação dum produto marketeiro estrangeiro, além de absurda, exploratória cobarde e desrespeitadora, é também repetitiva. Infelizmente, a força do lobby feminista em Portugal pode levar a que a sua mensagem ecoe e passemos os próximos meses ou anos a discutir inexistências como a da Rape Culture. Mas afinal, o que é a Rape Culture?

À semelhança de outras loucuras norte-americanas, a Rape culture foi uma invenção feminista devotada a impor a androfobia no campo das relações interpessoais. O objectivo de longo prazo – a exclusão social do homem cisgénero heterossexual – já foi assumido pelo movimento com alguma honestidade. No curto basta-lhes constranger a sexualidade masculina, isto é, o poder de seleccionar uma parceira na medida do seu critério pessoal. Por alternativa, pretendem sobrepor o seu próprio critério e não são poucas aquelas quem declara que serem rejeitadas por um homem é uma forma de violação.

A produção legislativa condenatória aos sucedâneos da violação demonstra a tendência persecutória sobredita. Quem julga que, hoje, violação significa penetrar uma mulher à força encontra-se extremamente desactualizado visto que, em países como a Suécia, inclui dormir com mulheres doentes, alcoolizadas, drogadas, mentalmente perturbadas, inconscientes e outras. Há quem acredite que a procura de satisfação sexual dos capacetes azuis junto das populações a quem estão a salvar a vida enquanto arriscam a sua, é violação. Em 2008, o supremo Sueco determinou que a penetração digital é equiparável à violação  pelo que o sucedido Portuense na pátria de Carl Lineus,  seria um crime. Julgo ser essa regulamentação discriminatória e castradora (e não a importação governamental de bárbaros) que justifica as taxas de violação suecas, capital mundial do forçamento. Em 2005 uma reforma legal açambarcou um alargamento da definição de violação (com efeitos retroactivos para os 3 anos antecedentes) que substitui a definição de violação como o uso de  “violência ou ameaça grave” afim de obter consentimento por “utilização de coacção alheia à lei”, criminalizando ainda antíteses conceptuais (violação no casamento), arbitrariedades perceptivas (assédio) e obrigando a polícia a registar todos os hipotéticos queixumes sem verificar da sua veracidade enquanto instigavam as mulheres Suecas a reportar compulsivamente; Em 2011 criminalizaram ainda o stalking (qualquer utilizador recorrente do facebook et al corre um risco preocupante; é desta que ilegalizam a profissão de detective privado?), com mais de 30 % das mulheres usufruindo dum pussy pass para restringir indiscriminadamente o acesso dos homens à via pública, enquanto recebem apoio financeiro estatal para lidar com o trauma de ser stalkado. Vale a pena recordar que desde  2005, a Suécia possui um Partido feminista. As instituições Europeias determinaram contudo que é preocupante o rácio de condenações por caso apresentado, na medida em que os tribunais nacionais eram demasiado morosos ou condescendentes na maior parte dos casos. Significa a magistratura escandinava, ao contrário da sua contra-parte política, ainda não ensandeceu.

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Quando a definição legal abrange qualquer coisa, os números disparam

O desejo feminista é que a tipificação de violações se desmultiplique, albergando definições como “violação emocional”, “violação por decepção“, “violação visual“. Parece tolo mas a situação Sueca pode vir a chegar a Portugal com a criminalização do Piropo e de todas as formas de expressão ou insinuação masculina que visem toldar ou transmutar o discernimento da fêmea em torno do actuante. Entenda-se: se o homem se converter no sujeito passivo da interacção, o seu valor pessoal e a habilidade em exibi-lo serão interditadas. Vai muito além da Jante Law dinamarquesa – o condicionamento social que interdita os individuos a jactarem-se em público – trata-se de garantir que, excepto por intermédio de uma escolha prévia feminina, homem algum pode copular. É a imposição do Tinder de Isabel Moreira à população geral: ser condenado ao Swipe Left antes sequer de abrir a boca.

A liberdade aos olhos de Isabel Moreira só pode ser usufruída atrás de um smartphone

Posso explicar a Rape Culture na minha própria experiência: Cresci entre dois bairros ciganos e frequentemente sofri assaltos praticados pelos meus
próprios vizinhos. Ter sofrido 10 assaltos no decorrer de um ano (e presenciar/ser informado da sua ocorrência em muito maior dimensão numérica) é uma medida adequada à realidade da altura. Partindo do pressuposto que todos os gatunos actuavam singularmente e que nenhum repetira a ofensiva (sinceramente, não me recordo), afirmar que a maioria da ciganada rouba apesar de apenas 10 indivíduos duma população nacional de 60.000 romani Portugueses e 15.000.000 no mundo,  é racismo. Afirmar que a maioria dos 3.000.000.000 homens viola é a, rape culture. É uma forma de discriminação.

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É interessante perceber como estas informações, estes números, reflectem apenas a tendência analítica política vigente. El Rei D.Afonso IV, profundo conhecedor da natureza feminina (e humana) determinou através da lei 128 (dos sinais da violação) que o crime de violação só seria reconhecido caso cinco condições se verificassem: 1) A mulher necessitava de avisar publicamente ter-se apercebido de estar a pronto de ser penetrada à força (gritando “Vede que me faz sujeito”), 2) Durante o acto, a mulher deveria carpir (mostrando não retirar qualquer prazer da interacção a fim de evitar duplicidades), 3) a mulher deveria gritar pelas ruas “vede que me fez sujeito” para que a população fosse notificada imediatamente após a ocorrência e não às poteriori como fruto de uma racionalização ou de uma mera estratégia de difamação interpessoal, 4) A mulher deveria recusar-se a entrar em qualquer edifício depois do acto qual não fosse uma instalação  oficial de justiça; 5) O crime de violação apenas seria consubstanciado quando acontecesse dentro de um espaço edificado. O que diria sua majestade se soubesse estarmos a caminho de consubstanciar uma justiça que encarcera homens que abordam mulheres?

