Os preliminares são para frouxos

Nota prévia: O Patriarca gosta muito de chupar cona. Este artigo não é um ataque à nobre arte do cunnilingus.

Qualquer pessoa que não tenha vivido debaixo de uma pedra nos últimos 30 anos sabe como os preliminares são absolutamente imprescindíveis para que uma mulher desfrute totalmente do acto sexual. O Patriarca cresceu bombardeado por esta narrativa, e ainda hoje basta passar os olhos pelos escaparates de revistas para encontrar um qualquer título de capa papagueando sobre o assunto.

Uma pesquisa rápida no Google não é menos fértil. Ainda este mês, a nossa querida Bárbara revelou que Carrilho falhava neste ponto (não será analisada com mais profundidade a vilificação que sofreria o ex-ministro se referisse que a ex não lhe lubrificava a ogiva com a regularidade desejada). Uma sex coacher (não podemos chamar-lhe treinadora sexual? Ou isso podia ser confundido com puta?) afirma que são o prato principal e não uma entrada. O leitor seguramente estará ciente de muito mais exemplos.

O Patriarca, em tempos longínquos, quando a sua experiência com mulheres era limitada ao plano teórico, acreditava nesta narrativa. Claro que, como é frequente em semelhantes assuntos, a exposição à realidade (sob a forma da prática frequente das artes fodengas com um número apreciável de parceiras) encarregou-se de desfazer a ilusão.

Os preliminares, na verdade, são absolutamente desnecessários para a satisfação sexual de qualquer uma das partes. Agradáveis, sem dúvida, até porque o adiar do coito propriamente dito pode potenciar a excitação e levar a sessões verdadeiramente épicas. Mas – chegando finalmente ao ponto de partida deste artigo – só são “exigidos” a frouxos. Por outras palavras, os preliminares são o dever do beta.

A palavra delas

Mas como O Patriarca é um troglodita misógino, se calhar não devia ter a última palavra sobre o assunto. Nada como perguntar às mulheres, certo?

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Ok, já deu para parar de rir. As mulheres são uma fonte de informação valiosa sobre a sua própria sexualidade, mas qualquer pergunta directa leva a respostas que não passam de um misto de racionalizações, cortinas de fumo e clichês socialmente aprovados que não servem absolutamente para nada. As pérolas de verdade obtêm-se através de perguntas tangenciais – por exemplo, como é a sensação de excitação sexual? Algumas citações seleccionadas:

Yeah, a penis around here would be pretty great

Ahh…for me, it’s the feeling of wanting to be filled so badly that it hurts. Like, it physically aches from how badly I need it.

I’ve gone from goose bumps all over my body to trying to press myself deeper into my partner

I have trouble thinking about anything other than my complete desire to be filled.

Something that always happens is the need to be filled, I can’t describe it but I just feel empty and want something in me; sliding.

it’s more like this achy, throbbing desire for pressure on the outside parts, and the feeling of needing something in me to grip on.

Imagine having a meat cave in between your legs that really likes the thought of having something inside of it, stretching it out and pounding it repeatedly.

I’ve now reached the persistent fantasy of having my face shoved into the pillow, hair in hand, and a big, thick cock pushing inside of me agonizingly slow before pounding the shit out of my eager pussy until I’m spent. To the point I can almost feel it now.

The whole area feels warm and all you can think about is getting fucked in the most depraved, primordial manner.

E por aí fora, mas torna-se repetitivo. A sensação mais frequentemente e graficamente mencionada é o desejo de ser preenchida. Praticamente ausentes estão os famosamente imprescindíveis preliminares – seja beijos, amassos, sexo oral – ou então perfeitamente secundarizados frente à urgência de levar com um tarolo entre as pernas.

