“Fake News” a Inquisição do século XXI

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Em 1633, Galileu foi preso pela inquisição pela sua defesa do heliocentrismo, teoria contrária ao geocentrismo defendido pela igreja católica. De modo que foi obrigado a renunciar o seu próprio trabalho, os seus livros foram proibidos e passou o resto da vida preso.

Perto de 400 anos depois, fruto de uma vitória surpresa do candidato Republicano anti-sistema, Donald Trump, as elites que controlam os média mainstream e propagam a esquerda do politicamente correto, tomaram medidas drásticas, o chamado combate às “fake news”.

Durante toda a campanha eleitoral norte americana, 99% dos media mainstream ( tanto nos EUA como em Portugal) abandonaram qualquer réstia de imparcialidade, para se aplicarem a 100% na oposição a Donald Trump. O povo americano que muitas vezes se sentia em linha com a visão de Trump, não encontrava qualquer representação nos meios de comunicação mainstream, fazendo parte para todos os efeitos de “uma maioria invisível”. Mas, graças à internet, esta maioria invisível conseguia ser ouvida, partilhar informação e saber que contrariamente a todas as mentiras que lhes eram impingidas pela comunicação social, haviam muitas pessoas que pensavam como elas, a chamada Alt Right ( o que é a alt right?), sites como Breibart deram a voz à maioria invisível.

A internet sendo um dos meios mais livres da história é por consequência um meio desregulado, o que em muitos casos permite levar a iniciativa individual para níveis de genialidade no que toca a inteligência, humor, sátira, ironia. Todo o tipo de discurso é permitido nos meios frequentados pela alt right. Por vezes, chegando mesmo a serem exageradas algumas informações, a alt right não é perfeita.

O que são as “fake news”?

 Facebook has been accused of potentially swinging the election in favour of Trump by failing to acknowledge the fact that its algorithm was promoting fake news to millions of users “ The Guardian

“Media Matters Shifts Focus From Fox News to Fake News, ‘Alt-Right’ Sites”

Fake news são notícias consideradas falsas pela esquerda do politicamente correcto que terão, alegadamente, levado à vitória de Donald Trump nas eleições.

O argumento utilizado pela elite para justificar esta caça às bruxas é de que o povo é demasiado estupido para conseguir distinguer as notícias e poder escolher que meios de informação deve seguir, portanto o sistema do politicamente correcto vai fazer essa escolha por eles, ou seja por nós.

Quem vai controlar a censura das fake news? E de que maneira?

i) Algoritmos do Facebook e do Google, gigantes da internet tornam-se ainda mais Deuses da informação, podendo filtrar os seus opositores de aparecerem no seu motor de busca e quebrando as suas fontes de rendimento. 

“Facebook to roll out fake news tools in Germany

German government officials have expressed concern that misinformation on the internet could influence the country’s parliamentary election this year.

Last week, the social news site Buzzfeed found Facebook pages were publishing false stories about German Chancellor Angela Merkel, who is seeking re-election.” BBC

ii) Com a possibilidade do alastramento de visões contrárias às das elites do politicamente correcto para a Europa, o facebook decidiu começar a testar na Alemanha, um sistema em que incita os utilizadores a reportarem e sinalizarem posts considerados de “fake news”, uma espécie de chibos da PIDE online, fazendo com que ideias de oposição sejam expulsas para o fim do feed de noticias e percam a visibilidade, visa extinguir o surgimento de qualquer visão de oposição ao Governo.

iii) “Peritos independentes” que não são nem mais nem menos que os mesmos jornalistas dos mainstream media que não ouviram, nem representam “a maioria invisível” vão poder catalogar noticias como “fake news”.

O que está afinal em jogo?

A elite do politicamente correto, utilizando os meios do grupo dirigente da internet (googles, facebooks) vai fazer a triagem da informação entre pró-sistema e informação anti-sistema, esta segunda vai ser massivamente censurada e catalogada de “fake news”.

O autor, não é a favor de muitas das políticas defendidas por Donald Trump ou pela  Alt right, mas se admitirmos este precedente de limitação da informação na internet, abrimos as portas para um futuro muito negro em que a oposição política vai ser gradualmente silenciada através de métodos orwellianos de controlo da opinião pública.

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Author: Henry Chinaski

Simpatizante do Alt Right, apesar de se considerar libertário. A favor de uma igualdade de oportunidades e não de uma igualdade de rendimentos. Tendencialmente pro-globalização, mas fervoroso opositor do islão, feminismo e de todos os movimentos autocráticos. Passou vários anos imerso no mundo PUA (Pick-up-Artist). Actualmente é adepto da filosofia Red Pill e de desenvolvimento pessoal.

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