O despacho real precede o texto de Roosh V. em  seiscentos e noventa anos.

Mandou assassinar a amante dum filho libertino a quem repudiou por ser bissexual; Alfa male

A rape culture é bicho papão que justifica a existência de um movimento feminista apesar deste se haver esgotado há mais de 30 anos. Parte do pressuposto profundamente errado da 2ª vaga feminista de que um combate por direitos (laborais, salariais, sociais) equivalentes sem distinção entre os dois únicos sexos/géneros existentes, possui um componente sexual. Ao contrário da primeira vaga onde se combate uma discriminação efectiva exigindo maior justiça, durante a segunda vaga e ao longo de toda a terceira aporcalha-se um combate que começou por ser meritório. Assim, as sex-positive feminists não só se dispersam entre todas as incongruências paradoxais próprias de quem, apesar de todo o fulgor, não sabe o que quer, como focam uma quantidade absurda de intentos numa questiúncula – a sexualidade – que a maior parte das pessoas tem muito bem resolvida depois dos 20. Por essa razão existem cada vez mais mulheres a abandonar o feminismo não se reconhecendo na sua luta e as que se ficam são precisamente as mal resolvidas: Genderqueer, assexuadas, transgénicas e outras invenções semelhantes. É gente depravada que fala de sexo a toda a hora e escreve com x.

Como os senhores do ancién regime tinham direito a não ser fitados pela plebe ou os brancos, durante o Apartheid, tinham direito a não ser interpelados pelos pretos, a Mortágua que há uns meses queria “perder a vergonha (e) ir buscar dinheiro a quem o está a acumular” julga que tem o direito a dizer que não.  Querida, não tens. Da mesma forma como um professor, um polícia, um cobrador de impostos, tem direito ao meu tempo, qualquer homem tem direito ao teu. Falta saber se alguém – tirando o Louçã que te deu o tacho – o quer. Duvido.

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Quem é que metia conversa com esta tipa?

Lendo o artigo da sapatona Mariana, uma rapariga que efectivamente tenha sido abordada na rua vai tornar-se temerosa e assustadiça, introvertida e comedida, evitando os rapazes que metam conversa doravante porque – segundo a douta deputada – eles integram uma cultura de violação (sendo, pois, violadores). A Mortágua favorece a proliferação de Bitch Shields. Para os rapazes será pior, dividindo-se entre os que nunca tiveram coragem para abordar e que encontram fundamentação para a sua falta de ousadia, e os que deixarão de abordar ou porque se tornou demasiado difícil, ou porque não se querem meter em problemas. São estas as causas fracturantes: Só servem para nos dividir.

No passado dia 28 de Dezembro a megera jornalista Fernanda Câncio noticiou uma alteração legislativa que a silly season não acompanhou. Um aditamento do artigo 170 º do Código Penal já penaliza o assédio e todas as aproximações não-desejadas de teor sexual. Foi, segundo escreveu a cabra repórter, a importação das conclusões da convenção de Istambul – Turquia – esse país tão igualitarista. A proposta não veio da Esquerda caviar mas sim do PSD. Não há ninguém que nos proteja.

Carla Rodrigues (PSD). Se no âmbito da vossa salutar liberdade de expressão e interpelação forem parar à choldra, a responsabilidade é desta gaja

Meus Senhores, as Arpias estão aí. Aproxima-se o derradeiro combate pelos direitos do Homem. Preparem as armas. A luta será renhida

Violem-me esta gaja

Rogo encarecidamente aos leitores que violem a discriminadora, androfóbica e muito provavelmente feminista, Maria Pessoa. Não se trata de violência, satisfação sexual ou um misto dos dois, trata-se de serviço público.

É assustador acordar num mundo onde alguém que julga “a diferença entre violação e sexo assim-assim” ser “pouca e muitas vezes nenhuma” está em liberdade, viva e pode publicar num jornal. Se penso que devia ser presa, assassinada ou silenciada? Imagine-se que a autora se dava ao trabalho de aferir como a maioria absoluta das vítimas de violação são homens forçados por homossexuais; Muito provavelmente o seu contracto cessaria sob pressão dos LGBT e os demais pasquins manginas jornais culturais fechar-lhe-iam as portas. Se a autora fosse um gajo, o supracitado lobby garantiria sua detenção, agressão, violação, morte.

Mera androfobia ou desejo de levantar movimentos radicais persecutórios? Falta de picha honestidade intelectual ou parte de uma conspiração internacional votada a garantir a extinção do Ocidente? A preconceituosa autora julga ainda que as mulheres  “não (têm) os mecanismos biológicos para (se) protegere(m) de uma agressão”. É discriminatório: metade da população nacional não consegue fisionómicamente evitar o abuso do seu próprio corpo e por essa razão deve ser alvo de diferentes e especiais cuidados. Insinua que a prevaricada pode-o ter sido sem saber – é preciso que esta Pessoa e respectiva vanguarda esclarecida determinem, em lugar da própria, da ocorrência de violação. Sozinha, uma mulher “acha que não é uma vítima”, mas de facto, “não o quer ser”, não consegue determinar um consentimento antecedente; Pode ter pensado que sim, mas na verdade não o fez. É que sabem, as mulheres são  muito estúpidas.

