Chauvinista do Mês #2: Luís Aguiar-Conraria

Nota prévia: relembrando que O Patriarca considera o feminismo o maior flagelo que assola a sociedade actual, é importante realçar que não há nada de pejorativo neste prémio. O Chauvinista do Mês é um galardão de honra que O Patriarca (e outros membros da Távola que assim o entendam) atribui a quem vê a realidade em geral e as dinâmicas intersexuais tal como elas são, e tem os tomates de ferro necessários para, por palavras ou acções, apregoá-lo em público.

A busca de candidatos a Chauvinista do Mês levou O Patriarca a uma conclusão interessante: há muito mais procura de machismo em Portugal do que oferta. Felizmente o nosso Deus Cristiano, além de alegrias futebolísticas, ainda nos dá tema de conversa noutras áreas como os direitos do homem, que as sapatonas no governo tudo fazem para espezinhar.

(O Patriarca tem noção de que o CR7 provavelmente é gay, mas não quer saber. Só se manifesta contra gays heterofóbicos)

Aqui entra em jogo Luís Aguiar-Conraria, economista e professor da Universidade do Minho.

Ser-se pai sem uma mulher a tiracolo

O melhor é ler o artigo todo, que se transcreve abaixo para efeitos de preservação no tempo do mesmo (nunca se sabe quando estes artigos de crimethink serão purgados). O Patriarca Aprecia particularmente o modo como o colunista usa a retórica insana dos transgénicos para demonstrar a palhaçada legal que é a lei dos ventres de aluguer; e a seguinte tirada, que conclui logicamente que se uma criança não precisa de um pai, concerteza também poderá dispensar uma mãe.

Tanto quanto é público, o filho (mais velho) do Ronaldo é um puto feliz, que tem uma óptima relação de amor e carinho com o pai. Não há nada que nos leve a suspeitar que aquela relação familiar não é perfeitamente saudável. E, como todos sabemos, o que não falta por aí são famílias monoparentais. Basta lembrar que nada impede um solteiro de adoptar uma criança e, portanto, ser pai sem uma mulher a tiracolo. Assim, deixemos os nossos julgamentos morais de lado e aceitemos que o desejo de paternidade de Ronaldo deve ser tão respeitado como o desejo de maternidade de uma qualquer mulher. E não há nenhum motivo válido para ele não poder recorrer às mesmas técnicas de procriação assistida (mais concretamente recorrer a uma barriga de aluguer) que uma qualquer mulher.

Parabéns a Luís Aguiar-Conraria por esta distinção, um pouco branda mas relevante. O Patriarca teme que para atribuir o 3º galardão de Chauvinista do Mês tenha de publicar a história de um homem que uma vez olhou para uma mulher assim um bocado de lado de modos que a moça não gostou muito.

Mas pode ser que os machos ainda existentes neste país não nos desiludam e continuem a produzir tiradas chauvinistas de qualidade.


Ser-se pai sem uma mulher a tiracolo

Se uma mulher pode recorrer a um dador anónimo de esperma para ter um filho, porque não há-de um homem poder recorrer a um óvulo para ter também um filho?

Dizem-nos algumas “notícias” que Cristiano Ronaldo vai ser pai de mais duas crianças, um rapaz e uma rapariga. Antes de qualquer outra coisa, muitos parabéns a Ronaldo pela paternidade e desejo-lhe a maior das felicidades com esta família alargada. Dizem as mesmas notícias que Ronaldo terá recorrido a uma “barriga de aluguer”. Não me interessa muito se as “notícias” sobre a barriga de aluguer são verdadeiras ou falsas, mas interessam-me bastante as muitas reacções críticas que pudemos ler. Ronaldo é acusado de “encomendar filhos como quem faz compras na Amazon” e, principalmente, é vilipendiado por “negar uma mãe às crianças”. E de que tal é de um egoísmo extremo.

Há relativamente pouco tempo, legislou-se em Portugal sobre o acesso de mulheres solteiras à procriação medicamente assistida e também à maternidade de substituição, vulgo barriga de aluguer (sendo que a legislação portuguesa impõe que o aluguer seja feito a preço zero). Um dos argumentos que se ouviram, penso que por parte de Isabel Moreira num Prós e Contras — mas houve mais gente a repeti-lo nas redes sociais — foi o de que é necessário respeitar a autonomia das mulheres e que não se podia exigir que andassem com um homem a tiracolo para poderem ter um filho.