Os preliminares não são então mais que a versão sexual das bebidas à borla, flores, jantares românticos e jóias: instrumentos com os quais os betas acreditam que podem negociar/induzir o resultado que desejam. Respectivamente, excitação sexual e atracção. E quem está familiarizado com a Red Pill sabe que ambas as estratégias estão condenadas ao fracasso, pois tanto a atracção como a excitação não podem ser negociadas.

Toda a gente conhece o clássico exemplo da gaja que fodia desconhecidos na casa de banho da discoteca, mas depois de uns anos com o namorado que a adora e lhe lambe o pito horas a fio não tem vontade de ter sexo. Os “quartos mortos” são um problema extremamente frequente, como pode atestar a imagem abaixo:


O Patriarca garante que os milhões de homens que tornaram estas pesquisas nas principais sugestões do Google já fizeram ou vão fazer todos os preliminares conhecidos pela espécie humana. Se calhar ainda inventam mais alguns. E vão continuar na mesma. O problema não está nas partes baixas.

Mas então fazer minetes (ou outros preliminares) é beta?

Mais uma vez, o contexto e a atitude são a chave. Fazer um minete não é beta. Fazer um minete porque se não o fizeres a vagina dela mais parece o Sahara, ou porque tens medo que ela te deixe, ou ela não quer foder sem uma sessão de 1h de língua antes e mesmo assim se calhar no fim já está cansada e não lhe apetece, é BETA.

Muitos homens nunca terão tido essa experiência, mas uma mulher excitada só pensa em arrancar a roupa e sentar-se num chouriço da marca Metello. Mesmo que não esteja a pensar em sexo, quando há atracção genuína, ser atirada de ventre, para cima de uma cama (ou contra uma parede), e sentir um bafo de homem no pescoço é o suficiente para produzir mais lubrificação num minuto do que muitos gajos vêem na vida inteira. Mais do que uma vez O Patriarca foi interrompido na sua apreciação oral de coninha asseada porque “quero pila JÁ!”.

O preliminar com desejo prévio é redundante. É um amplificador, um tempero. É o molho de natas em cima daquele bife que só grelhado na chapa já estaria magnífico. Memorável, digno de menção na TimeOut e se calhar voltas lá todos os meses e nos intervalos lembras-te dele de vez em quando. Mas na verdade, comer aquela bomba todos os dias até se tornava enjoativo, para além de ir tudo parar à coxa.

O preliminar sem desejo é um nado-morto. É uma tentativa de activar fisicamente um evento que ocorre dentro da cabeça. É o típico método beta de buscar uma resolução lógica para um processo emocional (estimular clítoris – activar desejo). É a tortura da alma de milhões de frouxos que dão voltas e voltas à cabeça e à língua a tentar encontrar a fórmula mágica para incendiar as virilhas da cara-metade, enquanto bestas como O Patriarca ignoram protestos mal-amanhados das queridas que não querem foder porque estão de birra, e sem tirar as cuecas as levam ao clímax só com estocadas de piça.

O melhor preliminar, no fim de contas, é ser alfa. Ser o gajo que lhes dá a volta à cabeça, que elas desejam visceralmente, com quem passam os dias a fantasiar sobre o momento em que finalmente ele as vai tomar como suas e aplicar o martelo pneumático que lhes deixa as pernas a tremer.

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Author: O Patriarca

O Patriarca é defensor da liberdade individual e da igualdade de direitos entre os sexos. Além disso, adora mulheres. Como tal, opõe-se ferozmente ao feminismo e à diabolização dos papéis tradicionais para os dois únicos sexos/géneros que existem na espécie humana. Por este motivo é frequentemente chamado de "machista" ou "porco chauvinista", ao que cavalheirescamente responde "faz-me mas é uma sandes". Politicamente já foi de esquerda, quando era jovem e parvo. Compreende a inevitabilidade da globalização, mas defende que o nacionalismo se mantém importante na preservação das culturas, sendo o único travão ao avanço do islão. É seguidor da filosofia Red Pill e diletante das artes de sedução.

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