Feminismo: Há 30 anos a procurar decidir no lugar das mulheres

Um organismo estatal encabeçado por Maria devia aferir se a coitada (vítima de coito), “queria mesmo ter feito” e, à resposta negativa, providenciar “os meios” para sentenciar os parceiros da arrependida/abusada. A culpa de uma má decisão só pode ser masculina, já que consabidamente, as mulheres não conseguem tomar decisões; Deviam ser, segundo Maria, excluídas de responsabilidades profissionais e políticas.

Segui o conselho da putéfia cronista e recordei a última mulher com quem me deitei. As últimas cinquenta e seis e cada uma individualmente convidadas a apresentarem queixa nos órgãos judiciais apropriados. Se todas as partes estavam entusiasmadas? É nessas condições que o acto se desenrola. Participativas? Infelizmente nem tanto, mas culpo o clorofórmio. Se alguém teve de ser convencido ou foi ocultada informação relevante? Perguntas retóricas. De que forma a ocultação informativa altera o contexto do consentimento? E o que determina uma informação como relevante?

O melhor instrumento de engate

Sobreleva por fim o significado de ser violado quando tantas vítimas lhe sobreviveram. Talvez em risco de forçamento – como estive na adolescência – compreenda a sua insignificância, dedicando a escrita a outros temas. Por essa razão, desejo que seja violada. Ou, em alternativa, que sofra uma sessão de “sexo assim-assim” já que são equiparáveis – quanto respeito pelas mártires.

Os conhecedores recomendam que na senda pelo Amor à próxima deva tomar iniciativa, insinuar-me, marcar o ritmo de penetração na intimidade absorta, a transição entre cada estágio, cada peça de roupa. Respeitoso mas assertivo. Cordial mas determinado. É uma reacção às regras das raparigas que mexem no cabelo quando querem beijar na boca. Penso em todas as noites e todas as Amantes com quem procedi segundo este ideário e pergunto-me quanto se perderia, quando perderíamos, se em cada momento me levantasse as perguntas da Maria Pessoa. Tal como as prostitutas francesas o foram para François Hollande, as protegidas de Maria serão sempre as maiores prejudicadas.

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Este escarro alfabetizado é a tradução Portuguesa disto, tardio e a desproposito, considerando que o número de violações per capita foi reduzido em quase 6 vezes nos últimos 38 anos. A insinuação sub-reptícia é a de que a maioria dos actos sexuais acontece com pouco consentimento, com consentimento parcial, entusiasmo do homem e permissão (discutível) da mulher. Algures entre JoséMaria Escrivá e Muhammad ibn Abd al-Wahhab, a ultramontana Maria revela tremendo preconceito para com o desejo sexual feminino, recusando reconhecê-lo, validá-lo. Só pode ser fruto de um excesso persuasivo, de um convencimento, de uma pressão, do envenenamento com substâncias psicoactivas ou, em alternativa, de um logro, um desacato. Justifica-se assim a pretensão de reconhecer juridicamente a anulação do consentimento subsequente à prática dos actos, a pretensão de permitir que se uma mulher se arrepender do sexo, possa acusar (e condenar) o parceiro por violação. Por fim, explana a personagem omnipresente na cultura latina, o pulha trapaceiro mas sedutor, que conhece “a cantiga do bandido” e desencaminha a inocência (?) das jovens circundantes. Parece em desuso nos dias da pílula e do Tinder, mas não por acaso, o hit da época, trauteia sobre uma intrujice em castelhano. Nunca deixámos de ser países da contra-reforma.

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As referências ideológicas de Maria Pessoa

O final, “façamos amor com quem o quer loucamente fazer connosco também”, é o substituto moderno (?) do matrimónio, um imperativo que extravasa o intento e minora a sexualidade alheia. Dada a ausência dum gérmen extraordinário fomentador à fornicação, o “sexo assim-assim” equipara-se à violação, punível, condenável; Na melhor das hipóteses, será como comer um pastel de Nata. Imagino-a numa secretária, recebendo jovens vitimadas, esmiuçando tortuosamente as experiências em relato, com a sua coroa de flores e um sorriso solidário. “Pecaste, minha filha”, prescrevendo orações marianas. O seu céu também sabe perdoar, contudo, episodicamente. Não nos deixais cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Avé Maria.

A tradição judaico-cristã (aristotélica, dizem-me) estabeleceu exigências intransponíveis para o livre usufruto do prazer. Porque não cabe a vontade Nietchziana nas páginas do P3? Manifesta intenção, desejo, fulgor, ambição, apetite de proceder e consumir, é enclaustrado 2000 anos depois pela mesma paralisia, o mesmo receio de ver consubstanciado, o poder da vontade humana. Por isso se arroga a decidir, a julgar e a condenar o funcionamento dos corpos alheios, preenchida de pressupostos mesquinhos e desdenhosos. Não será também uma forma de violação, a imposição de uma constrição corpórea contra o impulso individual?