Toda esta discussão em Portugal foi bastante sexista, porque nunca teve em consideração os direitos dos homens. Se uma mulher pode recorrer a um dador anónimo de esperma para ter um filho, porque não há-de um homem poder recorrer a um óvulo para ter também um filho? Ficou definido na lei que uma mulher sem útero, ou que por qualquer motivo não possa levar a cabo uma gravidez até ao fim, pode ter acesso a uma barriga de aluguer (a preço zero, repito, que não gostamos cá de mercenárias). Bem, eu diria que um homem cumpre esses requisitos. Tanto quanto julgo saber, não têm útero e, exceptuando a personagem de Arnold Schwarzenegger num filme e do canadiano Thomas Beatie, não conseguem levar uma gravidez até ao fim.

Claro que se pode sempre argumentar que, como a lei actual facilita imenso a mudança de género, um homem pode facilmente mudar o seu registo civil, passando a ser mulher. Uma vez mulher, poderá então alegar a falta do útero para recorrer à maternidade de substituição e, uma vez mãe da linda criança que nasceu, deverá poder mudar o registo civil novamente, regressando ao estatuto masculino, conseguindo cumprir o sonho da sua vida de ser pai.

Mas para quê sujeitar os homens a este caminho tão tortuoso? Ou, falando mais a sério, por que motivo se legisla no sentido de as mulheres deixarem de necessitar de um homem a tiracolo para serem mães, mas nem se discute a possibilidade de os homens poderem recorrer aos mesmos instrumentos jurídicos e médicos? A razão, parece-me, é bastante simples. É que, como toda a gente sabe, uma mulher só se sente realizada se for mãe. Já o homem está-se nas tintas para isso, quer é sexo. Ser-se pai é uma consequência e não um objectivo. Ainda por cima, como as mulheres é que cuidam bem dos filhos, negar uma mãe a uma criança é um crime; já negar um pai não é problema, até pode ser bom.

O que Ronaldo nos mostra é que há homens que também querem ter filhos. E se, por qualquer motivo, não podem ou não querem engravidar uma mulher (seja por questões médicas, seja porque a namorada não quer engravidar, seja pelo que for), continuam a querer ter filhos. Também Ricky Martin recorreu à maternidade de substituição para poder ser pai. E também se gerou uma polémica semelhante. Mas, quando é uma mulher a fazer isto, não há grandes polémicas.

Tanto quanto é público, o filho (mais velho) do Ronaldo é um puto feliz, que tem uma óptima relação de amor e carinho com o pai. Não há nada que nos leve a suspeitar que aquela relação familiar não é perfeitamente saudável. E, como todos sabemos, o que não falta por aí são famílias monoparentais. Basta lembrar que nada impede um solteiro de adoptar uma criança e, portanto, ser pai sem uma mulher a tiracolo. Assim, deixemos os nossos julgamentos morais de lado e aceitemos que o desejo de paternidade de Ronaldo deve ser tão respeitado como o desejo de maternidade de uma qualquer mulher. E não há nenhum motivo válido para ele não poder recorrer às mesmas técnicas de procriação assistida (mais concretamente recorrer a uma barriga de aluguer) que uma qualquer mulher.

Em qualquer conversa com feministas, é-se constantemente recordado de que o feminismo não é o antónimo de machismo. Pelo contrário, o que o feminismo almeja é chegar a uma situação de igualdade. Assim, em coerência, tendo havido algumas feministas que se bateram pelo direito das solteiras e dos casais de lésbicas recorrerem à maternidade de substituição, em nome da igualdade, as feministas devem agora lutar para que os homens tenham precisamente os mesmos direitos.

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Author: O Patriarca

O Patriarca é defensor da liberdade individual e da igualdade de direitos entre os sexos. Além disso, adora mulheres. Como tal, opõe-se ferozmente ao feminismo e à diabolização dos papéis tradicionais para os dois únicos sexos/géneros que existem na espécie humana. Por este motivo é frequentemente chamado de "machista" ou "porco chauvinista", ao que cavalheirescamente responde "faz-me mas é uma sandes". Politicamente já foi de esquerda, quando era jovem e parvo. Compreende a inevitabilidade da globalização, mas defende que o nacionalismo se mantém importante na preservação das culturas, sendo o único travão ao avanço do islão. É seguidor da filosofia Red Pill e diletante das artes de sedução.

6 thoughts on “Chauvinista do Mês #2: Luís Aguiar-Conraria”

  1. E acima de tudo Ronaldo nunca perderá a custódia do primeiro filho porque não há mãe, esposa, fêmea para lhe lixar a vida com a ajuda do estado … Ronaldo está a contruir uma família e mantêm a fortuna livre de gold diggers, como até agora não casou, não há separação de fortuna em caso de divórcio, Ronaldo mostra o caminho do futuro de todos os homens que querem criar uma família sem sem lixados pelas gajas, advogadas e afins

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