Avisam-me que esta é uma das faces do feminismo, a intenção de constranger a sexualidade masculina outorgando à sexualidade feminina o exclusivo selectivo, retirar o poder de escolha ao homem e entregá-lo por inteiro à mulher. Agradeço a honestidade de não afirmar (em algum momento) que deseja gerar uma sociedade igualitária e ainda de desmistificar a autoria do slut shaming, uma estratégia ancestral de emparelhamento feminino através da difamação da libertinagem alheia (ocultando a própria) para excluir a concorrência do mercado. Pergunto-me todavia como se viveria a sexualidade numa sociedade ideada por Maria, onde as mulheres são pressionadas a não outorgar o seu consentimento ou a renegar ao consentimento previamente atribuído para lesar os parceiros sexuais, enquanto se premem os homens a evitar avanços sexuais. O mundo à sua semelhança é desconfiado, descrente, moralista, atomisado, é o mundo onde os sexos se evitam ou degladeiam  em lutas inglórias. Um mundo assexuado, imberbe, murcho, pequeno. Um mundo onde os adultos evitam o contacto e a reprodução.

Não estaríamos mais satisfeitos nem tampouco mais felizes. Mas sobretudo, não seríamos mais livres. Vede em ti, oh Maria, os inimigos da sociedade aberta.

Portugal

Num país profundamente ignorante, elitista e de baixas expectativas, o feminismo encontra um solo adequado

Sempre acreditei que o feminismo consistia numa luta igualitária até ter recebido provas do contrário. Hoje vejo-o como uma acossa feroz, voraz e sanguinária ao segmento social dos homens, brancos, cisgeneros, heterossexuais da classe média ao qual – para grande infelicidade minha – me calhou pertencer.

Ao contrário da maioria dos frequentadores deste espaço não sou acérrimo do patriarcado. Prefiro ultrapassar as discrepâncias de género cultivando uma sociedade na qual as mesmas se tornam irrelevantes face aos valores prioritários de labor, meritocracia e capacidade de auto-superação. Podem-me fazer duas críticas: de que estes valores são antropologicamente os valores da varonia e terão toda a razão, mas seria injusto criticar uma mulher que lhes responda positivamente e consequentemente produza benefícios com utilidade significativa para a comunidade em seu torno – embora os seus feitos jamais devam ser sobrevalorizados, nesse exercício de desonestidade intelectual que é o “ainda por cima é mulher” (tal como 50 % da população), minorando consecutivamente as das contrapartes masculinas, ou apreciados sob um qualquer critério de bitola rasteira, tendenciosa. A segunda é que existem objetivamente diferenças entre os géneros respeitando mormente a sexualidade e de que um dos erros dos dias presentes é tender a ignorá-las ou desacreditá-las; Novamente aceito a crítica, mas acredito concordarmos quanto à chamada sociedade progressista que enfoca anomalamente o quadro onde as incontornáveis diferenças entre géneros se evidenciam, a sexualidade, ser improdutiva, degenerativa, decadente.

Ouvi dezenas de feministas garantirem buscarem a igualdade. Com o tempo, os seus julgamentos acerca da sociedade patriarcal se converteram em condenações. Os avisos em ameaças. O ativismo em terrorismo. Comecei a encontrar páginas de facebook declaradamente andrófobicas e heterofobicas, onde polvilhavam milhares de comentários insultando indiscriminada e discriminatoriamente as pessoas como eu ou com a minha orientação sexual. Comecei a ser ofendido e, depois, perseguido em espaços culturais dominados pelo lobby LGBT(QIAXPTO). E eu imaginava o que aconteceria, se um grão daqueles impropérios, fossem dirigidos a mulheres ou a homens gay.

Vivo num país onde uma mãe revanchista e depois dum divórcio tumultuoso, assassinou as duas filhas colocando o ónus da culpa no carácter violento e sexualmente abusivo do marido, sobre quem nas redes sociais choveram ameaças de morte mesmo depois das acusações a ele lançadas haverem sido integralmente refutadas. No meu país a disputa pós-matrimonial entre um ex-ministro e uma apresentadora de televisão alcoólica, levou a um envolvimento mássico em prol da conjugue até depois do filho de ambos fugir da sua casa por querer viver com o Pai; levou a que o também Professor Universitário e autor de uma obra extensa, levasse pancada em espaços públicos dos admiradores da ex-mulher. No meu país, o evento organizado pelo Roosh em Fevereiro foi noticiado por um tabloide local como “Reunião de violadores”.

Tudo isto é injustiça, tudo isto é preconceito. E tudo isto é feminismo.

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As mentiras contadas sobre o Movimento Roosh V no Correio da Manhã

O polémico texto do Roosh fala da falsa acusação. E, ao contrário do que Zerlina Maxwell escreveu, a falsa acusação é muito pior do que a violação. É pior porque, enquanto a violação tem apenas um autor – o violador – alguém a quem foi colado o rótulo oneroso de violador pode ser assassinado por um milhão de justiceiros anónimos, sendo garantidamente violado caso uma justiça perniciosa e sexista o prenda num sistema prisional onde mais de 90 % dos reclusos são homens e ocorrem dezenas de milhar de violações por ano, só nos USA. Todavia, apenas dificilmente uma mulher estará presa por ter abusado sexualmente e ainda mais se o mote para a formalização da acusação for um testemunho dúbio. E também porque o derradeiro custo de desacreditar alguém que efetivamente mentiu é necessariamente menor do que apelidar alguém de violador visto, quer de um ponto de vista justicialista, quer atendendo ao propósito da prisão, dedicada segundo o Ben Shapiro, a evitar a reincidência e a proteger o criminoso da justiça popular; Não existindo crime e sem desconsiderar o desacerto, a última executará o inculpado.

Mesmo um verdadeiro violador que apenas violou uma vez ou que aceitou ter relações cujo consentimento pode ser contestado, pode nunca mais o fazer e se assim for não representará perigo nenhum para a sociedade; Alguém todavia que manipulou a justiça a prejudicar outrem através de uma história aldrabada que a sociedade está disposta outorgar seu beneplácito, detém o poder para continuar a fazê-lo enquanto não se priorizar a verdade mas um estereotipo de género que acusa os homens da maioria dos crimes de violação, mesmo quando os números de vítimas de violação por género nos Estados Unidos estejam balançados. Não exactamente: Na verdade, a percentagem de homens abusados é ligeiramente superior, mas as feministas apropriaram-se desse crime tenebroso como se o combate à violação fosse uma bandeira da sua propriedade – uma ofensa a todos os homens quem, como eu, sofreram uma tentativa de violação durante a adolescência. A acusação de violação não é mais do que uma arma de opressão feminista contra os homens.

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Estatísticas criminais Portuguesas

No meu país há 8 vezes menos violações per capita do que nos Estados Unidos e menos 15 vezes do que na Suécia, capital Europeia do fenómeno pela leviandade com que se grita “violação” cuja definição é tão lata que em breve incluirá os homens que metem conversa com mulheres na rua, mas ainda assim suscitou perseguição policial à possibilidade do evento. No meu país, um homem quem abusou três dezenas de jovens adolescentes e pertencentes à classe média alta foi condenado com a pena máxima, mas um outro que estuprou continuamente mais de duas centenas de rapazes numa instituição de acolhimento com menos 12 doze anos, recebeu ¾ dessa pena. Quais vítimas ficariam mais lesadas e prejudicadas para o resto da sua vida após ser brutalmente violado, as raparigas adolescentes que talvez até já tenham iniciado a sua vida sexual à altura, ou um menino pré-púbere?

Estará Portugal a dizer-nos que considera menos condenável violar alguém se esse alguém for órfão ou um rapaz?

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Todas as penas dos culpados da Casa Pia são substancialmente inferiores à de Henrique Sotero, o violador das filhas da classe alta

Eu condeno veemente – por razões óbvias – a violação como um crime horrendo qual deve ser punido severamente, mas o próprio crime deve ser friamente apreciado. Ao invés da histeria que acompanha qualquer tentativa de racionalização e debate sobre o tema, uma sequenciação e exploração dos factos eliminaria os falsos depoimentos.

Esta minha exigência – de insensibilidade perante o horror da violação – surgiu-me quando a minha ex-namorada me contou que um rapaz abusara dela. Fiquei chocado. Que dois meses depois de viver na cidade Inglesa para onde, com apenas 19 anos, fora morar sozinha, saiu com um DJ conterrâneo para a discoteca universitária onde ele trabalhava. Que se tratava dum rapaz bem-parecido, pertencente a uma família aristocrática (com vivenda de quatro andares na Lapa + piscina) e cujo pai é um politólogo de renome. Ela contou-me que ele lhe dera bebidas toda a noite, provavelmente até drogando-a, e que saiu do bar cambaleante querendo ir para casa. Contou-me que ele a beijou sem ela querer e que insistiu para irem para o seu apartamento e que ela, não conhecendo o caminho para a residência, cedeu. Que ele foi demasiado insistente e tentou penetrá-la à força inclusive com objectos e a trancou no seu quarto. Contou-me que chorou e deixou de ir às aulas e de sair com os colegas porque eles iam sempre para aquele clube. Contou que quisera voltar para Lisboa desistindo do curso pelo qual já contraíra um empréstimo de 35.000 £. E que não quisera dar a sua virgindade a uma pessoa que não a respeitava.

Por essa altura já eu cerrava os punhos e me preparava para ensinar uma lição ao pequeno abusador, quando surgiu uma versão diferente da história anterior. Afinal fora ela quem o beijara e não bebera assim tanto. Afinal ela optou por ir para o seu apartamento deliberadamente. Afinal, o rapaz não insistiu assim tanto e jamais existiram drogas estupradoras ou objectos. Afinal ela até lhe fez sexo oral de livre e espontânea vontade porque queria que ele a integrasse na vida noctívaga da vila. Que a acompanhasse até à residência no fim da sessão. Quando ele se desinteressou e declinou a gentileza, obrigando-a ao walk of shame no shire britânico, quando ele nunca mais lhe respondeu às inúmeras mensagens que ela enviou nos dias seguintes, nasceu a fábula do António Violador.

A minha ex-namorada é, hoje, uma ativista feminista.

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Capa do facebook da mocinha

Por essa altura, também eu fui acusado de ser um violador. Depois de um jantar Universitário e bastante bebido, aproximei-me de uma rapariga que pertencia ao grupo com quem saíra e tentei despreocupadamente beijá-la. Ela disse que não queria, eu ri-me e pedi-lhe desculpa. Nessa noite, apanhámos um táxi juntos (com outro colega dela) e de tão envergonhado que estava, até paguei o táxi sozinho. O episódio caiu no esquecimento

Só mais tarde soube que essa rapariga era lésbica. A namorada dela ameaçou-me de morte e chegou a insultar-me na rua à tarde, diante da minha própria mãe. Os amigos dela – na altura, meus – deixaram de falar comigo. O colega que nos acompanhava no táxi, também ele homossexual e que me devia 10.000 € por um patrocínio para um projecto jornalístico, também deixou de me falar. Em muitos sítios de uma cidade pequena, fui acusado de ser um violador porque, meio por engano e sem qualquer insistência, tentei dar um beijo a uma rapariga gay. Não percais tempo debatendo sobre se uma tentativa de beijo pode ser razão para uma falsa acusação de violação porque esta ocorrência é independente das minhas ações. Depende apenas da percepção. A verdadeira razão para esta acusação foi escrita há algum tempo pelo Rollo Tomassi. Disse-o ele “a atual atmosfera cultural de suspeição masculina e avaliação dos homens enquanto ameaças de violação é apenas outra variação desta dinâmica coletiva de crenças percetuais, histéricas. As mulheres querem acreditar na presunção de que todos os homens fora do seu pré-selecionado, coletivamente aprovado, hipergâmico ideal, é uma potencial ameaça de violação. Noutras palavras, um homem quem pode, por força ou coação, assumir controlo da sua hipergâmica seleção sexual. A narrativa, a perceção, é tudo quanto importa.”

Perdi um dos meus melhores amigos nesse processo, quem me acusou com todas as letras de procurar violar a jovem fufa. Por algum tempo pensei que as suas críticas adviessem duma educação religiosa que condenava veemente qualquer intenção sexual – afinal todos os seus familiares próximos integram o Opus Dei Ibérico. Mas na verdade, ele é um feminista. No seu grupo de amigos, nenhum dos pertencentes me voltou a dirigir a palavra. Nesse grupo de amigos, todas as raparigas são gay, bissexuais ou mulheres sexualmente emancipadas a quem outrora chamaríamos de rameiras. Todos os rapazes são gay. Todos os pertencentes integram a alta burguesia e todos frequentam cursos de ciência política, relações internacionais, filosofia ou sociologia onde se repudia agressivamente a objetividade e desdenham a matemática. Todos vivem num mundo não profissional onde a percepção é mais relevante do que a objetividade. Todos estudam em universidades privadas onde os títulos de doutor ou Professor são atribuídos sem mérito para prorrogar a superioridade classista da prole dos filhos da fidalguia – diplomatas, altos funcionários de estado, empresários, jornalistas e gestores – permitindo-lhes sob o argumento do feminismo, despejar violência sobre as classes menos abonadas. Todos os antigos amigos que não cumpriam estas exigências – por serem homens, heterossexuais, pobres, trabalhadores – foram sendo gradualmente achincalhados de forma belicosa.

Este é um grupo feminista.

Instituto de Estudos políticos, onde os ricos compram cursos aos filhos

A violência do movimento feminista tem por origem um pensamento monarquista. Como a elite de outrora se julgava merecedora de alvíssaras em torno dos títulos herdados, também as feministas se crêem herdeiras das suffragettes. Das escravas prevaricadas do passado. Das donas de casa cujo ímpeto laboral estava vedado pelo género. A agressividade do movimento LGBT espelhada na prática dum coletivo gay – os panteras rosa – que, no meu país, viola homens na via pública caso se atrevam a pronunciar a palavra “paneleiro” (mesmo que se estejam a referir a um artesão), nasce do sofrimento a que, ao longo da história os gay foram submetidos sem que nenhum homem gay jovem alguma vez a tenha atravessado. Sentem que têm o direito. A geração moderna dos homens gay, que jamais foi agredida, que pode – ao contrário dos seus antecedentes – casar e adoptar filhos e declarar publicamente a sua sexualidade, agridem heterossexuais com o fulgor dos velhos combates. De uma vingança sem sentido. Se um heterossexual que preza a liberdade do seu próximo e tem amigos gay e nunca exerceu homofobia for maltratado em torno do tema, estamos ou não estamos perante um caso de discriminação?

Como o Richard Spencer do antigo (e assustadoramente encerrado) altright o escreveu, “Os jovens brancos são culpados por tudo mas eles próprios não têm culpa de nada. Estão a perceber que independentemente do que façam para se absolverem da sua culpa, nunca será suficiente. Serão sempre “shitlords” cis-géneros. Estão a começar a perceber que o jogo está defraudado. É um movimento de poder – não é sobre rectidão ou justiça ou equidade. Provavelmente nunca foi. Portanto quando percebes que está defraudado, paras de pensar sobre o que é justo“.

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Logo de um grupo conhecido por agredir e violar homens heterossexuais quem demonstrem qualquer forma de desconsideração pelo todo poderoso movimento LGBT

Atrás dum teclado, com influência na comunicação social, com figuras cuja visibilidade está frequentemente assente posições sociais privilegiadíssimas – Num jornal agressivamente feminista que frequentemente retrata os homens como agressores sexuais pontifica a esposa de um secretário-de-estado, a filha do Presidente da Assembleia da República, uma parlamentar habitué de Tinder e escândalos sexuais descendente de uma família nobre cujo Pai é conselheiro de Estado e foi ministro da ditadura, ou a namorada do ex-primeiro ministro socialista – Este movimento possui uma força numérica, uma capacidade de mobilização, assustadora. Os seus aderentes não são muitos mas são muito ruidosos. A sua tolerância é vestigial. Frequentemente vemo-los a boicotar as páginas de humoristas, de escritores, de pensadores. Um escritor conservador foi ameaçado de morte e o lançamento do seu livro teve de ser adiado. A página de um humorista conhecido foi vilipendiada por ter feito umas piadas sobre violação. O Lobby gay é tão poderoso em Portugal que, depois de uma entrevista na qual o director do Colégio Militar declarou que os estudantes homossexuais são geralmente afastados pelos colegas (mas nunca expulsos pela administração colegial), o governo pequeno-burguês demitiu o chefe do Estado-Maior do exército, o general Carlos Jerónimo. Valores Europeus como a liberdade de expressão, foram subordinados ao imperativo feminista. E os silenciados nunca são as ideias, são as personas non gratas. Como o Roosh a cujo evento quis comparecer – exatamente por discordar dele em tentas matérias fundamentais – e que recebeu um tratamento de tal ordem persecutório que me convenceu da sua verdade, a de que a condição de que padeço, ser Homem, é marginalizada no século XXI.

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Capazes é uma associação feminista composta de mulheres elitistas que gerem o jornal online “Maria Capaz” qual frequentemente ilustra os homens como violadores

No meu País uma ditadura vedou, por quatro séculos, os direitos de expressão e de associação – três pessoas encontradas na rua a trocar ideias seriam mandadas dispersar ou prender pela policia politica. Durante toda a minha vida acreditei que a revolução os havia restabelecido e que podiam ser publicadas ideias quais contrariassem o senso comum, que se poderiam agregar e associar cidadãos em qualquer que fosse o âmbito. Agora, já não acredito. Enquanto Feministas, gay, minorias étnicas ou religiosas se podem organizar e manifestar-se, grupos de homens brancos e heterossexuais nem se podem encontrar sem serem perseguidos. Somos nós os desfavorecidos.

Gradualmente, esta situação vai-se agravar. O meu país está beneficiado em comparação com outros, onde o poder do feminismo manda Pais para a prisão por recusarem a submeter os filhos a um sistema de ensino ensandecedor. Nos confins da internet, encontrei a expressão PIV – Penis in Vagina – para descrever o coito, ou sexo, que as feministas julgam ser sempre uma situação de violação, mesmo quando desejado por ambos as partes. Lamento a confissão, mas se fazer sexo com mulheres resulta sempre de uma situação de violação, então já violei mais de cinquenta mulheres e não me arrependo. Todavia, julgo que nenhuma das mencionadas apresentará queixa.

Derradeiramente, isto conduzirá às conclusões brilhantemente descritas pelo Roosh, de divisão e desconfiança social, situações quais não permitirão à minha geração formar famílias quais contradigam a tendência demográfica, neste momento a mais baixa da Europa. Num fórum PUA Português, todos os homens sem excepção, se escusam das raparigas locais porque se sentem subvalorizados e e desconsiderados contra elas; Mais uma vez, enquanto as classes altas – quem frequentemente beneficiam do status-quo feminista – podem viajar, os mal-remunerados (5º mais baixo da europa), ultra-taxados (8º mais alto em impostos individuais, 2º na incidência empresarial) trabalhadores Portugueses, que são envergonhados e zangados e temerosos e tímidos no confronto com as raparigas Portuguesas, não se conseguirão reproduzir.

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Taxas de Natalidade Europeias

Todos aqueles que conseguirem, eventualmente abandonarão o Oeste. Os homens estereotipados por Michel Houellebecq – intelectuais, dotados, com extensa preparação académica que financeiramente integram uma amorfa classe média mas são socialmente desprezados – emigrarão para o médio Oriente que distingue o empenho profissional, uma América do sul repleta de bem remuneradas oportunidades,  ou um extremo Oriente onde a condição de homem branco é suficiente para granjear um estatuto privilegiado. Vi um amigo quem é um dos melhores ortopedistas Portugueses ser destratado numa viela nocturna por duas raparigas de aparência mediana (“shoo sai daqui, sua… pessoa!”) quem as abordou; Já que as suas competências técnicas o fariam ser venerado fora da bolha ocidental feminista e o salário não excede a média local, o que o mantém cá? As taxas recordistas taxas de emigração Portuguesas já o comprovam.

Mas quem protegerá a cultura ocidental se toda a gente de valor a abandonar?

Pelo regresso da escravatura

Através da palavra, do despacho, do voto, defenderia acerrimamente a legalização da escravatura caso garantisse o acorrentamento da Câncio e do Rui Tavares. Mas não dava um cêntimo pela parelha.

Durante séculos e até à proliferação das redes sociais, foi inexcedível o papel social da imprensa, informando além fronteiras, distâncias. A extinção é cruel e dolorosa, mas merecida, desviado o foco do que foi para suportar agendas obscuras. Não me estenderei sobre o mal que a imprensa faz (e fez), mas sobre o bem que não faz. Cronistas com destaque, influência e capital de atenção, têm a obrigação moral de alertar os concidadãos para as ocorrências na nação. Dos incêndios em Bragança às quebras de produção olivícola no Alentejo, das apreensões maciças de droga em Viana do Castelo (e também Trás-os-Montes), à forma como o banco público – gerido pela mui socialista geringonça – condenou um concelho com 7000 pessoas e 9 séculos de história ao desaparecimento através da extinção do único interposto bancário no município. Estas questiúnculas (e muitas outras) são aquelas que afligem os Portugueses quem, à semelhança de Joaquim Barreiros, “não sabem o que é um homossexual ou um homofóbico, mas sabem o que é um paneleiro”. Os Portugueses que não frequentam a Gulbenkien.

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Os Portugueses de quem o Rui Tavares não quer saber

Porque nem quando ganhava 15000 € mensais para os representar em Bruxelas, Tavares, alguma vez quis saber dos herdeiros do V Império, realizou um esforço inglório e ignóbil de importar uma quezília forasteira. O mercado recusou o produto experimental. Logo a dondoca do José Sócrates, regressou à carga. Querem à força que nos consciencializemos dum problema que não é nosso, ignorando os problemas que são. Pior, não fazem mais do que papaguear uma cassete estrangeira insistentemente na vã tentativa de que à semelhança de outras inanidades, acabemos novamente gastando tempo vital em não-assuntos, debates vazios, desnecessários, inúteis. Quer a inútil parelha parentear um transgenderismo torrado e não é só o mutuo fetiche afro-lusitano que os impele. É mesmo falta de vergonha.

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Beta do século

O linguajar é hediondo mas deve ser sublinhado. “O Grande debate que se impõe”, a que “Não há como escapar”. O contraste entre “aquelas riquezas e aquelas pessoas” e “aquele ‘ímpio e desumano abuso'”. O bicho papão: “A realidade não foi ignorada — mas, como é infelizmente hábito, demasiado rápido se passou à frente”, “os silêncios e eufemismos”, “a história” que “aí nem começou”. A mentira – acusa Tavares “o papel pioneiro — e cimeiro — que Portugal teve no tráfego de escravos?” mas a escravatura é intemporal e anterior à nossa nobre existência. Folheando um livro do 6º ano – o que seria estranho à luz da ausência de prole mas perceptível à presença de uma amizade íntima com Paulo Pedroso – Câncio insurge-se contra a linguagem empregue. Aqui está novamente a vitimização, fala de “institucionalização do silêncio” e depois (na segunda tentativa), das “ideias relacionadas com o colonialismo português” que “o pós-25 de Abril não foi capaz de deitar abaixo”, o “branqueamento”. Há uma conspiração em Portugal para não se falar de escravos, mas são os intrépidos jornaleiros quem a vão desmascarar! Até importaram um tipo qualquer do Ohio para inventar “O que está em causa é que a obstinação em não reconhecer a responsabilidade nacional na história nacional implica uma admissão involuntária de culpa não resolvida, como uma desonra familiar que se esconde dos hóspedes” antes de citar Sophia (quem mais?). A pretensão é de nos “educar”, ao lado de Seixas da Costa e Valle de Almeida. E uma carta onde assinam estrangeiros e indivíduos quem gostavam de o ser.

Choca-me como esta trupe (a mesma trupe!) não se apercebe da irrelevância de tudo isto. Na escolinha aprendi que depois de escravizar, Portugal, foi o primeiro país a abolir a prática, que o fez quase 100 anos antes dos USA onde o fim da escravatura resultou numa guerra civil, que esse é um país cuja quantidade percentual de pretos é relevante no contexto nacional (em Portugal não é) e que tem episódios esporádicos e segmentados de discriminação racial (Portugal não tem), razões pelas quais algumas destas discussões aí fazem sentido (aqui, não fazem!) Verdade ou não, facto é que o interesse pelas reminiscências tanto me cativaram que saí da última aula de história aos 14 anos para não regressar mais. Compreendo a pretensão de congregar e dirigir fundos públicos para escarafunchar no armário à procura de esqueletos – afinal é com essas alocações que esta gente paga contas (tirando a Câncio que vive à conta da família e do Carlos Santos Silva). Mas não queiram impor um complexo de culpa a 10 milhões de Portugueses que nada têm a ver com o passado esclavagista do rectângulo.

É uma antítese ideológica para Rui Tavares – o anão mais esquerdo-europeísta do país – mostrar tamanha preocupação com a história Portuguesa. Num contexto federalista como aquele que deseja, o nosso caminho individual torna-se irrelevante e dilui-se na dinâmica continental onde  estivemos em cocorrente com circunstâncias culturais das diferentes épocas – Porque não discutiu a ocupação do Congo Belga durante os anos em que viveu em Bruxelas? Paralelamente, é a direita quem  – tendo no cerne da sua existência a filiação e a hereditariedade – deveria incomodar-se com as malfeitorias predecessores. As identity politics são aliás uma linha de pensamento tradicional e conservadora pois acomodam em torno de uma característica singular (serem pretos, maricas, travecas) uma população independente, outorgando-lhe um lugar diferenciado pela identidade (nata) e não pela produção (adquirida). Na óptica do Tavares (e compagnons de route) é indigno herdar títulos, propriedade e capital, apenas podemos herdar culpa.


Além de se abastecerem nas insanidades Americanas, adquirem também consciência social através da bíblia: Como bem reparou o Victor Cunha, imputam-nos o pecado original e chamam-lhe “Culpa do Homem Branco” ou privilégio para nos fazer vergar à sua magnificência. Não passam de uma cambada de fascistas.

Tavares podia escrever sobre a escravatura vigente em Portugal e não falo dos servos do Senhor Dom. Centeno a quem chamamos de contribuintes. Mas dos homens de leste que em pleno século XXI e todas as madrugadas, apanham ameijoa e berbigão na margem do tejo, dos médio-Orientais que trabalham o campo nalgumas grandes produções do Ribatejo onde a família de Câncio tem nome e terras, dos chineses no Alqueva (não foi esse um projecto suportado por fundos públicos?)  onde os empresários do regime alicerçaram as suas fazendas. Todavia não o fará. Afinal, acontecem nas quintas dos amigos do regime, os tipos que financiaram a existência do LIVRE Lda., unipessoal; Acontecem durante o governo de São Costa, o negro-negreiro que quis colocar refugiados sírios a limpar as matas nacionais ; Aconteceram com outros caucasianos e orientais e são pois irrelevantes. Só-lhe interessa “a escravatura a partir de África”.  Rui Tavares é racista.

Oh Rui Tavares vem para aqui fazer o teu trabalho jornaleiro

Mas pelo Amor de Deus, parem de falar de racismo. Não existe racismo palpável em Portugal – existirá em alguma parte? Convivemos 8 anos com um presidente americano preto e dois com um primeiro-ministro monhé. Gostaria de igual forma de escravizar esse último. Mas temo que, primeiramente, ele nos escravize a todos.